/Matéria


O levante psycho-pop(ular) de Madalena Moog


por Fernando Rosa

"Madalena Moog é uma banda da Parahyba, que canta a geografia da cidade, com Patativa Moog, Valter Pedrosa, Jansen Carvalho e Marcondes Orange". É o que diz a "descrição curta" da página do Facebook da banda, enquanto o primeiro "post" convida para "descobrir Madalena Moog no Jamendo". Então, antes de seguir com a leitura, vá até lá e abra a página de audição dos discos da banda - e vá direto para o álbum "Universal Park".
https://www.jamendo.com/album/51395/universal-park

Para quem nunca ouviu falar da banda, não tenha receio de surpreender-se diante da obra pouco conhecida, lançada em 2009. Trata-se do terceiro disco da banda, sucessor de outro clássico chamado "As flores mortas e outros prenúncios" (com o nome de Madalena, apenas), de 2003. Nesse meio tempo, a banda lançou EPs e, posteriormente, outros álbuns com destaque para "Levante Popular", em 2014, com temas mais regionais.

"Universal Park", gravado em João Pessoa, capital da Paraíba, em particular, surpreende por uma leveza psicodélica, rara na música dos anos dois mil. Algo como um Yo La Tengo soando nordestino em canções inteligentes, com poesia moderna e instrumental à base de fuzz-guitars e órgãos vintage. Em alguns momentos, lembrando os alagoanos Mopho, mas menos "clássicos" e mais experimentais, em temas como as versões 1 e 2 de "Grow up!", ou nas duas canções folk "Joy is my name" e "Hello! Goodbye".

Cantado em inglês e português, o disco mantém um estranho e envolvente equilíbrio sonoro, em que se destacam duas canções na língua-pátria que remetem às influências nacionais da banda. A primeira delas é "Arnaldo dos Mutantes", também com levada folk, e a outra, um clássico perdido no tempo, "Lucy fala com as paredes", um psycho-tributo aos Beatles e Wander Wildner (!). Apesar dos destaques, o que vale mesmo é a audição integral do disco, a sequência das canções, as sonoridades, o clima geral.

Já o disco "As Flores Mortas e Outros Prenúncios", do início da década, com outra formação, é também uma obra surpreendente e que merece ser valorizada. No disco, o peso das guitarras psycho-sujas, com letras sociais e críticas dão o tom, com uma sonoridade ainda entre os anos noventa e a nova década. São destaques a faixa de abertura "A Tempestade", o tema instrumental "WTC (de tijolos e poeira)" e o irônico psycho-folk-punk "Música de Geografia" - "meu país é governado por gente honesta". Em "Talvez", a sonoridade remete ao futuro "Universal Park".

No disco mais recente, "Levante Popular", que sucedeu "Samba pro seu dia" e "Philipéia", Madalena Moog assume uma sonoridade mais regional e popular, produzindo um resultado do nível de outros representantes modernos do gênero. Canções agitadas e/ou suingadas, com forte presença das guitarras (geniais), além das ótimas letras, como "Matador", "Felicidade" e "Como é triste" (sobre poema de Lucy Collin) e "Deixa estar" são o ponto alto do disco. Em "Levante Popular", que fecha o disco, a banda, junto com Ilson Barros (Zeferina Bomba), deixa claro o pensa, e para quem e para o que faz música, criticando a exclusão à informação e à educação na América Latina.




/Arquivo Senhor F


A origem da garagem moderna na cidade dos motores


por Flávio Ohno/Fernando Rosa

Quem ouve hoje o som de Black Keys e White Stripes, ou ainda de Detroit Cobras, Soledad Brothers ou Dirtbombs pode perguntar-se de onde saiu tal mistura de garagem, rhythm'n'blues e soul music. A resposta é simples: só podia ter saído de Detroit, sede da Motown e também berço da garagem e do pré-punk, nos anos sessenta e início dos anos setenta. Por Detroit, entenda-se também a próxima e agregada cidade universitária de Ann Arbor, e seu clima liberal. De lá para cá, as diferentes vertentes sonoras aproximaram-se e o volume aumentou.

Na era pré-Beatles, a gravadora Motown inundou o mundo com seus intérpretes e grupos vocais, onde se destacavam Smokey Robinson & The Miracles, Marvin Gaye, The Supremes e Jackson Five, de onde saiu Michael Jackson. O rhythm'n'blues embalado em arranjos esbranquiçados, mas com forte apelo rítmico, influenciou toda a geração anos sessenta, que produziu milhares de covers de hits da gravadora. Dos Beatles aos Stones, passando por Animals, e centenas de outros grupos, ninguém escapou de fazer suas releituras do som da Motown.

Em meados da década, com a explosão da beatlemania, a música branca produzida na cidade ganhou outros contornos, mais radicais, agressivos e, depois, pesados. Esta mistura explodiu nos anos setenta, alimentando o universo roqueiro com bandas antológicas que influenciaram as gerações seguintes, especialmente o punk rock e o som de garagem. Incendiando e sustentando a cena, destacava-se a casa de espetáculos Grande Ballroom, que tinha com o DJ e produtor Russ Gibb, uma espécie de Bill Graham (o cara dos Fillmore East/West) local. Todos os grandes heróis do rock sessentista tocaram no Ballroom e nele foi gravado o clássico Kick Out The Jams, do MC5.

Liderada por Mitch Ryder, uma espécie de Little Richard branco e punk, a banda Mitch Ryder & The Detroit Wheels deu o tom do que viria pela frente na segunda metade dos anos sessenta. No início dos anos setenta, Mitch Ryder deu continuidade ao seu trabalho com o grupo Detroit, com um acento mais pesado. Da mesma época é a clássica ? Mark and The Mysterians, com seu órgão Farfisa, responsável pelo mega-hit 96 Tears, para muitos a matriz de todas as bandas modernas de garagem.

Avançando na mesma direção sonora, em 1967, o MC5 já tinha acumulado a fama de melhor banda da cidade, o que veio a confirmar-se posteriormente, com o segundo álbum Back In USA, lançado em 1970. Além do som agressivo, que resultava em shows arrasadores, o MC5 contava com o apoio logístico de John Sinclair, líder dos Panteras Brancas, que agregava um tom político ao som do grupo.

Sem o mesmo discurso politizado, mas profundamente vinculada às tensões existenciais da juventude da época, o grupo The Stooges também surgiu em Detroit, no final da década de sessenta. Com Iggy Pop à frente, o grupo radicalizou a linhagem garageira, gravando três álbuns clássicos, que influenciaram o futuro punk. De vida curta, o grupo acabou em 1973, com Iggy Pop retornando algum tempo depois em carreira solo. Dos Stooges saiu ainda o clássico Ron Asheton's Destroy All Monsters, nos anos setenta. E da união de integrantes dos Stooges e MC5, o Sonic's Rendezvous Band.

Outros grupos também destacaram-se na cena local e conquistaram seu lugar na história do rock. Entre eles, The Amboy Dukes (de Ted Nugent), The Rationals (de Scott Morgan, também Guardian Angels) e, ainda, SRC, todos direcionados para a garagem e/ou psicodelia, com forte acento de rhythm'n'blues. Também saíram da cidade para o sucesso nacional e mundial os grupos Brownsville Station, de Cub Koda e, principalmente, Grand Funk Railroad, com seu radiofônico som pesado-pop.

Ainda de Detroit é o grupo Alice Cooper, que mudou-se para a cidade antes de explodir internacionalmente com sua agressividade trash-pop nos álbuns School’s Out e Killer, de 1972 e 1973, respectivamente. E The Up, o braço musical dos Panteras Brancas, também sob a direção de Sinclair, que crioiu o selo Total Energy, subsidiário da já extinta Bomp Records.

Outros grupos também se destacaram nos anos setenta, especialmente The Rockets, Uprisig, The Sillies, The Ramrods, Coldcock. Mais recentemente, nos anos noventa, The Gories, The Lovemasters e The Hentchmen deram seqüência ao som de garagem da cidade.

Discografia básica

Motor City’s Burnin’ (Volumes 1 & 2) – Coletânea 1960/2000 (Total Energy/Bomp Records)
Mitch Ryder & Detroit Wheels - Rev-Up: The Best of Mitch Ryder & the Detroit Wheels
The Amboy Dukes – The Ambou Dukes
? Mark & The Mysterians – 96 Tears
SRC – Black Sheep
The Rationals – Best Of
MC5 – Kick Out The Jams (live)
The Stooges – The Stooges
The Up – Killer Up
Alice Cooper – Killer
Grand Funk Railroad – Closer to Home
Brownsville Station – Smokin’ in The Boys’ Room: The Best Of … 
Sonic’s Rendezvous Band – City Lang
Destroy All Monsters - 1974-76 (coletânea)
The Sillies - America's Most Wanton
The Gories – Houserockin’
 


/Arquivo Senhor F


Os maiores plágios da história do rock mundial


por Fernando Rosa

A atividade do plágio, ou, digamos, da adaptação ou, ainda, da versão disfarçada, na história do rock and roll não se limita aos pequenos deslizes de artistas menores e desprovidos de talento. Grandes mestres do gênero também não escaparam de dar o seu golpezinho na praça e faturar com a criatividade alheia. Entre eles, destacam-se dois Beatles – John Lennon e George Harrison –, Led Zeppelin e Bob Dylan, para falar dos principais.

O mestre Bob Dylan foi um dos primeiros a passar a mão na produção alheia sem a menor cerimônia. No início da carreira, em sua primeira passagem por Londres, por volta de 1963, ele ouviu The Patriot Game, com os irlandeses The Dubliners. Mr. Zimmerman gostou tanto da canção que adaptou-a para o seu terceiro álbum, The Times They Are A-Changin’, de 1964. A música ganhou o nome de With God On Our Side, outra letra e, claro, a sua assinatura.

Anos depois, mas ainda nos anos sessenta, foi a vez de Jimmy Page vingar o feito de Bob Dylan, apropriando-se de uma obscura canção do folk americano. Também de passagem por Nova York, em 1968, com seu The New Yardbirds, ele dividiu o palco com o cantor folk-psicodélico Jake Holmes. No show, Page ficou conhecendo a canção Dazed and Confused que, com algumas pequenas mudanças na letra, foi gravada no primeiro álbum do Led Zeppelin, com a assinatura dele e de Robert Plant. De Page & Plant ainda tem Starway to Heaven/Tarkus(Spirit), que não conta porque chuparam apenas a introdução.

Outro famoso que bebeu na folk music foi John Lennon, mais conhecido pelo plágio de You Can’t Catch Me, de Chuck Berry, que virou Come Together, com os Beatles, e lhe custou uma condenação, que incluiu regravar a música (que ele gravou como se fosse Come Together). No início dos anos setenta, ele lançou a clássica e até hoje tocada em todos os finais de ano, a natalina Happy Xmas, que nada mais é do que um cover de Stewball. Originalmente lançada pelo trio Peter, Paul & Mary, em meados dos anos sessenta, Stewball é um dos hits do moderno folk americano.

Já o parceiro George Harrison também não escapou da tentação de reaproveitar belas melodias, no caso, um original das americanas Chiffons. Talvez uma das mais descaradas versões não assumidas, a música ganhou nova letra, um pouco de incenso, e o novo nome de My Sweet Lord. Lançada em 1970, no álbum triplo All Things Must Pass, e também em single, a música foi uma das tocadas pelas rádios do mundo naquele momento.

Outro plágio esperto, para terminar, mas que também acabou sendo flagrado pela história, foi patrocinado pelo grupo Deep Purple. Em um dos singles mais importantes do hard rock, o grupo incluiu a música Black Night junto de Speed King, que abria o disco Deep Purple in Rock, lançado em 1970. Black Night, na verdade, era uma releitura para We Ain’t Got Nothin’ Yet, um pequeno hit da banda americana Blues Magoos, presente em Psychedelic Lollipop, seu álbum de estréia, de 1966.


















 


/História do Rock


A origem da expressão rock (and roll) e suas mutações


por Fernando Rosa

A expressão “rock and roll”, desde sua origem até a afirmação das duas palavras como definição de um gênero musical e manifestação comportamental, passou por várias metamorfoses. Os dois verbos foram incorporados à escrita durante a Idade Média, usadas como metáforas de “sentimentos à flor da pele” e também com conotação sexual.

A afirmação é de Nick Tosches, em seu livro “Criaturas Flamejantes”, lançado no Brasil pela Editora Conrad, na coleção Iê Iê Iê. Segundo ele, a expressão “rock” surge pela primeira vez em verso de Shakespeare, em 1599, no poema “Vênus e Adonis”.

- “My throbbing heart shall rock thee day and night” / “Meu coração pulsante te fará vibrar dia e noite”, diz o poema. Ouça o trecho do poema, em sua penúltima estrofe, a partir do tempo: 1:07:35.



Ainda segundo Nick Tosches, as duas expressões (rock and roll) aparecem em canções do mar, do início do Século XIX. Particularmente na canção “Johnny Bowker", que diz: “Oh venha, Johnny Bowker, venha me chacoalhar e balançar (rock and roll”. Em 1937, o filme "Transatlantic Merry-Go-Round" tem como tema a música "Rock and Roll", com as Boswell Sisters.



Um texto no site de Bill Halley corrobora essas informações, citando tanto o poema de Shakespeare, quanto fazendo referência às canções marítimas, em especial Johnny Bowker.

- The word "rock" had a long history in the English language as a metaphor for "to shake up, to disturb or to incite". Shakespeare used it in his play "Venus and Adonis" when he wrote "My throbbing heart shall rock thee day and night". The verb "Roll" was a medieval metaphor which meant "having sex". Writers for hundreds of years have used the phrases "They had a roll in the hay" or "I rolled her in the clover". In an old English sea chanty we can find the lyrics: "Oh do, me Johnny Bowker ... / Come Rock'n'Roll me over".

A expressão rock and roll, então, tem três conotações básicas: inicialmente ligada às navegações, depois a cantos de trabalho e religiosos e, por fim, em sua fase urbana, definitivamente ao sexo.

O primeiro registro fonográfico das expressões “rocking” e “rolling” é o gospel “The Camp Meeting Jubillee” gravado pelo grupo Haydn Quartet, em 1904, e depois por outros grupos, como o Male Quartet.

- "We've been rockin' an' rolling in your arms / Rockin' and rolling in your arms / Rockin' and rolling in your arms / In the arms of Moses", diz o canto.

 

* Texto baseado na introdução do curso "Uma história não convencional do rock", sobre o rock and roll desde suas origens.


/História do Rock


A origem da guitarra elétrica


por Fernando Rosa

A primeira guitarra elétrica é também uma das mais respeitadas ainda hoje – a Rickenbacker. “A primeira verdadeira guitarra elétrica”, como define Florent Mazzoleni, no livro “As raízes do rock”, foi construída em 1937 por Adolph Rickenbacker. O novo instrumento foi inspirado em modelos de guitarras havaianas, fabricadas pela Companhia Electro String Instrument Corporation. A Rickenbacker sucedeu a “The Frying Pan”, uma guitarra de alumínio em forma de frigideira.

Em 1935, o guitarrista texano Eddie Durham grava “Hittin’ the Bottle” com a orquestra de Jimmie Luncerford, considerada a primeira gravação de guitarra em disco. Em seguida, também músico de jazz, e também texano e negro, Charlie Christian transforma a guitarra em instrumento solo. Na mesma época, em 1939, é a vez de Floyd Smith gravar o primeiro solo de guitarra em disco, na música “Floyd’s Guitar Blues” - com a orquestra de Andy Kirk.

Em 1948, é lançada a música "Guitar Boogie” com Arthur Smith & The Crackerjacks, que leva a guitarra pela primeira vez ao topo da parada de sucesso. No início dos anos setenta, o nome “Guitar Boogie” batizou um álbum reunindo registros de Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page.

Ainda no final dos anos quarenta, o guitarrista T-Bone Walker, em especial, Muddy Waters e John Lee Hooker modernizam a instrumento junto ao blues. Em “I Got a Break Baby”, T-Bone Walker introduziu elementos do jazz no blues.

Também na década de quarenta destaca-se o guitarrista Carl Hogan, do grupo de Louis Jordan and His Tympany Five. Segundo o próprio Chuck Berry, o riff introdutório de “Johnny B Goode” foi sacado da música “Aint That Just Like A Woman”.

A história da guitarra elétrica segue com a entrada de Les Paul em cena, músico de jazz que associa-se à marca Gibson, desenvolvendo uma guitarra estruturalmente mais sólida. Nos anos cinquenta, Léo Fender, por sua vez, revoluciona o mercado das guitarras com sua Fender Telecaster e, em 1954, com a Fender Stratocaster.

As três marcas de guitarra, com altos e baixos, imperam no mercado até os dias de hoje, dividindo simpatias, desejos e heróis.









Vídeos

/Documentário


A história da Baratos Afins


do Youtube

Uma família que evolui junto com uma loja: essa é a história da Baratos Afins, negócio tocado por um pai, uma mãe e uma filha nascida em berço de dezenas de milhares de discos. Uma loja que sempre foi notícia: seja por ser aquela que “tem tudo”, seja por ser a única que, desde o começo, rejeitou o formato CD.

Há três gerações, a Baratos atrai romarias de roqueiros de todas as partes do país e aposta no gênero, lançando novidades ou relançando clássicos através de seu selo próprio. "A Baratos Afins se orgulha de fazer arte. Geralmente fazia 1.000 cópias e raramente vendia as 1.000. A verdade, a nossa produtora nunca bancou a loja. Ao contrario, a loja que sempre bancou a produtora. A gente faz os discos porque a gente gosta, nosso tesão, nosso prazer.", comenta o dono da loja Luís Calanca.

A Baratos Afins, no coração de São Paulo, é mencionada com profundo carinho por todos que frequentam. Este episódio de Minha Loja de Discos ouve alguns dos incontáveis causos de quem conhece essa longa história de amor à música.

Roteiro: Kika Serra
Edição & Mixagem: Felipe Rodrigues
Assistente de Produção: Daniel Levi
Direção & Produção: Elisa Kriezis & Rodrigo Pinto


/Videoclipe


Golpe maestro, a Espanha por Vetusta Morla



Música do último disco da banda espanhola Vetusta Morla. Golpe maestro trata das mudanças ocorridas no país. "Robaron las antenas, / la miel de las colmenas, / no nos dejaron ni banderas que agitar; Cambiaron paz por deudas, / ataron nudos, cuerdas / y la patrulla nos detuvo por mirar". La Deriva é o terceiro disco-cheio da banda, atualmente uma das mais importantes do rock mundial. 


/Videoclipe


francisco, el hombre lança clipe de single do primeiro disco


Calor da Rua é o novo single do primeiro álbum da banda francisco, el hombre, previsto para sair gosto 2016. Calor da Rua foi produzida e gravada no Estúdio Navegantes por Curumim, Zé Nigro e francisco, el hombre entre os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016.


/Videoclipe


Músicos latinos contra o golpe de estado no Brasil


O clipe gravado por artistas brasileiros originalente ganhou uma versão em espanhol, produzida por músicas de vários países, incluindo Argentina e México. A iniciativa soma-se às ações desenvolvidas em todo o mundo para denunciar o golpe, exigir democracia e respeito aos brasileiros. 


/Festival


Argentina Onda Vaga, no El Mapa de Todos, 2015


Imagens de Thiago Lázeri e Biel Gomes // Edição Thiago Lázeri. Aúdios de Equipe Gorila // Engenheiro de gravação: Edo Portugal // Assistentes de gravação: Chris Wendt e Gabriel Amaral // Diretor de produção: Beto Gonzales // Assistentes de produção: Mabi Brandão e Pedro Lipatin // Mixado e masterizado no Estúdio Gorila por Edo Portugal. Ao vivo no Salão de Atos da UFRGS.


Regalo


Proto-Demos

Singles & EPs raros 1998-2013




Resenha



El Mapa de Todos

/Festival


El Mapa de Todos no centro da integração


da Redação

Em sua sexta edição, o Festival El Mapa de Todos consolidou sua posição de vanguarda do processo de integração musical iberoamericana. Realizado pela Produtora Senhor F, com patrocínio-master da Petrobras, o festival confirmou seu papel de plataforma de intercâmbio regional. No palco, na platéia e nos bastidores dos três dias de festival, o evento promoveu a troca de histórias, de informações e de afetos. Os onze shows, cada um a sua maneira, apresentaram novos sons ao público, emocionaram e fizeram dançar em vários momentos.

Para o jornalista Leonardo Vinhas, do portal Scream & Yell, o festival contou com "a escalação mais ousada até o momento". "Assistindo a todas as atrações, fica mais fácil entender o “todos” no nome do festival, já que ele não limita o gênero musical, muito menos o tipo de público que aparece por lá", escreveu Ingrid Flores, da revista Noize. "Não teve nenhuma atração que não valesse a pena conferir", completou a jornalista. "Ninguém ficou imune ao apelo integrador proclamado pelo festival", resumiu João Vicente Ribas, do site Pampurbana.

Nesta edição, o festival promoveu diversas mudanças, entre elas a opção por teatros, a presença de uma maior diversidade musical e o retorno aos três dias de eventos. Para o organizador e curador do festival, Fernando Rosa, "o festival definitivamente integrou-se à rede de articulação iberoamericana que fomenta a circulação na região". A presença de grupos de vários países no palco, de artistas e intelectuais como Jorge Drexler e Luis Fernando Veríssimo na platéia e de um público vibrante não deixam dúvidas sobre essa afirmação.

Quem já tocou no festival, por Deezer, o player oficial do festival.



* Fotos dos artistas e dos teatros por Paulo Capiotti; demais fotos de arquivo.


/Festival


Em 2015, El Mapa de Todos acontece em clássicos teatros


da Redação

Em sua sexta edição, o Festival El Mapa de Todos será realizado em três dos mais importantes teatros da cidade de Porto Alegre. A primeira noite do evento acontecerá no clássico Theatro São Pedro, onde se apresentaram Daniel Viglietti e Luis Marenco em 2014. A segunda noite ocorrerá no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também histórico espaço cultural da cidade. A terceira noite terá como palco o Teatro do Centro Histórico Cultural da Santa Casa, inaugurado ano passado.

O festival El Mapa de Todos tem data marcada para os dias 12, 13 e 14 de novembro, em Porto Alegre. Trata-se de evento voltado para a promoção da integração latinoamericana por meio da música. Atualmente, é o principal festival com este perfil no Brasil, e referência de evento com este perfil na América Latina. O festival conta com apresentações musicais e debates sobre integração na região. O festival tem patrocínio-master da Petrobras desde sua segunda edição.

O festival já tem o primeiro nome confirmado, a banda peruana Vieja Skina (foto), que vem com o apoio do projeto de circulação Ibermúsicas. O Festival El Mapa de Todos já contou a participação de artistas como Bomba Estéreo, Daniel Viglietti, Babasónicos, Bareto, Marcelo Camelo, Mundo Livre e Luis Marenco, entre outros. A primeira edição foi realizada em Brasília. Na primeira semana de agosto, a organização do festival começará a divulgação dos demais convidados. 

Quem já se apresentou no El Mapa de Todos



 


/Festival


Tecladista Lafayette, um caso de talento e 'acaso'


por Fernando Rosa

A trajetória artística do tecladista e arranjador Lafayette, nascido em 11 de março de 1943, iniciou aos cinco anos no Conservatório Nacional de Música, no Rio de Janeiro. Com o surgimento do rock and roll, passa a integrar o The Blue Jeans Rockers, não por acaso responsável pelo primeiro rock instrumental gravado no país. Junto com ele na música 'Here Is The Blue Jeans Rockers' estão os futuros Luizinho e Seus Dinamites, Luizinho (violão elétrico) e Euclides (guitarra).

A maioria de seus discos permanecem inéditos, com apenas algumas poucas e tímidas coletâneas oficiais relançadas em CD. Ele também pode ser ouvido na série 'Os Anos da Beatlemania', que traz suas versões instrumentais para os clássicos de Lennon & McCartney, com destaque para a sensacional 'Day Tripper'. Antes de gravar com a Jovem Guarda, e de formar o Lafayette e seu Conjunto, com quem gravou a série 'Apresenta os Sucessos', ele comandou o Sambrasa e Lafeyette Seu Piano e Ritmo.


Entrevista

Senhor F - Quando e como você começou a tocar? Qual a tua formação musical?

Lafayette - Eu comecei a estudar aos quatro anos de idade. Estudei oito anos de piano. O curso inteiro eram onze anos, naquela época. Estudei oito anos, e comecei a gostar mais do lado popular. Então, parei de estudar, já sabia o suficiente pra começar a fazer os primeiros conjuntinhos. E foi ai que começou tudo. Estava com doze anos. No colégio que eu estudava, tinha várias pessoas que também se ligavam em música. Eu fiz o ginasial e um pouco do científico em dois colégios, no Colégio Salesiano Santa Rosa, em Niterói e no Instituto no Instituto Lafayette, no Rio de Janeiro, que tinha meu nome, mas não tinha nada a ver comigo.

Senhor F - Foi aí que nasceu o Blue Jeans Rockers, com você, Luizinho e Euclides?

Lafayette - Foi lá (no colégio Lafayette) que nós começamos a formar o Blue Jeans Rockers. Nesse colégio, conheci vários cantores, artistas, que hoje fazem sucesso, como o Luiz Ayrão. Em frente ao Colégio tinha um cinema, que se chamava Cine Madri. Então lá, era praticamente o local de reunião de todo o pessoal que começou a fazer Jovem Guarda, a Wanderléa, Tim Maia, Jorge Ben. Todo mundo se reunia nesse cinema, era o ponto, o lugar em que o pessoal batia papo, trocava idéia e tudo. Ali começou praticamente a idéia do movimento da Jovem Guarda.

Senhor F - Você ouvia o que na época? Muito rock and roll?

Lafayette - Ouvia muito rock. Elvis, naquela época era o início do Elvis Presley, Neil Sedaka, Little Richard e tudo mais. Foi aí que nós começamos a fazer o Blue Jeans Rockers, baseado nisso. Nós tinhamos três cantores no conjunto. O Luiz Henrique, que era mais para o o lado de Elvis Presley; o Luizinho, que era mais variado, ele gostava muito de country, Gene Vincent; e tinha o Cyro Aguiar, que fazia mais o estilo de Pat Boone, ele cantava muito bem as músicas dele, e aqueles roquezinhos country, era muito bom nessa parte. Então, eram esses três os vocalistas do conjunto.

Senhor F - Nessa época, tu já tinha relação o pessoal que, depois, comandou a Jovem Guarda, especialmente Roberto, Erasmo e Wanderléa?

Lafayette - Isso foi um negócio à parte, um pouco antes da Jovem Guarda. Naquela época do Blue Jeans, a gente ensaiava muito. Era muito assim de um ir na casa do outro, era uma turma, como se fosse uma turma de rua, mesmo. Então, a gente participava de programas de rock ao vivo, eu tenho até troféus que a gente ganhou, como melhor conjunto de rock ao vivo. E chegamos a ter o prazer de acompanhar o Neil Sedaka, quando ele esteve no Brasil. Mas, nosso grande sonho era acompanhar o Elvis, se ele viesse ao país. Também acompanhamos, bem mais tarde, o Jimmy Cliff.

Senhor F - O grupo chegou a gravar? A história registra um 78rpm com 'Here Is The Blue Jeans Rockers', de vocês, e 'Blue Suede Shoes', de Carl Perkins.

Lafayette - Existe um acetato, pelo selo Tiger, e eu acho que existe uma única cópia, que eu sempre quis ter, mas nunca consegui (hoje, Lafayette tem, pelo menos, a cópia em mp3, que repassamos para ele). Não sei onde tinha ido parar essa cópia. Deve ter ficado com o Luizinho ou com o Luiz Henrique. E deve ter dado várias voltas por aí.

Senhor F - Esse disco é importante, porque é o primeiro registro de rock instrumental no Brasil?

Lafayette - Acho que o Blue Jeans Rockers foi também o primeiro conjunto de rock do Brasil.

Senhor F - E nesse período, entre o Blue Jeans e o começo da Jovem Guarda, o que rolou?

Lafayette - Eu não sei precisar o tempo que o Blue Jeans durou. O Blue Jeans durou toda aquela época do rock. Ai foi havendo uma mudança, e eu não sei porque, eu não lembro bem porque, o Blue Jeans se dissolveu. Então, formei o meu conjunto, o Lafayette, Seu Piano e Ritmo, e comecei a fazer bailes. Ai fiquei muito amigo de Luiz Airão. Eu ensaiava até na casa dele. Nós fizemos um conjunto bem eclético, que tocava todos os ritmos.

Senhor F - O Luiz Ayrão era o cantor do conjunto?

Lafayette - Não, o Luiz Ayrão era só meu colega de escola, a gente batia muito, ele me mostrava as músicas que ele fazia. Veja você, só depois de muitos anos ele foi gravar a primeira música com o Roberto, 'Nossa Canção', que fez um sucesso enorme.

Senhor F - E o contato com o pessoal da Jovem Guarda, como foi?

Lafayette - Desde a época do colégio, eu morava na Tijuca, e a Tijuca era o bairro em que vivia todo o pessoal.

Senhor F - A Turma do Matoso...

Lafayette - Justamente, na esquina da Matoso é que ficava o cinema Madri, em que o pessoal se reunia?

Senhor F - Mas, o primeiro contato, digamos, de trabalho ...

Lafayette - O Erasmo era meu vizinho, a rua em que ele morava era logo depois da minha. A gente era muito amigo. Um dia, eu estava em casa, ele foi lá e me disse: olha eu vou gravar um disco, e queria que você participasse, tocando piano. Eu disse: tudo bem, eu vou lá. Marcamos o dia, e fui lá na gravadora dele que, naquela época, era a RGE. Então, eu fui pra gravar com piano e, de repente, entrando no estúdio da RGE, nós vimos assim, um negócio, tipo um instrumento, jogado num canto do estúdio, e fomos tirar a capa pra ver. Era um órgão. Eu nunca tinha tocado órgão, mas achava um instrumento maravilhoso. Aí eu liguei o órgão, e comecei a tocar umas músicas de Natal, músicas de igreja, aquelas coisas típicas de órgão mesmo. O Erasmo que, naquela época, já tinha umas idéias avançadas, veio e disse: puxa bicho, que tal a gente fazer o seguinte, fazer um negócio diferente, ao invés de botar um piano, botar um órgão. Ai o pessoal (da gravadora) … mas órgão em rock, em música jovem? Ele (Erasmo) disse, não, vamos experimentar, e foi ai que a gente gravou 'Terror dos Namorados', e 'A Pescaria' também. Eu disse, bom, então vamos fazer o seguinte, a gente vai tocando, e eu vou fazendo o que eu sentir. Nós começamos, fizemos o negócio, e quando terminou, que a gente ouviu a gravação, achamos que tinha ficado ótimo, sabe, o negócio ficou muito bom. Ai o Erasmo disse: puxa vida, é isso ai que eu quero. Então, o disco foi pra mixagem, e quando já estava pronto, antes de sair, o Erasmo chamou o Roberto - naquela época eles já estavam juntos - para mostrar ao Roberto. E disse: olha só que novidade eu vou lançar. O Roberto ouviu, ficou maluco, e disse: ahh não, no meu próximo disco eu quero um órgão também, sabe, eu quero órgão. Então vai lá, disse o Erasmo, fala com o Lafa pra ele gravar. Em seguida, o Roberto me telefonou, foi quando eu fui pra CBS, e comecei a gravar com ele.

Senhor F - E qual foi a primeira gravação com o Roberto, a que mais causou impacto?

Lafayette - Olha, uma das primeiras, não sei se foi a primeira, mas uma das primeiras músicas que fez o pessoal prestar atenção em mim foi 'Quero Que Vá Tudo Pro Inferno'. Aquele som de órgão que eu botei, acho que fui muito feliz em achar aquele som certo do órgão. Agora, a música que me deu muita sorte, que realmente chamou a atenção da gravadora, foi 'Não Quero Ver Você Triste'. O Roberto, quando foi gravar, não tinha ainda terminado de fazer a música toda, só tinha feito um pedaço. Ele disse: bicho, essa música é muito importante, porque eu só declamo na música, o solo todo é de órgão, a música toda é o orgão que vai tocar, eu só vou declamar e assoviar. Ai ele disse: mas eu só fiz a metade, e queria tanto gravar logo essa música. Eu disse: olha você faz o seguinte, vamos ver a metade que você fez, a gente vai gravando - aquele mesma idéia do Erasmo - e o que vier na minha cabeça, eu vou tocar, e se você gostar você, fica. Fizemos assim. O Roberto começou a assoviar, a mostrar a melodia pra mim, a gente ensaiou rapidamente no estúdio. Ai começou, e bom, eu disse, eu vou fazer o que vier na minha cabeça. Depois a gente vê o que vai sair. A primeira parte, ele já tinha feito, eu fiz o que ele tinha feito, e a segunda eu fui inventando, e saiu aquilo. O Roberto disse, tá ótimo. Até tem gente que diz que eu devia, na época, ter exigido uma parceria na música, mas a gente não tinha essa idéia comercial.

Senhor F - Com foi tua relação com o Roberto Carlos, que tinha fama de perfeccionista?

Lafayette - Foi bom, porque eu sempre também gostei de fazer tudo certinho, então a gente combinava muito. Agora, justamente eu parei de tocar com ele porque eu já não tinha mais tempo. O Roberto realmente tomava muito tempo da gente. As vezes a gente ficava um dia inteiro, uma noite inteira, para gravar uma música só. A gente gravava várias vezes. Por exemplo, a gente começava a gravar as sete horas da manhã, gravava até as sete horas da noite, ai dava uma parada para jantar, esfriar a cabeça, voltava pro estúdio, nove horas, e ia até as três da manhã. Para no final, ele dizer, sabe, aquela primeira que nós gravamos - aquela lá das sete, oito horas da manhã - ficou mais legal. Então, com o decorrer do tempo, com os meus discos fazendo muito sucesso, comecei a tocar em muitos lugares. O Roberto também formou o primeiro conjunto dele, o RC3. Ele me chamou pra tocar, mas eu disse que não podia ir porque já estava fazendo meu conjunto, com meu nome. Eu pensei, ou faço a minha carreira ou, então, fico preso pra sempre com o Roberto. Então, tive parar com ele, e fazer a minha carreira.

Senhor F - A sonoridade do teu órgão é uma espécie de marca registrada da Jovem Guarda. Como você chegou nela?

Lafaytte - A partir dessas primeiras gravações com órgão, eu comecei a abandonar um pouco o piano. Embora eu gravasse de tudo. Todos os teclados das músicas do Roberto, eu que gravei. Com o Roberto, eu gravei com sintetizador, já naquela época, quando apareceram os primeiros sintetizadores, era um moog. Eu gravei com celeste, gravei até com cravo, que era um instrumento difícil de ter por aqui, porque desafina atoa. Foi uma experiência nova a gente botar aquele intrumento. A gente ia fazendo tudo que vinha na cabeça.

Senhor F - E que tipo de instrumentos e equipamentos você usava?

Lafayette - Era um Hammond, modelo B3, com uma caixa Leslie, mas no início não tinha caixa, só depois é que botamos. A CBS também tinha um órgão Farfisa, mas eu não gostava muito. Eu achava o Farfisa muito estridente, mas alguma coisa a gente fez com ele, para dar um efeito diferente. Agora, eu devo muito aquele som do órgão aos técnicos da CBS, especialmente o Jairo Pires, que depois virou produtor, e Eugênio de Carvalho, que mais tarde trabalhou na Globo. Eles melhoravam muito o som do órgão, botavam um tipo de eco que tinha lá na CBS, um eco muito bom. Quando eu dava aquelas puxadas, dava um efeito … Eles davam ao órgão, além do som bonito que já tem, uma equalização, um eco assim diferente. Aquilo tudo ajudou a fazer aquele som, a sair aquele timbre legal.

Senhor F - Com que mais você gravou, além de Erasmo e Roberto?

Lafaytte - Todos eles, Renato e Seus Blue Caps, Os Vips, mas mais aqui no Rio. Tinha dias, naquele época, que eu tocava o dia inteiro no rádio. Olha eu gravei muita coisa nas outras gravadoras, na Philips, na Odeon, mas tinha uns, que eu não sabia qual artista eu estava gravando. O produtor me dava as partituras, e eu fazia, mas nem sabia o nome do artista. O artista muitaz vezes não estava nem presente no estúdio.

Senhor F - Como surgiu a idéia dos discos 'Lafayette Apresenta os Sucessos?

Lafayette - Foi nesse dia em que eu gravei 'Não Quero Ver Você Triste', e depois nós gravamos a 'História de Um Homem Mau', onde eu fazia só tipo de um balanço no órgão. O diretor da gravadora, na época, o 'seo' Evandro (NR - Evandro Ribeiro, diretor artístico e presidente da CBS nos anos 60 & 70), ficou muito entusiasmado comigo, e disse, vou oferecer um contrato a esse garoto pra gente fazer um disco solo. Então, ele marcou no dia seguinte pra eu ir lá assinar um contrato, e nós começamos a gravar. Mas o primeiro, não foi nem com Jovem Guarda. Eu gostava muito de tocar samba naquela época. Eu tinha muita influência do conjunto do Ed Lincoln, que eu gostava muito. A minha vontade era gravar samba. Ai o 'seo' Evandro disse: olha, samba não é muito bom não, já tem muita gente vendendo samba. Então, ele, pra fazer a minha vontade, deixou gravar. Ai gravei um disco, com metade de músicas orquestradas, e outra metade cantada pela minha esposa. O nome do disco era 'Lafayette apresenta Dina Lúcia'. Nem eu, nem ela tinhamos experiência de gravar, o som do disco era legal, mas não vendeu. Então, 'seo' Evandro disse: tá vendo, você fez o primeiro do seu jeito, agora a vamos fazer do meu. E me entregou o repertório, que tinha músicas dos Beatles, como 'Yesterday', 'Michelle'. Eu gravei, e estourou. Foi o primeiro da série 'Lafayette Apresenta os Sucessos'.

Senhor F - Quantos discos teve essa série? Eram lançados só no Brasil, ou foram lançados foram também?

Lafaytte - Foram 32 lps aqui no Brasil, e lá fora outros trinta e poucos, ou quarenta. Nós lançamos em tudo que é lugar. Tem compacto lançado nos Estados Unidos, em Israel; tenho capas desses discos aqui em casa. Tem disco lançado no mundo todo. A CBS era uma das maiores fábricas de discos. Na Argentina, foram lançados quase todos os discos. E fazia shows lá, no Uruguai, Paraguai. O pessoal achava que eu era francês. Na Argentina, diziam que isso ajudava muito.

Senhor F - Como foi a transição para os anos 70, e como foi trabalhar com o produtor Mauro Motta?

Lafaytte - Com o Mauro foi ótimo. A gente sempre se entendeu muito bem, porque o Mauro também era tecladista. Ele foi um dos primeiros tecladistas do Renato e Seus Blue Caps. Até o Mauro entrar, eu é que gravava com o Renato, órgão, piano. O Mauro foi meu produtor, a gente se dava muito. Ele ia muito lá em casa. O pessoal da CBS ia muito lá em casa, inclusive o Raul Seixas, que era produtor na época. Ele usava o nome de Raulzito. Conheci ele naquela época, a gente batia muito papo, mas não trabalhamos diretamente, só com os artistas que ele produzia.

Senhor F - Além de gravar, o que mais fizeste nos anos setenta?

Lafayette - Nessa época eu já estava fazendo bailes, já com o Lafayette e seu Conjunto. Depois que eu gravei o primeiro disco e estourou, eu tive que mudar o nome do conjunto para Lafayette e se Conjunto. Quando veio os anos setenta, com a discoteque, eu já estava fazendo baile. E baile é bom, é uma escola boa para músicos, para cantores, porque a gente é obrigado a acompanhar tudo que vem, todos os ritmos, todas as tendências, estar por dentro do negócio. O conjunto era muito grande, na época tinha doze integrantes, três metais, três cantores. Paulo Massadas foi cantor do meu conjunto.

Senhor F - Você acha que a Jovem Guarda, assim como o teu papel na história do gênero, tem o devido reconhecimento?

Lafayette - Por parte de músicos, do pessoal do meio musical, existe um reconhecimento. Esse som que a gente fazia, que a gente tirava, o pessoal gosta muito. Agora, o que modificou, é o pessoal da mídia, da televisão, do rádio. Eles não divulgam, e impedem a divulgação. Eles não tocando, as gravadoras também param de lançar trabalhos com aquele som. Até o Roberto podia gravar coisas assim. Veja os Estados Unidos, onde todo mundo tem o seu espaço, o seu pedaço no mercado. Virou um negócio de moda, aqui no Rio, depois São Paulo, se a moda é botar um instrumento tocando e um cachorro latindo, eles vão fazer isso, e o pessaol vai comprar isso, esse disco, porque é o que está na moda. Então, isso pode durar uns dez dias, até vir um outro cara, e inventar outra coisa, e é assim. É tudo negócio de modismo. Acho que isso é um pouco de falta de cultura. Já no resto do Brasil, a gente vai no Rio Grande do Sul, no Paraná, em Santa Catarina, em Minas Gerais, a gente vê um pouco de cada música. Acho, então, que eles estão mais instruídos musicalmente do que Rio e São Paulo, que vão muito pela moda.

* Colaborou Ricardo Kothe (90);  matéria publicada originalmente em Senhor F em 2000. 
 


/Festival


Vieja Skina traz ska clássico para o El Mapa de Todos


da Redação

Em sua biografia oficial, a banda apresenta-se como "una banda de Ska Tradicional". Dizem eles: "rescatamos los sonidos primigenios que dieron alcance mundial al género; bandas como The Skatalites, Byron Lee and the Dragonaires, The Specials o intérpretes como Laurel Aitken, Prince Buster o Doreen Shaffer, los cuales forman parte de nuestras influencias musicales al momento de componer nuestras canciones". Uma verdade que pode ser conferida na audição de seus dois discos, que postamos na integra, abaixo. Um deles, o segundo, materizado por Victor Rice, em São Paulo.

Vieja Skina surgiu em 2007, com uma orientação um pouco diferente, mais voltada para a fusão do ska com o reggae, abandonada com a entrada de novos integrantes. Os novatos despertaram a banda para a sonoridade tradicional, para o ska clássico, que acabou abrindo as portas para a banda além das fronteiras do país. Nestes dias pré-El Mapa de Todos, Vieja Skina realiza sua segunda turnê no México, onde divide o palco do Pepsi Ska Festival com bandas como Maldita Vecindad e Desorden Publico, entre outros monstros latinos do gênero.

Considerada a primeira banda de ska do Peru, Vieja Skina é formada por Daniel Ciudad (bateria) Ronaldo Moreno-Aramburú (baixo) Julio Mejía (guitarra) Ricardo Canales (teclado) Flavio Maza (sax tenor) Edgar Álvarez (sax alto) Edgardo e Giacomo Novella (trombone), A banda já compartilhou palcos com The Skatalites, Doreen Shaffer, Groundation, Pato Banton, Michael Rose ex (Black Uhuru) e Mighty Diamonds, entre outros nomes da cena local peruana.




/Festival


Documentário resgata os grandes bateristas colombianos


da Redação

O trio Los Pirañas reúne três dos músicos mais importantes da música colombiana moderna: o guitarrista Ébliz Álvarez, o baixista Mario Galeano e o baterista Pedro Ojeda. Os três se dividem entre produção e participação em grupos os mais variados como Onda Trópica, Frente Kumbiero e Meridian Brothers. Ojeda acaba de lançar o LP Romperayo e também enveredou pelos caminhos de documentarista.

O documentário Los Propios Bateros busca trazer à tona as raízes da música "bailable" colombiana, segundo matéria publicada recentemente pela Vice. Ojeda entrevista grandes bateristas da história da música colombiana, como Guillermo Navas, de Cartagena. Também foram ouvidos Plinio Córdoba Valencia, um dos nomes mais importantes do jazz do país e Germán Chavarriaga r Wilson Viveros B, que participou das gravações do Onda Trópica.

Em 2013, Ojeda participou de outro projeto de pesquisa musical, chamado Sur-Sur (Colombia-Angola), ao lado do músico, compositor e luthier angolano Victor Gama. O projeto mapeou a música da região do Pacífico Sul Colombiano e da província de Huambo emAngola, ao Sul da Africa. O resultado final pode ser vista na página - www.tsikaya.org.




/Festival


El Mapa de Todos divulga nomes dos convidados


da Redação

A organização do Festival El Mapa de Todos começou a divulgar os nomes dos artistas convidados para a sexta edição - acompanhe pelo Facebook do evento. Já foram divulgados até a noite desta terça-feira os nomes dos artistas Vieja Skina do Peru, Los Pirañas da Colômbia, Onda Vaga da Argentina, e os brasileiros Caldo de Piaba e Aluisio Rockembach. O portal Senhor F também está postando canções dos artistas no player do portal - Regalo -, disponível na capa da publicação. O festival será realizado nos 12, 13 e 14 de novembro, em Porto Alegre. O festival tem patrocínio-master da Petrobras desde sua segunda edição.

No dia 12, quinta-feira, a abertura do festival acontecerá no Theatro São Pedro, repetindo o ocorrido ano passado. Na sexta-feira, os shows serão realizados no Salão de Atos da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). E no sábado, no teatro do Centro Histórico-Cultural da Santa Casa. As atrações ainda estão em fase de negociação e serão divulgadas tão logo sejam confirmadas.

O festival El Mapa de Todos é realizado em Porto Alegre, durante o mês de novembro. Trata-se de evento voltado para a promoção da integração latinoamericana por meio da música. Atualmente, é o principal festival com este perfil no Brasil, e referência de evento com este perfil na Américva Latina. O festival conta com apresentações musicais e um seminário sobre integração na região.

O festival teve o primeiro nome confirmado no início do ano, a banda peruana Vieja Skina (foto), que vem com o apoio do projeto de circulação Ibermúsicas. O Festival El Mapa de Todos já contou a participação de artistas como Bomba Estéreo, Daniel Viglietti, Babasónicos, Bareto, Marcelo Camelo, Mundo Livre e Luis Marenco, entre outros. A primeira edição foi realizada em Brasília. 



Mais informações: www.facebook.com/elmapadetodos




/O FESTIVAL


Babasónicos, show memorável na 1ª edição do El Mapa de Todos


A banda Babasónicos realizou um dos shows mais inesquecíveis do festival El Mapa de Todos. Os argentinos apresentaram-se na primeira edição do festival, que ocorreu em Brasília, no Espaço Brasil Telecom. Como se estivem tocando para um ginásio lotado, o grupo levou o público presente literalmente ao delírio, como mostra o...


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/O FESTIVAL


El Mapa de Todos, conceito e qualidade em 2011


da Redação

“O que mais importa são as pessoas”, disse em um bom português Xoel López, músico da Galícia, Espanha, ao despedir-se do El Mapa de Todos, traduzindo o clima de integração musical, cultural e afetivo que marcou os três dias do festival, realizado nos dias 12, 13 e 14 na capital...


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/O FESTIVAL


Uruguaio Franny Glass conquista público gaúcho


O cantor e compositor uruguaio Franny Glass fez um dos shows mais aplaudidos do festival El Mapa de Todos. Com repertório baseado em seu terceiro disco, Podador Primaveral, ele conquistou o público gaúcho. Em vários momentos, o público ensaiou cantar junto as músicas.


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/O FESTIVAL


El Mapa de toda a América


por Paulo Finatto Jr. / Noize

No final de novembro, Porto Alegre sediou a quarta edição do festival El Mapa de Todos. Com o intuito de integrar a cena independente da América Latina, o evento levou para o palco do Opinião, pelo terceiro ano consecutivo, um apanhado do que surgiu de melhor nos últimos anos no Brasil e nos seus...


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/O FESTIVAL


Festival El Mapa de Todos, integrando a América Latina


da Redação

“En su quinta edición, El Mapa de Todos volvió a dejar claro en la ciudad brasileña de Porto Alegre que su apuesta por la integración no se detiene y es atrevida, reafirmándolo como un festival que celebra la diversidad sonora desde lo estético y reivindica el peso histórico de la...


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Indie Brasil

/Noite


Garage Laboratorium, a psicodelia nos anos 2000


por Fernando Rosa

A psicodelia mundial e sua versão brasileira, o tropicalismo, se fizerem presentes na produção musical da geração pós-internet brasileira. A revista Senhor F com suas matérias especiais sobre o tema contribuiu em parte com isso ao longo desses últimos 15 anos. Durante esse tempo, o site publicou textos sobre temas como a psicodelia nordestina dos anos 70, resgatou bandas raras como Spectrum e realizou entrevistas históricas com Rogério Duprat e Ronnie Von, entre outros.

A lista de discos que compilamos para comemorar os 15 da revista é um apanhado desse período, reunindo artistas independentes de vários estados. Nela estão clássicos absolutos do rock nacional como o disco da banda alagoana Mopho até super raridades como o discos dos paulistanos Transistors. Em todos eles, a sintonia com Mutantes, Caetano Veloso e toda sorte de artistas da punk-psicodelia americana e inglesa dos anos sessenta.

Sem a pretensão de esgotar o tema, apresentamos a lista que segue abaixo:
 

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume  1
Garage Laboratorium (clássicos & raridades da psicodelia)


1.Anjo Gabriel – O culto secreto do Anjo Gabriel (PE)
2.Boogarins - As plantas que curam (GO)
3.Cérebro Eletrônico – Pareço moderno (SP)
4.Continental Combo – Continental Combo (SP)
5.Effervescing Elephant – Effervescing Elephant (SP)
6.FuzzFaces – Voodoo Hits (SP)
7.Júpiter Maçã – Uma tarde na fruteira (RS)
8.Lacertae – A volta que o mundo deu (SE)
9.Laranja Freak – Brasas lisérgicas (RS)
10.Madalena Moog - Universal Park (PB)
11.Makina du Tempo - Músicas para dias de sol (DF)
12.Momento 68 - Onde Estão Suas Canções? (SP)
13.Mopho – Mopho (AL)
14.Os Haxixins – Euro Tour 2008 (SP)
15.Os Hipnóticos – Garage Laboratorium (RS)
16.Os Skywalkers – ZenMakumba (SP)
17.Os The Darma Lóvers – Os The Darma Lóvers (RS)
18.Pipodélica – Simetria radial (SC)
19.Plástico Lunar – Coleção de viagens espaciais (SE)
20.Plato Dvorak & Os Exciters - Plato Dvorak & Os Exiters (RS)
21.Stereovitrola (AP) – No espaço líquido (AP)
22.Supercordas - Seres verdes ao redor (RJ)
23.Transistors – In transfuzzion (SP)
24.Vaca de Pelúcia - Vaca de Pelúcia (SP)

Bônus
25. Brazilian Pebbles Vol 1 & 2 – Vários (Bônus)

(na foto: Mopho/1ª foto de divulgação)
 


/Noite


Nova Manhã, o folk rock dos anos 2000


por Fernando Rosa

A música caipira, ou folclórica, ou ainda regional, faz parte da construção da cultura musical brasileira, passando por todas as gerações e chegando aos tempos modernos. Por outro lado, o folk de origem americana também penetrou na cultura nacional de forma marcante, especialmente a partir dos anos sessenta. Em meio a esse processo, a partir do tropicalismo (2001/Mutantes & Tom Zé), Tião Carreiro & Pardinho e The Byrds puderam conviver harmoniosamente, resultando no chamado “rock rural”, nos anos setenta.

Naquele momento, e durante os anos seguintes, proliferaram grupos como Sá, Rodrix & Guarabira, Ruy Maurity Trio, Bendegó, Flying Banana, Almôndegas, Tetê & O Lírio Selvagem e Paranga. A fusão das linguagens do rock com as vertentes folclóricas regionais produziu grandes discos, alguns reconhecidos nacionalmente, outros mantidos na obscuridade. Mas, o importante é que a música brasileira mostrou mais uma vez sua enorme capacidade de transmutar-se sem perder a identidade.

A cena independente dos anos dois mil não passou impunemente por esse universo sonoro, incorporando outras influências musicais a ele. Entre os anos 2000 e 2015, vários grupos gravaram obras referenciadas nessa história particular, atualizando sonoridades do folk rock no país. O portal Senhor F acompanhou de perto essa geração, ouvindo as novas produções, colecionando seus singles, eps e discos-cheios lançados nesse período, dos quais destacamos alguns.

Os grupos

Natural de Porto Alegre, Cowboys Espirituais reunia Frank Jorge, Julio Reny e Márcio Petracco, e teve seu disco de estreia lançado pela Trama, em 1998. Os Pistoleiros, desde Florianópolis, lançaram em 2000 um dos grandes discos da cena independente, que conquistou fans como Wander Wildner. Já os paulistas Motormama, de Ribeirão Preto, emergiram na cena independente com o clássico Carne de Pescoço, em 2002, com forte acento de psicodélica-caipira. Em Belo Horizonte, destacou-se a banda Dead Lovers Twisted Heart com seu hillbilly indie cantado em inglês. Também em inglês, Bad Folks construir sua carreira a partir de Curitiba.

O brasiliense Sestine, liderado por Márcio Porto, é um dos segredos mais bem guardados da cena independente do Centro-Oeste, resultado de seus dois únicos EPs Carros-Fantasma e As Engrenagens (2006). Paranaense, Charme Chulo talvez tenha afirmado de maneira mais intensa a linguagem do folk rock na cena independente, por conta de seu disco de estreia, lançado em 2007 e da subsequente carreira. Da mesma cidade, a dupla Os Irmaõs Carrilho, casam Everly Brothers com modinhas caipiras, em singles lançados entre 2013 e 2015.

O grupo paulista Continental Combo tem sua história ligada ao mod e ao rock sessentista, mas em seu disco homônimo gravado entre 2003 e 2005, registrou seu lado folk, fundindo rock rural com Flying Burrito Brothers. Explodindo na cena independente desde Cuiabá, Vanguart ganhou o Brasil com seu mix inicial de Bob Dylan e Radiohead, afirmando-se nacionalmente, com profunda identidade, com o hit Semáforo. Também de Curitiba, Koti e Os Penitentes agregaram à cena folk a linguagem do rockabilly e os temas trash-urbanos. Um pouco na mesma linha, Fabulous Bandits cantou porres, brigas e tiroteios com seu folk-hardcore.

Dois grupos, um de São Paulo, Matuto Moderno, outro de Brasília, Judas, pisaram fundo na música caipira, na moda de viola e outras linguagens interioranas, com seus discos lançados em 2011 e 2013. Já o trio Bob ShuT, de Caxias do Sul, na serra gaúcha, introduziu na cena o “folk montanhês” com seu segundo disco. Por fim, o sempre genial Diego de Moraes, rebatizado Waldi, e o comparsa Redson, reinventaram as duplas caipiras em versão “indie” com o disco lançado em 2013

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 5
Nova Manhã (clássicos & raridades do folk rock)


1.Bad Folks - Impossible (PR)
2.Bob Shut – II (RS)
3.Charme Chulo – Charme Chulo (PR)
4.Continental Combo – Continental Combo (SP)
5.Cowboys Espirituais – Cowboys Espirituais (RS)
6.Dead Lovers Twisted Heart – DLTH (BH)
7.Fabulous Bandits - Chumbo Grosso (PR)
8.Judas – Nonada (DF)
9.Koti e Os Penitentes – Caído na Sarjeta (PR)
10.Matuto Moderno – 5 (SP)
11.Motormama – Carne de Pescoço (SP)
12.Os Pistoleiros – Os Pistoleiros (SC)
13.Pedrinho Grana & Os Trocados - ST (DF)
14.Sestine – Carros Fantasma + As Engrenagens (DF)
15.Vanguart - Vanguart (MT)
16.Waldi & Redson – Waldi & Redson (GO)

Bônus

17.Os Irmaõs Carrilho – No tempo que passou (single)  (PR)


/Noite


Bananas for you all: clássicos & raridades do instrumental


por Fernando Rosa

O rock instrumental ganhou espaço junto à cena independente brasileira moderna. Entre 1998 e 2013, são várias as obras que se destacaram em meio a uma profícua produção. Na comemoração dos 15 anos de Senhor F, listamos 20 títulos que consideramos os mais importantes dessa época.

Na lista estão discos que marcaram época, como Artista Igual Pedreiro, do Macaco Bong, até obras atuais como Realidade Aumentada, dos novatos gaúchos The Tape Disaster. Também discos de dois dos mais importantes guitarristas modernos do Brasil, Pio Lobato e João Erbetta.

Vale destacar que a produção é oriunda dos mais variados pontos do país, do Rio Grande do Sul até o Pará. Algumas bandas não existem mais, como La Pupuña e Pata de Elefante, mas seus discos perpetuarão seus grandes momentos de criatividade.

Esta é a primeira lista de uma série que vai destacar os melhores discos psicodélicos, de instro-surf, cantautores, as coletâneas mais importantes e, por fim, os 100 EPs e os 150 discos que marcaram a geração pó-internet,entre 1998 e 2013.

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 2
Bananas for you all (clássicos & raridades da psicodelia)


1. Astronauta Pingüim – Petiscos: Sabor Churrasco (RS)
2. Burro Morto – Baptista virou máquina (PB)
3. Floresta Sonora – Floresta Sonora (PA)
4. Fóssil – Insônia (CE)
5. Funkalister – Vol 2 (RS)
6. João Erbetta – Guitar Bizarre (SP)
7. La Pupuña – All right penoso!!! (PA)
8. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro (MT)
9.Malditas Ovelhas! - afinado a fogo, tocado a murro, dançado a coice (SP)
10. Pata de Elefante – Pata de Elefante (RS)
11. pexbaA – pexbaA (MG)
12. Pio Lobato – Café (PA)
13.. Quarto Sensorial (RS) – A + B (RS)
14. Retrofoguetes – Ativar Retrofoguetes (BA)
15. ruído/mm - Introdução à Cortina do Sótão (PR)
16. Sala Especial – Edição Granfina (SP)
17. São Paulo Underground – Sauna: um, dois, três (SP)
18. Satanique Samba Trio - Misantropicalia (DF)
19. SOL – No descompasso do transe, retalho do meu silêncio (1999-2003) (RS)
20. The Tape Disaster – Compilation (EPs) (RS)
21. Trilöbit – Tutorial (PR)

Bônus

22. Nova Música Experimental – Ruído MM, Labirinto, Fóssil, Constantina (Vários)
23.Os Jones - peledemamute / EP (AL)
 


/Noite


Operações submarinas, clássicos do instro-surf


da Redação

A surf music, em especial, e o rock instrumental independente tiveram seu grande momento nessa década passada. Inspirados em heróis clássicos e também em brasileiros sixties, muitos grupos ganharam os palcos dos festivais com suas guitarras flamejantes, especialmente do Primeiro Campeonato de Surf, em Belo Horizonte. Em seus 15 anos, Senhor F selecionou 15 títulos que achamos os mais legais e importantes dessa geração.

Entre eles, os pioneiros Os Argonautas, donos de um dos melhores discos do gêneros já gravados no Brasil – formada pelo grande guitarrista Marcelo Moreira, mais Régis Sam, Gustavo Dreher e Rodrigo Rosa. Deles, a música Maré Vermelha foi trilha do programa Senhor F - A História Secreta do Rock Brasileiro, na Usina do Som, entre 2011 e 2002. Também pioneiros, Os Ostras foram importantes para abrir caminho para grupos se aventurarem por essa vertente musical. Ainda, é importante destacar os cariocas Netunos e os catarinenses Cochabambas! e Ambervisions, com registros do início da década passada.

A seleção ainda traz clássicos como os Autoramas, Gasolines, Estrume’n’tal e The Dead Rocks, responsáveis por grandes discos. Outros destaques da lista são raridades como os grupos Limbonautas, de Curitiba, The Surf Mother Fuckers, de Belo Horizonte, e o gaúcho Marcelo Campos Moreira, em disco solo, com participação especial de integrantes do grupo Cachorro Grande.

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 4
Operações submarinas (clássicos & raridades do instro-surf)


1. Autoramas – Teletransporte (RJ) Mondo 77
2. Búfalos d’Água – Farewell to shore (PR) Independente
3. Camarones Orquestra Guitarrística - Camarones Orquestra Guitarrística (RN) DoSol
4. Cochabambas! – Máquinas quentes a todo vapor ... (cassete) (SC) Migué Records
5. Estrume’n’tal – Surfme'n'tal (MG) Golly Gee Recrods
6. Gasolines – Pura veneta (SP) Baratos Afins
7. Go! – Aventura sob o céu (RJ) Navena Muzik
8. Limbonautas – Rendam-se humanos (PR) Bloody Records
9.Marcelo Campos Moreira – Marcelo Campos Moreira (RS) Independente
10. Netunos - Alto Mar (RJ) Independente
11. Os Ambervisions – Bons momentos não morrem jamais (SC) Migué Records/Monstro Discos
12. Os Argonautas – Os Argonautas (RS) Argo Discos
13. Os Ostras – Operação submarina (SP) Excelente Discos/Abril Music
14. Super Stereo Surf – Antes do baile (DF) Monstro Discos
15.Surfadelica - Surfing on the desertshore (SP) Psices Records
16. The Dead Rocks – International Brazilian Surfs (SP) Monstro Discos
17. The Surf Mother Fuckers – Solano star (MG) Independente
18.Xevi 50 - Ensaio (SC) Inidependente

Bônus

17. Reverb Brasil – Uma coleção de bandas de surfe Alvo/Rveber Brasil/Obra Discos
18. Brazilian Surf – The atack of the tiki waves vol 1 Groove Records (PT)
19. Beach Combers - Beach Combers (EP)

(na foto: Estrume’n’tal)


/Noite


Seu guarda, entenda, estou indo para uma Noite Senhor F


por Fernando Rosa

A Noite Senhor F tem uma série de histórias loucas, comuns, divertidas, mas todas reais. Uma delas tem a ver com a sua importância cultural para a cidade de Brasília, naquele momento. E foi contada recentemente pelo próprio personagem. Como na maioria das histórias, vamos preservar seus nomes.

Naquela época, primeira metade dos anos dois mil, Brasilia começava a caretear de vez. Primeiro, inventaram uma tal de "lei seca", que obrigava a gente a acabar as Noites até 2h30. Se passasse desse horário, a blitz da fiscalização batia e podia fechar a casa, em nosso caso o Gate's Pub.

Também começavam a funcionar com mais intensidade as blitz de rua, como forma de reprimir a livre circulação noturna na cidade. Pois numa dessas blitz, o nosso amigo personagem acabou sendo barrado pelos policiais. Ao que apelou com um argumento, para ele, convincente.

- Seu guarda, entenda, estou indo para uma Noite Senhor F.

(Ou algo mais ou menos assim) 


/Noite


Banda Frida grava nos Estados Unidos


da  Redação

A banda Frida é um dos nomes convidados pela Converse para gravar em seus estúdios associados ao redor do mundo - o quarteto grava no estúdio Rubber Tracks, em Boston, nos Estados Unidos. Natural de Gravatai, Frida foi selecionada junto com outras bandas brasileiras pela plataforma WorldWide, de abrangência mundial. Ao todo nove mil artistas de todo o mundo se inscreveram para concorrer ao prêmio. Também gaúcha, a banda Motor City Madness vai gravar nos Studios 301, em Sydney, Austrália.

Segundo a divulgação do projeto, o WorldWide promove um intercâmbio mundial entre bandas e os doze maiores estúdios de música do mundo. Os artistas convidados ganham tempo de gravação nos estúdio, além de todas as despesas pagas. Totalmente equipada com os melhores instrumentos e equipamentos fornecidos pela Guitar Center, parcerio da Converse Rubber Tracks, os artistas dedicam-se a criar suas músicas, e no final retêm todos os direitos sobre elas. Frida entra em estúdio nos próximos dias 18 e 19 e setembro. Converse Inc., com sede em Boston, Massachusetts, é uma subsidiária da NIKE. Inc.

A Frida é uma banda formada por Sandro Silveira (guitarra e voz), Andriel Cimino (guitarra), Vinicius Braga (baixo) e Luis Mausolff (bateria). Circulando pelo Rio Grande do Sul em festivais e eventos como El Mapa de Todos, Noite Senhor F, Morrostock, Rock na Praça e Acid Rock, a Frida é apontada no circuito independente e em diferentes veículos como uma das revelações do novo rock feito no Brasil. O primeiro álbum completo do grupo – gravado no estúdio Mubemol, em Porto Alegre, sob a produção de Iuri Freiberger – foi lançado em março, em uma parceria entre os selos The Southern Crown e Senhor F.

Os doze estúdios são Abbey Road Studios em Londres, Inglaterra; Sunset Sound, em Los Angeles, Califórnia; Hansa Tonstudio, em Berlim, Alemanha; Tuff Gong, em Kingston, Jamaica; Greenhouse Studios, em Reykjavik, na Islândia; Warehouse, em Vancouver, Canadá; Avast Recording Co., em Seattle, Washington; Stankonia em Atlanta, Geórgia; Studios 301 em Sydney, Austrália; Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, Brasil; o original estúdio permanente Converse Rubber Tracks Studios no Brooklyn, Nova York, além do recentemente inaugurado em Boston, Massachusetts, em Lovejoy Wharf.


 


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Evento no Sul avança conceito independente


da Redação

Hoje, em Porto Alegre, tem mais uma Noite Senhor F, com shows das bandas Frida e Fire Departament Club, a primeira de Gravatai, na região metropolitana, e a segunda da capital gaúcha. O evento marca três lançamentos importantes para a cena independente gaúcha: o disco de estréia da banda Frida, a empresa Gramo e o EP do Fire Departament. Os shows acontecem no Beco da Cidade Baixa, a partir das 20 horas, com ingressos a R$ 15,00 com nome na lista e R$ 20,00 na hora.

O disco de estréia da banda Frida, saudado nos principais sites e blogs musicais do país como um dos lançamentos do ano, assinala um momento de renovação da música gaúcha. Natural de Gravatai, o quarteto traz para a cena independente a qualidade autoral e instrumental, em canções perfeitas e emocionantes. O disco, com produção de Iuri Freiberger, é um lançamento da parceria entre os selos Senhor F Discos,que completa 20 trabalhos editados, e The Southern Crown, selo e produtora local.

A banda Frida tem uma trajetória construída com muito trabalho, circulação pelo estado, onde conta um público fiel em muitas cidades do interior. Em 2013, participou da Noite Senhor F e foi um dos destaques do Festival El Mapa de Todos, dividindo o palco com os argentinos Valle de Muñecas e os uruguaios La Vela Puerca. Em 2014 foi destaque do portal britânico Independent Music News como uma das dez bandas brasileiras mais promissoras.

Também gaúcha, mas de Porto Alegre, a banda The Fire Departament é outra promessa da nova cena local, mas mirando no exterior. Em março, a banda lançou seu novo EP Best Intuition, dispobilizado nas principais plataformas mundiais, como iTunes, Spotify, e Deezer, entre outras. Produzido por Luc Silveira, o EP destaca o tema “Pitfall” que vem acompanhada de um lyric-video criado pela BC Motion.

Gramo

“Gramo” é uma empresa de consultoria de carreiras e desenvolvimento de produtos para o mercado fonográfico brasileiro e internacional, informa seu mentor e diretor, o produtor Iuri Freiberger. “A lógica é a do ganha-ganha. Tanto para artistas entry-level ou que estejam rearranjando suas carreiras. E claro, para todos os envolvidos com a música”, diz ele. Com o produtor musical Iuri Freiberger à frente, a ideia do Gramo é combinar talentos e experiências no mercado fonográfico através de um hub de serviços colaborativos.

http://firedepartmentclub.com/
https://soundcloud.com/frida_tv
http://gramo.cc/




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Festival promove circulação e exporta nova música gaúcha


da Redação

Tomando emprestada expressão do Secretário de Cultura do RS, Victor Hugo, que foi ao evento, “a casa pulsou” música e cultura naqueles dois dias de festival. A casa em questão é a Casa de Cultura Mário Quintana, mais exatamente o Teatro Bruno Kiefer, onde aconteceram os shows. O evento, no caso, o Festival Noite Senhor F, que promove a circulação de novos artistas pelo estado do Rio Grande do Sul. Resultado do edital Movida Cultural, e organizado pela Produtora Senhor F, o projeto conta com apoio da Secretaria Estadual de Cultura.

“O festival é um marco na história da música gaúcha, pelo fato de reunir um expressivo recorte da nova música produzida no estado, em condições excelentes de palco, som e luz e público”. A observação é do produtor Fernando Rosa, responsável pelo projeto, ao lado dos produtores Thiago Piccoli e Brisa Daitx. De fato, os shows que começaram pontualmente às 16 horas, em número de sete por dia, foram um marco na carreira dos artistas que pisaram no palco e conquistaram o público, que lotou a casa desde a primeira apresentação.

Participam do projeto os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Orlando Garcia & Los Coyotes (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre). Desde novembro, os artistas e bandas circularam pelo estado, em shows acompanhados de palestras e debates sobre o novo cenário musical do estado e do país, e o posicionamento diante dessa nova realidade.

Cada um à sua maneira, os jovens artistas mostraram uma qualidade surpreendente para quem compareceu ao evento. “Com um representante de Porto Alegre, e os demais do interior do estado, o festival cumpriu um importante papel de destacar a existência de uma forte produção além da capital”, destacou Fernando Rosa, que também apresentou o evento. Antes do festival, os artistas apresentaram-se em suas cidades e também em uma segunda cidade. O festival ainda contou com dois shows especiais com o grupo The Outs no sábado e Ian Ramil no domingo. Neste mês, ainda ocorreram mais dois eventos, em São Borja e Farroupilha.

Além de promover a circulação interna no estado, o festival em particular serviu para mostrar a nova produção para produtores de festivais independentes especialmente convidados pela organização. Nos dois dias do evento, na ante-sala do próprio teatro, foram realizadas reuniões abertas com os produtores e abertas aos demais artistas e produtores do estado. Nos encontros, ocorreram trocas de informações sobre cada um dos eventos e também aproximação informal entre os produtores dos festivais convidados e os artistas.

Estiveram presentes no evento os produtores Paulo André (Abril Pro Rock – Recife), Antonio Gutierrez (RecBeat – Recife), Guilherme Pereira (Goiânia Noise – Goiânia), Marcelo Damaso (Se Rasgum – Belém), Gustavo Sá – (Porão do Rock – Brasília), Marcelo Domingues - (Demosul – Londrina), Guilherme Zimmer (Floripa Noise – Florianópolis), Beto Vizotto (Paraíso do Rock - Paraíso do Norte), Pablo Hierro (Music is My Girlfriend – Buenos Aires, Argentina) e Nicolas Molina (Las Palmeiras Festival del Sonido - Águas Dulces, Uruguai).

Veja as fotos do festival, de autoria de Thiago Lázeri - http://goo.gl/pHXpfT

 


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Calvin lança EP Café em Santa Cruz


por Fernando Rosa

Uma nova geração de cantores e compositores surgiu com força no Rio Grande do Sul nestes últimos tempos. Alguns nomes já se afirmaram na cena independente. Ian Ramil foi o primeiro a ocupar seu espaço na cena musical. No ano passado, de Três Coroas, Jéf lançou o disco Leve, um clássico da nova geração. A cantora e compositora portoalegrense Ana Muniz é outro nome de cresce junto ao público.

De Santa Cruz, chega um novo nome, Calvin, munido de belas canções. Ele acaba de lançar o EP “Café”, que traz ainda Ancore, Poesia dos Amores Dormidos e Chuva. “Café” é um hit que deve marcar essa geração, mesmo que as rádios insistam em ignorar a nova produção. As outras três canções não deixam por menos em qualidade autoral, tanto musical, quanto poética.

Acompanhado de uma ótima banda, Calvin integrou o projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente. Apresentou-se em sua cidade, em Bagé, e por fim em Porto Alegre, no Festival Noite Senhor F. Em todas as ocasiões conquistou o público com suas melodias pop, diretas e assoviáveis. No dia 7 de março, ele lança o EP em show em Santa Cruz, no Espaço Camarim.


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Noite Senhor F promove circulação e mostra de novos artistas gaúchos


da Redação

Neste sábado, em Três Coroas, com shows de Jéf e da banda Similares, no Centro Cultural da cidade, a partir das 19 horas, o projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente encerra a primeira etapa da iniciativa. Durantes três meses, a iniciativa promoveu a circulação de doze artistas por suas cidades, em apresentações musicais, acompanhadas de palestras sobre a nova cena independente do estado. O projeto de circulação Noite Senhor F – RS Independente, tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul – Procultura.

Nos próximos dias 21 e 22 de fevereiro, o Festival Noite Senhor F completa o projeto, com os dozes artistas reunidos no palco do Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. Além das apresentações das bandas do projeto, haverá dois shows especiais com o grupo The Outs no sábado e Ian Ramil no domingo. O grupo carioca foi o segundo colocado no prêmio Breakout Brasil. Ian Ramil acaba de lançar seu disco de estréia.

O evento ainda contará com as presenças de oito produtores de importantes festivais brasileiros, e dois representantes de festivais do Uruguai e da Argentina. Com os shows e a presença dos convidados, o projeto pretende aproximar os novos artistas gaúchos dos programadores de festivais. Para Fernando Rosa, “além de promover a circulação interna, é importante também mostrar a nova produção gaúcha para os produtores de festivais dos demais estados do país e do Mercosul”.

O festivais e seus respectivos representes são: Paulo André (Abril Pro Rock – Recife), Antonio Gutierrez (RecBeat – Recife), Guilherme Pereira (Goiânia Noise – Goiânia), Marcelo Damaso (Se Rasgum – Belém), Gustavo Sá (Porão do Rock – Brasília), Marcelo Domingues (Demosul – Londrina), Guilherme Zimmer (Floripa Noise – Florianópolis), Beto Vizotto (Paraíso do Rock - Paraíso do Norte), Pablo Hierro (Music is My Girlfriend – Buenos Aires, Argentina) e Nicolas Molina (Las Palmeiras Festival del Sonido - Águas Dulces, Uruguai).

Programação do Festival

21 de fevereiro - sábado

Velocetts (Farroupilha)
Zudizilla (Pelotas)
Rinoceronte (Santa Maria)
Calvin (Santa Cruz do Sul)
Ana Muniz (Porto Alegre)
Frida (Gravataí)
The Outs (RJ)

22 de fevereiro – domingo

Orlando Garcia & Los Coyotes (São Borja)
The Sorry Shop (Rio Grande)
Bob Shut (Caxias do Sul)
Similares (Bagé)
General Bonimores (Passo Fundo)
Jéf (Três Coroas)
Ian Ramil (RS)

Serviço

Dias 21 e 22 de fevereiro de 2015
16 horas
Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mário Quintana
Entrada Franca










* Assista outros vídeos de apresentação do projeto: https://www.youtube.com/user/NoiteSenhorF

 


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Carro de Passeio, o novo rock gaúcho


por Fernando Rosa

A bordo de um ótimo EP lançado em 2014, a banda Carro de Passeio credenciou-se junto à novíssima cena musical do Rio Grande Sul. Natural de Santa Maria, terra do festival Macondo Circus, a banda foi formada no final de 2013, pela “junção de amigos”. “O EP Es-Passo é o primeiro registro da banda, gravado no inverno de 2014, com produção da própria banda e técnica de André Boaz”, segundo eles.

O EP traz uma sonoridade moderna, distante do que normalmente espera-se do que chamam “rock gaúcho”. “A influência da banda passeia por Pixies, Sonic Youth, El Mató a un Policía Motorizado, The Smiths e tantas outras bandas e músicos que inconscientemente acabam influenciando no nosso som”, dizem. A banda é formada por Matheus Genro Bueno e Guilherme Brum nos vocais e guitarras, Mariana Kussler no baixo e Vinício Möller na bateria.

Com o EP circulando pela rede – ouçam abaixo -, agora a banda planeja tentar girar ao máximo tocando e divulgando o trabalho. “Mais um clipezinho vai rolar, lançamos um vídeo de Inverno recentemente e estamos engajados em produzir mais registros visuais”. Segundo eles, um disco cheio também está nos planos de 2015, o que vai exigir mais dedicação. A circulação inclui a participação em festivais estaduais e mesmo nacional, também faz parte dos planos da banda.




 


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Em Bagé, Noite Senhor F reúne Similares e Calvin


da Redação

Neste próximo domingo, em Bagé, no Complexo Cutural Dom Diogo, às 20 horas, acontece o primeiro evento do projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente do ano. Desta vez, com apresentações do cantor e compositor Calvin e da banda Similares - Calvin é natural de Santa Cruz e Similares de Bagé. Além dos shows, haverá palestra e debates sobre a atual cena musical com o jornalista e produtor Fernando Rosa. O projeto é uma realização da Produtora Senhor F, com apresentação e patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura e Pro-Cultura RS.

Ainda com eventos por acontecer em várias cidades do interior do Rio Grande do Sul, o projeto conta com a primeira edição do Senhor Festival, em Porto Alegre, reunindo todos os artistas da circulação, além de headliners convidados, com shows especiais, voltados para curadores e produtores de festivais de fora do estado. A organização do evento já convidou produtores e curadores de festivais nacionais e latinoamericanos para conhecerem de perto, e ao vivo, a nova produção local.

No último 20 de dezembro, em Pelotas, aconteceu a última etapa do ano do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. No palco do Galpão Satolep, o anfitrião Zudizilla e os convidados General Bonimores de Passo Fundo e Velocetts de Farroupilha foram os destaques da edição. O evento contou com a participação do músico Frank Jorge, que palestrou sobre o momento atual da cena musical.

O projeto já passou por Gravatai, Caxias do Sul, Santa Cruz, Santa Maria e Rio Grande - com os artistas e grupos Frida, Calvin, Ana Muniz, Bob Shut, Jéf, e The Sorry Shop. O projeto inclui os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Johnny Chivas (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre).







+ Veja registros no projeto no Youtube:

- www.facebook.com/noitesenhorf 


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Projeto Noite Senhor F fecha 2014 com sucesso


da Redação

Neste último sábado, 20 de dezembro, em Pelotas, aconteceu a última etapa do ano do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. No palco do Galpão Satolep, o anfitrião Zudizilla e os convidados General Bonimores de Passo Fundo e Velocetts de Farroupilha foram os destaques da edição. O evento contou com a participação do músico Frank Jorge, que palestrou sobre o momento atual da cena musical.

Esta foi a sexta etapa do projeto, que já passou por Gravatai, Caxias do Sul, Santa Cruz, Santa Maria e Rio Grande - com os artistas e grupos Frida, Calvin, Ana Muniz, Bob Shut, Jéf, e The Sorry Shop. Em janeiro e fevereiro o projeto continua, seguindo para as demais cidades incluidas no projeto.

O projeto inclui os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Johnny Chivas (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre).

Ao final do projeto, um festival vai reunir todos os artistas da circulação, para a realização de shows especiais, abertos ao público e também voltados para curadores convidados. A organização do evento já convidou produtores e curadores de festivais nacionais e latinoamericanos para conhecerem de perto, e ao vivo, a nova produção local.

- www.facebook.com/noitesenhorf
 


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Em Santa Cruz, Calvin e Ana Muniz celebram nova música jovem gaúcha


da Redação

A cidade de Santa Cruz do Sul, cerca de 2 horas de Porto Alegre, foi sede da terceira etapa do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. O projeto premiado em primeiro lugar no edital Movida Cultural, da ProCultura RS, tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado. No Espaço Camarim, no centro da cidade, o evento reuniu os artistas Calvin, de Santa Cruz, e Ana Muniz, de Porto Alegre.

Os shows confirmaram o acerto do projeto que busca promover e dar visibilidade para a produção musical jovem do Rio Grande do Sul, além da capital. Ana Muniz, de 17 anos, primeira a se apresentar, confirmou a exuberância de sua música, tanto como compositora, quanto intérprete. Acompanhado de uma ótima banda, Calvin mostrou seu talento de compositor pop, com um repertório de ótimas e bem resolvidas canções.

Ajudados por um ambiente perfeito, o Espaço Camarim, os dois artistas interagiram com o público presente, em grande número e atento aos shows. A cada canção, os dois foram sendo aplaudidos mais intensamente, até serem ovacionados de pé, ao final das respectivas apresentações. No encerramento, celebrando o espírito do projeto, os dois artistas e bandas subiram juntos no palco para receber os aplausos finais e selar o sucesso do evento.

Na semana passada, em sua segunda edição, o projeto reuniu em Caxias do Sul o grupo local Bob Shut e o cantor e compositor Jéf, de Três Coroas. Os dois foram destaque na última edição do Festival El Mapa de Todos, realizado em Porto Alegre, com participação de artistas latinos. Jéf é finalista do programa Breakout Brasil, promovido pelo Canal Sony, que premiará o vencedor com a gravação de um disco.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente iniciou no dia 8 de novembro, com shows do grupo Frida, de Gravatai, e dos rapers Zudizilla, de Pelotas - no Sesc de Gravatai. Ao final da circulação interna será realizado um festival com os artistas do projeto, com presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e de países latinos. Aguardem a informação sobre a data e o local do festival, que ocorrerá em Porto Alegre, em fevereiro.


/Noite


Nova edição da Noite Senhor F, com Calvin e Ana Muniz, em Santa Cruz


da Redação

Neste sábado, 29 de novembro, acontece a terceira etapa do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente, que tem patrocínio do ProCultura-RS, da Secretaria de Estado da Cultura. Com shows de Calvin e Ana Muniz, o evento ocorre em Santa Cruz do Sul, no Espaço Camarim, às 20 horas. Calvin, de Santa Cruz e Ana Muniz, de Porto Alegre, são dois jovens e destacados artistas da nova música gaúcha.

Na semana passada, em sua segunda edição, o projeto reuniu em Caxias do Sul o grupo local Bob Shut e o cantor e compositor Jéf, de Três Coroas. Os dois foram destaque na última edição do Festival El Mapa de Todos, realizado em Porto Alegre, com participação de artistas latinos. Jéf é finalista do programa Breakout Brasil, promovido pelo Canal Sony, que premiará o vencedor com a gravação de um disco.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente iniciou no dia 8 de novembro, com shows do grupo Frida, de Gravatai, e dos rapers Zudizilla, de Pelotas - no Sesc de Gravatai. O projeto tem por objetivo conectar a nova produção musical do estado, que vem crescendo em vários pontos distantes da capital. Ao final da circulação interna será realizado um festival com os artistas do projeto, com presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e de países latinos. 

* Na foto, Calvin e o cantor e compositor uruguaio Franny Glass.


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Frida e Zudizilla abrem, em Gravataí, Noite Senhor F - Conexão RS


da Redação

As bandas Frida e Zudizilla realizam em Gravatai, no sábado, dia 8 de noovembro, o primeiro show do projeto Noite Senhor F - Conexão RS. Frida de Gravatai e Zudizilla de Pelotas promovem o encontro de diferentes regiões e também de gêneros musicais. A anfitriã é uma das bandas de rock & pop revelação do Rio Grande Sul, enquanto Zudilla traz o hip pop com influências reigonais.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente foi aprovado em 1º lugar, em sua categoria, no edital Movida Cultural, promovido pelo FAC/Sedac-RS, em parceria com a Petrobras.O projeto realizará 12 eventos em diferentes cidades do interior do estado, incluindo também Porto Alegre, além de seminários voltados para a qualificação de produtores locais.
 

Participam do projeto os seguinte artistas, que realizarão shows em suas cidades, e em outra cidade do estado, entre os meses de novembro de fevereiro:

- Similares (Bagé),
- Zudizilla (Pelotas),
- Bob Shut (Caxias do Sul),
- Jéf (Três Coroas),
- Sorry Shop (Rio Grande),
- Velocetts (Farroupilha),
- General Bonimores (Passo Fundo),
- Johnny Chivas (São Borja),
- Calvin (Santa Cruz),
- Rinoceronte (Santa Maria),
- Frida (Gravataí),
- Ana Muniz (Porto Alegre).

No final de fevereiro, o evento culmina com um festival-mostra com todas as bandas, e presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e da América Latina. Além disso, haverá um workshop com palestrantes locais destinado a mostrar a história da música, em especial da história e da evolução da música jovem do estado.


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Noite Senhor F: espaço e referência para as novas gerações


por Fernando Rosa

A última Noite Senhor F reafirmou o compromisso do evento com a renovação da cena e com a formação de público em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul e sede do festival El Mapa de Todos. No palco, as bandas Fire Department Club, Frida e Dévil Évil justificaram os comentários sobre o acerto da curadoria. Cada banda em sua onda, foram três shows dignos de qualquer grande festival em qualquer estado do Brasil.

Em especial, a 1ª Noite do ano destacou a banda Frida que, além de um belo show, mostrou a força de sua música na platéia. Ou seja, um bom número de fans de Gravatai, sua cidade natal, na Região Metropolitana, Cachoeirinha e Porto Alegre, cantando todas as músicas. Uma boa surpresa para quem não conhecia a banda e se perguntava “o que era aquilo?”.

Um fato que se repetiu ao longo dos mais de 10 anos de realização do evento, inicialmente em Brasília, entre 2001 e 2008, e desde 2011 em Porto Alegre. Nesse período, passaram pela Noite Senhor F artistas como Vanguart, em seu primeiro show fora de Cuiabá, Cachorro Grande, Faichecleres, Autoramas, La Pupuña, Phonopop, Superguidis, Los Porongas e tantos outros (veja a lista na página do evento, no menu acima).

Assim, humildemente, a Noite Senhor F, em parceria com o Opinião, dá mais um importante passo para tornar-se referência de produção musical jovem e ponto de encontro das novas gerações. Um papel que custa esforço de produção, respeito pelos artistas e bandas e, principalmente, pelo público que comparece no Opinião. E, claro, ouvir muita música, ver vídeos e ir a shows, o que não é trabalho, é diversão e prazer. 

(na foto: Frida p/Belisa Giorgis).