/Matéria


América Latina 'cozinha' o som do futuro


por Fernando Rosa

Enquanto o governo interino no Brasil aposta em afastar o Brasil do Mercosul e, por tabela, da América Latina, o jornal espanhol El Pais aponta a América do Sul como a fonte do futuro da música. "Latinoamérica cocina el sonido del futuro", diz o título da matéria que identifica como responsáveis por isso uma geração de músicos espalhados pelo continente. Segundo eles, esses músicos "mesclam folclore, música eletrônica e punk para criar algo novo".

A cumbia é o "beat" que amarra tudo, segundo opinam DJs e músicos, apontando no gênero a capacidade de "contaminação criativa" que mobilizou as cenas musicais. "La cumbia es como el agua", "muy fácil de marcar", o que explica a fácil aderência das novas gerações que cresceram ouvindo música eletrônica. Assim, diz o jornal, "han tendido un puente de conexión que permite llevar el sonido tropical, caribeño y andino fuera del continente".

A matéria também destaca a cumbia psicodélica peruana na origem dessa "onda", assim como a moderna música colombiana, desde Aterciopelados e Sidestepper, nos anos noventa, até os agrupamentos atuais. Em especial, o trio de músicos Mario Galeano, Pedro Ojeda e Éblis Álvarez, que estão à frente de projetos como Los Pirañas, Meridian Brothers, Romperayio, Ondatropica e Frente Cumbiero. O texto avança para outros países, citando exemplos de artistas chilenos (Chico Trujillo), mexicanos (Nortec) e Argentina (El Hijo de la Cumbia), entre outros.







Matéria do El Pais: http://cultura.elpais.com/cultura/2016/08/21/actualidad/1471804326_314254.html


/Livros / A História Secreta do Rock Brasileiro


O jardim elétrico dos Mutantes


por Fernando Rosa

Em julho de 1968, é lançado o primeiro disco dos Mutantes, batizado com o nome da banda, pelo selo Polydor. Com produção do maestro Rogério Duprat, o álbum trazia as clássicas Panis Et Circensis, de Caetano Veloso e Gilberto Gil – que deu nome ao disco Tropicália ou Panis Et Circensis, A Minha Menina, de Jorge Ben, e Bat Macumbá, também de Gil e Caetano. No mesmo disco, está Senhor F, que deu nome a esta publicação, primeira música composta por Sérgio Dias, então com 14 anos.

No mesmo mês de julho, três anos antes, ainda um sexteto e com o nome de Six Sided Rockers, o grupo estreiou ao vivo na 3ª Jam Session, um evento voltado para o jazz e o blues, realizado no Auditório do jornal Folha de S. Paulo, no centro da capital paulista. Integravam o Six Sided Rockers os músicos Arnaldo Baptista (baixo), Rita Lee (vocal), Sérgio Dias (guitarra-solo), Rafael Vilardi (guitarra-base), Sueli Chagas (vocal) e Luiz Pastura (bateria). Arnaldo, Sérgio e Rita mais tarde formaram Os Mutantes.

Uma mistura de Wooden Faces (Rafael, Arnaldo, Tobé, Robertinho, Sérgio Orlando) mais The Teenage Singers (Rita Lee, Suely, Jean e Beatrice, depois Eliane e Rosa), deu no Six Sided Rockers, apaulistado para O’Seis, o legendário pré-Mutantes. Arnaldo e Rafael também tinham participado do grupo The Thunders, antes do Wooden Faces, e Rita Lee do Túlio Trio, tocando banjo, ao lado do tecladista Túlio e de Suely, que tocava violão. Ligados ao artista plástico Antônio Peticov, espécie de empresário da banda, O'Seis agitou a capital paulista, incluindo aparições na televisão, e no palco da Folha de S. Paulo, por mais de dois anos.

Em 1966, ainda como O'Seis, os futuros Mutantes realizam sua primeira gravação individual, com o antológico compacto pela Continental, contendo as clássicas Suicida e Apocalipse com letras vanguardistas e divertidas para a época. Com a saída de Rafael, Pastura e Mogly, que tinha entrado em lugar de Suely, Arnaldo, Serginho e Rita assumem por algum tempo o nome de O Konjunto para, em seguida, assumirem o nome definitivo de Os Mutantes, gravando seu primeiro LP em 1967.

Rafael Vilardi, depois de abandonar O'Seis, tocou com os Baobás por algum tempo, gravando o compacto Down Down/Happy Together, e também fez parte dos grupos Suely & Os Kantikus, ao lado da ex-parceira e do guitarrista Lany Gordin, colm que também gravou o compacto Que Bacana/Esperanto, e ainda dos Tremendões, que acompanhavam Erasmo Carlos. O baixista Liminha, por sua vez, tinha tocado com os grupos The Thunders, Lunáticos e Baobás (no compacto contendo Ligth My Fire, e o baterista Dinho tocava com Os Bruxos, grupo que acompanhava Ronnie Von em disco e programas de televisão.

A partir de então, eles se unem ao maestro Rogério Duprat (espécie de George Martin do grupo), aos tropicalistas Gilberto Gil e Caetano Veloso e ao produtor Manoel Barenbein, transformando-se no maior grupo de rock e de música jovem da história do país e um dos melhores do mundo. Ao lado de Gilberto Gil, defenderam a canção Domingo no Parque, utilizando guitarras elétricas e provocando a ira conservadora, marcando um dos momentos mais importantes da geração dos anos sessenta e da história da música brasileira jovem.

Com a formação original - Arnaldo, Sérginho e Rita, depois Dinho (bateria) e Liminha (baixo) - os Mutantes gravaram cinco discos clássicos: Os Mutantes (68), Mutantes (69), A Divina Comédia ... ou Ando Meio Desligado (70), Jardim Elétrico (71) e Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets (72). Sem Rita Lee, gravaram O A e o Z (73); apenas com Sergio Dias, e outros integrantes, ainda são gravados mais dois álbuns: Tudo Foi Feito Pelo Sol (74) e Ao Vivo (76), com uma sonoridade orientada para o rock progressivo e pesado que marcou aquele período. A banda também se faz presente nos discos Build Up e Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Sua Vida, de Rita Lee.

Ainda como Mutantes, em sua formação original, eles gravaram um LP na França, chamado Technicolor (70), participaram dos discos Tropicalia (68), Gilberto Gil (67), Caetano Veloso (68), Ronnie Von (67) e A Banda Tropicalista do Duprat (68). Também participaram das gravações de Bom Dia, compacto de Nana Caymmi, É Proibido Proibir, de Caetano Veloso (estúdio e ao vivo, no festival) e do clássico compacto duplo ao vivo, com Caetano Veloso, intepretando as músicas A Voz do Morto, Baby, Marcianita e Saudosismo.

Com o fim dos Mutantes, Rita Lee transformou-se na nova Rainha do Rock brasileiro, gravando vários LPs ao longo das décadas seguintes, em seus melhores momentos ao lado da banda Tutti Frutti, e depois, do marido Roberto Carvalho. Arnaldo Baptista gravou discos clássicos, como Loki? (74), Elo Perdido (78), com o grupo Patrulha do Espaço, Faremos uma Noitada Excelente (78), também com a Patrulha, e Singin' Alone (82). E Sérgio Dias lanços os discos Sérgio Dias (80) e Matogrosso (90, com Phil Manzanera, ex-Roxy Music), entre outros. Nos anos dois mil, Sérgio Dias e Dinho reativaram o grupo, com shows e discos gravados.

O mundo dos pré-Mutantes

Os Mutantes nasceram para o mundo do rock em 1967, quando Ronnie Von batizou a banda e abriu espaço em seu programa de televisão. Mas, antes disso, Arnaldo, Rita e Serginho já tinham percorrido um longo caminho, passando por grupos e experiências as mais diversas. A seguir, apresentamos um pequeno resumo das trajetórias dos três, e também de outros músicos que se agregaram à banda, antes e depois.

The Thunders (1) - Grupo formado em 1962, no bairro da Pompéia, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixo), Cláudio César Baptista (guitarra-base), Rafael Vilardi (guitarra solo) e José Roberto Rocco-Gaguinho (bateria), substituído por Luiz Pastura. O grupo teve curta duração, e acabou com a saída de Arnaldo e Rafael que foram tocar com o The Wooden Faces, grupo que também atuava na capital paulista. Cláudio César abandonou a carreira de músico e passou a dedicar-se a construção de guitarras, que ficaram famosas entre os músicos da época.

The Flashs - Grupo de twist formado por Arnaldo Baptista e Rafael Vilardi, com participação de Sérgio Dias na guitarra, logo após o fim dos Wooden Faces. O grupo tinha caráter provisório, logo ampliado com o convite feito às ex-Teenager Singers, Rita Lee e Suely Chagas. Com as duas cantoras, mais o baterista Luiz Pastura, estava formado o Six Sided Rockers, depois O'Seis, o definitivo pré-Mutantes. Articulado por Antônio Peticov, o "super-grupo" tinha entre suas atividades, acompanhar o pianista Túlio, que morreu em um acidente de carro.

The Wooden Faces - Formada em 1963, contava com Arnaldo Baptista (baixo), Rafael Vilardi (guitarra), Tobé (guitarra-base), Robertinho (bateria) e Sergio Orlando (piano). O grupo já existia antes da entrada de Arnaldo e Rafael Vilardi, formado por Tobé (guitarra), Sérgio Orlando (piano), Robertinho (bateria) e Zé Eduardo (baixo), animando festinhas na Vila Mariana, Pompéia e outros bairros da capital paulista. O guitarrista Tobé, junto com Rafael Vilardi, é autor das músicas Suicida, de O'Seis e Não Vá se Perder Por Aí, gravada pelos Mutantes, no álbum A Divina Comédia ... ou Ando Meio Desligado.

Danny, Chester & Ginny - Trio na linha Peter, Paul & Mary, formado por Rita Lee (Danny), sua irmã Virginia Lee (Ginny) e o violonista e depois guitarrista Carlos Bogossian (Bogô). Formado em 1964, atuou por pouco tempo em festinhas do bairro Vila Mariana, em São Paulo, cantando canções dos Everly Brothers e Peter, Paul & Mary. Com o fim do grupo, Rita remontou o Teenage Singers, Bogô fundou o Beatniks (grupo de apoio do programa Jovem Guarda, na TV record) e Viginia deixou a música.

Túlio Trio - Túlio Trio contava com o tecladista Túlio mais Rita Lee no banjo e Suely Chagas no violão. Amigo de Antônio Peticov, mais velho e músico excepcional, Túlio apresentava-se no programa de televisão de Antônio Aguilar, com relativo sucesso. Em julho de 1965, o Túlio Trio foi o destaque da III Jam Session da Folha de S. Paulo e, com seu outro grupo, os Hitch-Hikers, chegou a gravar a música I Got a Woman (Ray Charles), no LP Antônio Aguilar Apresenta o Reino da Juventude. Túlio morreu em um acidente de carro, no interior de São Paulo, selando o fim do trio.

The Teenage Singers - Grupo vocal fomado por Rita Lee, Suely Chagas, e as colegas de colégio, Jean e Beatrice. O grupo estreou no concurso para novos conjuntos promovido pelo programa do disc-jockey Miguel Vaccaro Netto, na Rádio Record. Em 1965, fazem backing vocals para o cantor Tony Campello no compacto Pertinho do Mar/Meu Bem Só Quer Chorar Perto de Mim, único registro do grupo. Jean e Beatrice abandonaram o grupo e a música, sendo substituídas por Rosa e Eliane, que também saíram em seguida, dando fim ao Teenage Singers.

O'Seis (The Six Sided Rockers) - O pré-Mutantes formado por Arnaldo, Serginho, Rita Lee, Rafael, Suely (depois Mogly) e Pastura. Com este nome, gravaram um único compacto pela Continental, com capa-cover de 'Meet The Beatles', com Suicida e Apocalipse. O'Seis agitou a capital paulista, incluindo aparições na televisão, e no palco da Folha de S. Paulo, por mais de dois anos. Conta a lenda que existe um acetato de um desse shows, realizado no mês de setembro, com registro das músicas This Diamond Ring e This Girl.

Os Bruxos - Grupo do baterista Dinho, que passou a integrar os Mutantes, a partir do terceiro disco. Também faziam parte do grupo Nelson (guitarra-base) e Henrique (guitarra solo). Acompanhavam o cantor Ronnie Von na televisão e participaram da gravação de seu segundo álbum.

The Thunders (2) - Primeira banda do baixista Liminha, que passou a integrar os Mutantes a partir do quarto álbum. Integravam o grupo Ernestinho (guitarra), Nacional Kid (guitarra), Sérgio (bateria) e Paulo (guitarra). Nacional Kid tocou nos anos oitenta com a banda Rock' It, ao lado de Bogô, ex-guitarrista dos Beatniks.

Os Lunáticos - Antes The Mooners, é outra banda da qual Liminha fez parte, antes de ingressar nos Mutantes. Integravam o grupo Carlos Eduardo "Tuca" Aun (guitarra), Maurício Camargo de Brito (teclados), Armindo Ferreira de Castro – Mindão (baixo), depois substituído por Liminha, e Tony, depois Abdia (bateria). Entre 65 e 66, acompanharam Albert Pavão, especialmente em Tio Patinhas.

Os Baobás - Banda em que também tocou o baixista Liminha, no compacto com a música Light My Fire apenas. Além de Ronnie Von, Os Baobás acompanhou Caetano Veloso em programas de televisão, e em shows pelo Brasil, substituindo os Beat Boys, e ainda apareceu nos programas do Chacrinha, no Rio, e nos palcos das domingueiras paulistanas.

Suely & Os Kantikus - Grupo de Suely Chagas, que contava com a participação dos guitarristas Lanny Gordin e Rafael Vilardi. Gravou apenas um compacto (1968), com as músicas 'Que Bacana' e Esperanto. Que Bacana ganhou o Festival Universitário realizado pelo Canal 4, de São Paulo.

Os Tremendões - Grupo do qual fez parte Rafael Vilardi, e que acompanhou o Tremendão Erasmo Carlos, por volta de 1967. Integravam Os Tremendões, além de Vilardi, Eduardo Bastos Lemos (bateria) e Régis (teclados). Segundo consta, Rafael teria optado pelos Tremendões, apesar de receber insistentes pedidos para que integrasse os Mutantes.



Discografia A discografia dos Mutantes é dispersa, mas extremamente rica em sua diversidade. Senhor F lista abaixo tudo que foi lançado em LP, compactos, participações em discos de outros artistas e trilhas de filmes. Para a sua elaboração colaborou Leandro Sá, antes e depois de integrar a Bidê ou Balde. 
LPs/CDs # Os Mutantes (1968)
# Mutantes (1969)
# A Divina Comédia ... ou Ando Meio Desligado (1970)
# Jardim Elétrico (971)
# Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets (1972)
# Rita Lee/Mutantes - Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida
# A e o Z (1973)
# Tudo Foi Feito Pelo Sol (1974)
# Ao Vivo (1976)
# Tecnicolor (1970)
# Box LPs dos Mutantes (2017, 7 LPs, 180g)
Compactos # O´Seis - Suicida e Apocalipse (1966)
# Mutantes - A Minha Menina/Adeus Maria Fulô (1968)
# Mutantes - Ando Meio Desligado/Não Vá Se Perder Por Ai (a primeira em raríssima versão longa, com sons de metralhadoras, 1969)
# Mutantes - Caminhante Noturno (ao vivo)/2.001 (IV Festival da Música Popular Brasileira/TV Record, 1969)
# Mutantes - 2001/Dom Quixote (estúdio, IV Festival da Música Popular Brasileira TV Record de São Paulo, 1969)
# Mutantes - It´s Very Nice Pra Xuxu/Top Top (1971)
# Caetano Veloso e Os Mutantes - A Voz do Morto, Baby, Marcianita e Saudosismo (ao vivo, 1968)
# Mutantes - Mande um Abraço Pra Velha (7 Festival Internacional da Canção, 1972)
# Mutantes - Cavaleiros Negros, Tudo Bem e Balada do Amigo (1976)
Participações # Panis et Circenses/Tropicalia (c/Gilberto Gilberto, Caetano Veloso e outros, 1968)
# A Banda Tropicalista do (Rogério) Duprat (intepretação das músicas Canção Pra Inglês/Chiquita Bacana, The Rain, The Park and Other Things e Lady Madonna e Cinderella Rockfella, 1968)
# Gilberto Gil #1 (acompanhamento nas músicas Coragem Pra Suportar, Domingou, Pega a Voga Cabeludo, Ela Falava Nisso Todo o Dia, Procissão, Luzia Luluza, Pé de Roseira e Domingo no Parque, 1967)
# Ronnie Von #3 (acompanhamento nas músicas O Homem da Bicicleta, A Chave, Soneca Contra o Barão Vermelho, Pra Chatear, A Filha do Rei, Meu Mundo Azul ( Lullaby To Him - The Hollies), O Manequim, A Importância da Flor, 1967)
# Caetano Veloso #1 (acompanhamento na música Eles, 1968)
# Gilberto Gil (em A Batalha das Latas ou a Falência do Café, 1968) Nana Caymmi (em Bom Dia, 1967)
# Caetano Veloso (em É Proibido Proibir, em estúdio e ao vivo, 1968)
# Gemini II (acompanhamento vocal em Lindo e Tchau Mug, 1966)
# Tony Campello (vocais das Teenage Singers em Pertinho do Mar e O Meu Bem Só Quer Chorar Perto de Mim, 1965)
# II Festival Estudantil da Música Popular Brasileira (com Glória ao Rei dos Confins do Além, 1968)
# IV Festival Internacional da Canção Popular - Fase Nacional (com Ando Meio Desligado, ao vivo, 1969)
# Som Livre Exportação (com Top Top, 1971, a mesma versão do Jardim Elétrico) # Som Livre Exportação Nº 2 (com Benvinda, 1971, versão editada com aplausos no início, meio e fim da música, simulando uma apresentação ao vivo)
# Grandes Sucesso do FIC 72 (com Mande um Abraço Pra Velha, 1972)
# Nova História da Música Popular Brasileira - Rita Lee/Mutantes/Secos & Molhados - Abril Cultural (10 polegadas)
# HMPB-59 - 1978 (Caminhante Noturno, 2001)
Coletâneas Algo Mais (1986, lp)
Personalidade (1994, cd)
Minha História (1994, cd)
Coleção Obras Primas (1996, cd)
Millennium - 20 Músicas do Século XX (1998, cd)
Everything is Possible (Luaka Bop, 1998, cd)
A arte de Os Mutantes (Universal, 2006, CD)
* Colaborou Leandro Sá (do Bidê ou Balde) 


/Matéria


Festival Petronio Álvarez, afirmação da cultura afro-colombiana


por Fernando Rosa

Neste ano, o Festival de Música del Pacifico ‘Petronio Álvarez', realizado em Cali, na Colômbia, completa 20 anos. Nascido em 1997, o festival converteu-se no maior evento da cultura, do folclore e da celebração da identidade da identidade afro-colombiana. No centro do conceito do festival está o resgate e afirmação da marimba e do folclore do Pacífico-Sul colombiano. Atualmente, o festival reúne cerca de 200 mil pessoas durante os vários dias do evento.

Vídeo com apresentação do festival:



Tema de ChocQuibTown define a região:



O nome do festival é uma homenagem ao músico e trabalhador portuário de Cali, Petronio Álvarez, autor da música ‘Mi Buenaventura', composta em 1931. Regravada em vários países, a música transformou-se em grande sucesso, e hino dos trabalhadores do porto e do povo do local. Em 1935, ele criou o o conjunto musical também chamado "Buenaventura" e, a partir de então, construiu a lenda de "El Rey del Currulao".

Disco-tributo com canções de Álvarez:



Em 2014, em sua 4ª edição, o Festival El Mapa de Todos, realizado em Porto Alegre, contou com a participação de Esteban Copete uy Su Kinteto Pacífico, neto de Petronio Álvarez. O grupo colombiano apresentou-se na mesma noite de dos grupos O Curinga (Brasil), Finlândia (Brasil), Los Mentas (Venezuela) e Ultramen (Brasil). O grupo veio ao Brasil com apoio de movimento Cali Vive, articulação da música da cidade.

Esteban Copete y Su Kinteto Pacíficico no El Mapa de Todos:
 

 


/Opinião


Impressões digitais (dedicado a Mimi Lessa)


por Fernando Rosa

"Pelejando rock nos anos 70 durante a ditadura, abrimos caminho para os rockeiros que vieram depois. Conseguiram aceitação, consagração! É muito decepcionante vê-los agora em sua maioria apoiando esse Golpe de Estado!" O comentário é do músico gaúcho, residente no Rio de Janeiro, Mimi Lessa, guitarrista das bandas Liverpool e Bixo da Seda. Os dois grupos fundamentais para a construção de uma linguagem nacional para o rock universal, que transcendeu a sua geração.

O seu comentário talvez seja o contraponto mais profundo da música brasileira ao triste comportamento de boa parte dos "roqueiros" nacionais. Da estúpida letra da última música da banda Cachorro Grande, às posturas abertamente golpistas de Lobão, passando pela indigência de um Roger Moreira. Nada é mais contraditório com a história de um gênero musical que nasceu sob a égide da contestação, da luta pelos direitos civis.

Em entrevista ao portal Senhor F, anos atrás, o cantor e compositor Eduardo Araújo afirmou que "o rock deu liberdade de expressão para a juventude". No que tem razão, pois até então, nos anos cinquenta, a juventude apenas reproduzia o que pensavam os seus pais, em todos os sentidos. Desde então, por sucessivas gerações, o rock cumpriu a função social de contestar o estabelecido, moldar comportamentos e novas estéticas.

De Bob Dylan, John Lennon e Bono Vox a Raul Seixas, Renato Russo ou Chico Science, todos deram sua contribuição para a sociedade avançar. É lamentável, por outro lado, que muitos dos "filhos da revolução" estejam do lado da exclusão, do fascismo e de uma nova ditadura. Mas, também é importante destacar que a geração independente dos "anos dois mil", em sua maioria, aprendeu com a lição de Mimi Lessa e outros exemplos.


/Especial


Uma canção que 'lutou' para viver


por Fernando Rosa

As canções, em geral, tem histórias que as tornam ainda mais interessantes. É o caso de "Solo le pido a Dios", do argentino Leon Giecco. A música abre seu quarto disco, lançado em 1978, pelo selo Music Hall. Um tema com apelo político, a canção tornou-se um clássico latino, com versões em vários países. No Brasil, Beth Carvalho e Raul Elwanger, entre outros, gravaram a canção. 

A canção, na verdade, não fazia parte do repertório já selecionado por Giecco. Acabou entrando por conta de incidente com seu bandoneonista Dino Saluzzi. O músico deslocou-se para Buenos Aires por conta de um engano, pois o disco já estava pronto. Para não perder a viagem, pediu para gravar algum tema.

Giecco então sacou do baú uma canção "aburrida y monótona", com o título de "Sólo le pido a Dios". Os dois interpretaram a canção que ganhou tanta força que acabou entrando no disco. Ajudou na decisão a opinião entusiasmada de Charly Garcia, em visita ao estúdio. A versão escolhida foi a primeira gravação.

Leon Giecco é um dos músicos mais importantes não só da Argentina mas de todo o continente sul-americano. Em sua música, Giecco uniu a música folclórica regional, o folk universal e o rock argentino. Assim como outros artistas latinos, devido à perseguição da ditadura, no final dos anos setenta teve de abandonar o país.

Solo le pido a Dios
  Solo le pido a Dios
Que el dolor no me sea indiferente,
Que la reseca muerte no me encuentre
Vacia y sola sin haber hecho lo suficiente.
Solo le pido a Dios
Que lo injusto no me sea indiferente,
Que no me abofeteen la otra mejilla
Despues que una garra me araño esta suerte.
Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.
Solo le pido a Dios
Que el engaño no me sea indiferente
Si un traidor puede mas que unos cuantos,
Que esos cuantos no lo olviden facilmente.
Solo le pido a Dios
Que el futuro no me sea indiferente,
Desahuciado esta el que tiene que marchar
A vivir una cultura diferente.
Solo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente,
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente.
 







Vídeos

/Videoclipe


Os novos fascistas


"Os novos fascistas" comenta o uso da opressão por parte daqueles que não tem a dignidade, merecimento ou maturidade para exercerem algum poder nesse plano. Usurpadores, portanto, dizem os autores, gaúchos da banda Nenung & Projeto Dragão. Audio gravado por Thiago Heinrich com o TH Audioworks móvel. 


/Videoclipe


Golpe maestro, a Espanha por Vetusta Morla


Música do último disco da banda espanhola Vetusta Morla. Golpe maestro trata das mudanças ocorridas no país. "Robaron las antenas, / la miel de las colmenas, / no nos dejaron ni banderas que agitar; Cambiaron paz por deudas, / ataron nudos, cuerdas / y la patrulla nos detuvo por mirar". La Deriva é o terceiro disco-cheio da banda, atualmente uma das mais importantes do rock mundial. 


/Ao vivo


Los Bengala com Erwin Flores, de Los Saicos


Registro de apresentação de Los Bengala com Erwin Flores, de Los Saicos, em 18 março de  2016. Los Bengala é de Zarogoza, formada por dois integrantes dos grupo de soul music The Faith Keepers. A música é Salvaje, um dos 12 clássicos originais da banda pré-punk peruana dos anos 60.


/Documentário


Vem ai a 7ª edição do Festival El Mapa de Todos


No vídeo, veja como foi a edição realizada no ano passado em Porto Alegre. Foram três dias de shows, com artistas de vários países latinos. Neste ano, o festival acontece nos dias 30 de novembro e 1 e 2 de dezembro, no Theatro São Pedro e no Salão de Atos da UFRGS. Aguardem para breve maiores informações sobre a programação.


/Entrevista


Elliot Tupac, artista gráfico da chicha peruana


Entrevista com Elliot Tupac, peruano e um dos grandes artistas gráficos do país. Com sua arte, afirmou uma cultura de "afiches", cartazes, de divulgação da cultura chicha. Segundo o programa, "Elliot fue criado mediante la tradición familiar de artesanos huancainos, conviertiendose así en un verdadero promotor y creador de arte popular". Além da sua arte, ele fala da decisão de apostar na profissão escolhida para "ser livre". 


Resenha



Senhor Player


Somos Pacífico

O som do Caribe colombiano & mais




El Mapa de Todos - 7ª edição

/Festival


El Mapa de Todos 2016, 'cada dia somos más'


da Redação

O Festival El Mapa de Todos caminha para a sua sétima edição, novamente em Porto Alegre, nos dias 20 de novembro e 1 e 2 de dezembro de 2016. Os dois primeiros dias no Theatro São Pedro e o terceiro dia no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mais uma vez, artistas, público e organizadores propiciarão mais um momento de integração. "Cada dia somos más - ou mais", afirma o curador do festival, Fernando Rosa, citando canção do músico argentino Leon Gieco.

A primeira edição do festival aconteceu em Brasília, no final de 2008, destacando artistas como Babasónicos, Turbopotamos, Javiera Mena, Sr Chinarro e Marcelo Camelo, entre outros. Pelo palco do festival já passaram 96 artistas, representantes de 11 países da América Latina, Central, Espanha, Portugal e México. Vários artistas, pouco conhecidos quando se apresentaram no festival, tornaram-se nos anos seguintes artistas de renome em seus país, e mesmo no mundo.

Neste ano, a organização do festival pretende afirmar e celebrar as sete edições do festival como "uma vitória da integração". Segundo Rosa, "mais do que nunca precisamos ser cada dia mais gente buscando outras formas de relações humanas". "O preconceito, a xenofobia e o belicismo não interessam a quem quer a convivência pacífica no planeta", diz ele. A música é uma arma poderosa e festival El Mapa de Todos é uma pequena contribuição nesse processo, dizem os organizadores.

O festival El Mapa de Todos tornou-se uma referência tanto no Brasil, quanto na Ibermoamerica, para a circulação de artistas independentes. "El Mapa de Todos, mucho más allá de ser un festival de música, es un verdadero lugar de encuentro", registrou o portal espanhol Zona de Obras. "Su propuesta está claramente destinada a potenciar la integración musical de Brasil con el resto de países iberoamericanos, algo que hasta hace muy poco resultaba casi utópico de imaginar".

Cada día somos más
 

Dia tras dia los tiempos cambian 
y son nuevas las mañanas
cada hombre joven con sus fuerzas 
ya quieren la tierra libre pisar 

Todos canten, todos gritan, todos vivan 
que estos son tiempos de pensar 
y cada dia somos mas 
que estos son tiempos de pensar 
y cada dia somos mas 

Dia tras dia se abre la esperanza 
de que tenga cada uno un lugar 
mentes calladas ya despiertan 
a latidos de sus almas 

... estos son tiempos de pensar 
que cada dia somos mas. 


.

 




/O FESTIVAL


Babasónicos, show memorável na 1ª edição do El Mapa de Todos


A banda Babasónicos realizou um dos shows mais inesquecíveis do festival El Mapa de Todos. Os argentinos apresentaram-se na primeira edição do festival, que ocorreu em Brasília, no Espaço Brasil Telecom. Como se estivem tocando para um ginásio lotado, o grupo levou o público presente literalmente ao delírio, como mostra o...


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/O FESTIVAL


El Mapa de Todos, conceito e qualidade em 2011


da Redação

“O que mais importa são as pessoas”, disse em um bom português Xoel López, músico da Galícia, Espanha, ao despedir-se do El Mapa de Todos, traduzindo o clima de integração musical, cultural e afetivo que marcou os três dias do festival, realizado nos dias 12, 13 e 14 na capital...


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/O FESTIVAL


Uruguaio Franny Glass conquista público gaúcho


O cantor e compositor uruguaio Franny Glass fez um dos shows mais aplaudidos do festival El Mapa de Todos. Com repertório baseado em seu terceiro disco, Podador Primaveral, ele conquistou o público gaúcho. Em vários momentos, o público ensaiou cantar junto as músicas.


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/O FESTIVAL


El Mapa de toda a América


por Paulo Finatto Jr. / Noize

No final de novembro, Porto Alegre sediou a quarta edição do festival El Mapa de Todos. Com o intuito de integrar a cena independente da América Latina, o evento levou para o palco do Opinião, pelo terceiro ano consecutivo, um apanhado do que surgiu de melhor nos últimos anos no Brasil e nos seus...


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/O FESTIVAL


Festival El Mapa de Todos, integrando a América Latina


da Redação

“En su quinta edición, El Mapa de Todos volvió a dejar claro en la ciudad brasileña de Porto Alegre que su apuesta por la integración no se detiene y es atrevida, reafirmándolo como un festival que celebra la diversidad sonora desde lo estético y reivindica el peso histórico de la...


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/O FESTIVAL


El Mapa de Todos no centro da integração


da Redação

Em sua sexta edição, o Festival El Mapa de Todos consolidou sua posição de vanguarda do processo de integração musical iberoamericana. Realizado pela Produtora Senhor F, com patrocínio-master da Petrobras, o festival confirmou seu papel de plataforma de intercâmbio regional. No palco, na...


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Indie Brasil

/Noite


Superguidis, o coraçãozinho sobreviverá


por Fernando Rosa

Nunca me senti à vontade para dizer o que achava do Superguidis. Falei deles sobre as mais variadas abordagens e formas. Mas sempre fugindo de dizer exatamente o que pensava. Bem, acho que agora, depois de dez anos, posso falar. Sempre achei a melhor banda da sua geração. Em música, em poesia, em presença de palco. Muitas outras foram geniais, mas eles foram perfeitos. Em todos os discos, mas especialmente no primeiro.

O primeiro disco tem uma série de histórias que envolveram o seu lançamento. Os guris, imagino, tentaram outros selos, mas ninguém deu bola para eles. Não podia ser diferente com um grupo e um disco predestinados. Não fosse o selo Senhor F Discos, talvez seguissem isolados em Porto Alegre. Onde tinham um público fiel e apaixonado por eles. Mas a cidade, e o estado, ainda viviam aquele espírito de auto-suficiência regional. E eles não faziam "rock gaúcho".

Pois foi, talvez, esse conflito que afastou outros selos e os aproximou do selo Senhor F. Eles contrariavam a expectativa inicial e surpreendiam com uma nova música. Não eram de Porto Alegre, eram de Guaíba, e adoravam Guided By Voices, Pavement e Yo La Tengo. Ai deu a liga que resultou na união da banda com o selo. Por três discos e cerca de cinco anos, andaram juntos. Em shows por todo o país - Argentina e Uruguai, participação em festivais e eventos.

O disco de estréia, de fato, ou ganhava o cidadão de cara, ou não passava no teste. Segundo padrão ainda vigente, era "mal gravado", lofi demais. A fábrica rejeitou prensar por três vezes, alegando má qualidade. Foi preciso assinar um termo de responsabilidade pelo resultado final. Sim, o disco tinha sido gravado "em casa", e coisas tipo a bateria duplicada nos canais, para dar mais peso. Mas isso, para o selo, eram medalhas na defesa do disco, que afinal ganhou às ruas.

Foi o "melhor disco do ano" em quase todas as listas de 2006. Chegou aos ouvidos de Robert - Deus - Pollard, que achou massa. Críticos do país inteiro se renderam à obra, que agora já se pode chamar de clássica. A humildade e o senso de humor juvenil dos quatro Guidis ajudavam a difundir melodias e poesias. De Norte a Sul do Brasil, riffs, refrões, expressões, trechos de músicas foram se espalhando. Sem que ninguém deixasse de notar o quanto geniais eram aquelas duas guitarras - que pareciam uma.

Ainda hoje sem cruzar a fronteiras dos ouvidos independentes, é o disco mais completo de sua geração. Andrio & Lucas & Diogo & Marco, na verdade, não faziam rock, faziam música universal. De um jeito tão ousado, que a cultura oficial fez pouco de sua presença. As canções são absolutamente geniais, da primeira à ultima das doze faixas do disco. A poesia ainda segue tão atual quanto inventiva - poucos como eles conjugaram de forma tão brilhante rock & língua pátria.



Foto: Bruna Paulim
Capa: André Ramos
Selo: Senhor F Discos


 


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Bananas for you all: clássicos & raridades do instrumental


por Fernando Rosa

O rock instrumental ganhou espaço junto à cena independente brasileira moderna. Entre 1998 e 2013, são várias as obras que se destacaram em meio a uma profícua produção. Na comemoração dos 15 anos de Senhor F, listamos 20 títulos que consideramos os mais importantes dessa época.

Na lista estão discos que marcaram época, como Artista Igual Pedreiro, do Macaco Bong, até obras atuais como Realidade Aumentada, dos novatos gaúchos The Tape Disaster. Também discos de dois dos mais importantes guitarristas modernos do Brasil, Pio Lobato e João Erbetta.

Vale destacar que a produção é oriunda dos mais variados pontos do país, do Rio Grande do Sul até o Pará. Algumas bandas não existem mais, como La Pupuña e Pata de Elefante, mas seus discos perpetuarão seus grandes momentos de criatividade.

Esta é a primeira lista de uma série que vai destacar os melhores discos psicodélicos, de instro-surf, cantautores, as coletâneas mais importantes e, por fim, os 100 EPs e os 150 discos que marcaram a geração pó-internet,entre 1998 e 2013.

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 2
Bananas for you all (clássicos & raridades da psicodelia)


1. Astronauta Pingüim – Petiscos: Sabor Churrasco (RS)
2. Burro Morto – Baptista virou máquina (PB)
3. Floresta Sonora – Floresta Sonora (PA)
4. Fóssil – Insônia (CE)
5. Funkalister – Vol 2 (RS)
6. João Erbetta – Guitar Bizarre (SP)
7. La Pupuña – All right penoso!!! (PA)
8. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro (MT)
9.Malditas Ovelhas! - afinado a fogo, tocado a murro, dançado a coice (SP)
10. Pata de Elefante – Pata de Elefante (RS)
11. pexbaA – pexbaA (MG)
12. Pio Lobato – Café (PA)
13.. Quarto Sensorial (RS) – A + B (RS)
14. Retrofoguetes – Ativar Retrofoguetes (BA)
15. ruído/mm - Introdução à Cortina do Sótão (PR)
16. Sala Especial – Edição Granfina (SP)
17. São Paulo Underground – Sauna: um, dois, três (SP)
18. Satanique Samba Trio - Misantropicalia (DF)
19. SOL – No descompasso do transe, retalho do meu silêncio (1999-2003) (RS)
20. The Tape Disaster – Compilation (EPs) (RS)
21. Trilöbit – Tutorial (PR)

Bônus

22. The Ess - Rehearsal Ess - Ao vivo na Grande Garagem que Grava/ EP (PR) 
24.Os Jones - peledemamute / EP (AL)
22. Nova Música Experimental – Ruído MM, Labirinto, Fóssil, Constantina (Vários)
 


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Garage Laboratorium, a psicodelia nos anos 2000


por Fernando Rosa

A psicodelia mundial e sua versão brasileira, o tropicalismo, se fizerem presentes na produção musical da geração pós-internet brasileira. A revista Senhor F com suas matérias especiais sobre o tema contribuiu em parte com isso ao longo desses últimos 15 anos. Durante esse tempo, o site publicou textos sobre temas como a psicodelia nordestina dos anos 70, resgatou bandas raras como Spectrum e realizou entrevistas históricas com Rogério Duprat e Ronnie Von, entre outros.

A lista de discos que compilamos para comemorar os 15 da revista é um apanhado desse período, reunindo artistas independentes de vários estados. Nela estão clássicos absolutos do rock nacional como o disco da banda alagoana Mopho até super raridades como o discos dos paulistanos Transistors. Em todos eles, a sintonia com Mutantes, Caetano Veloso e toda sorte de artistas da punk-psicodelia americana e inglesa dos anos sessenta.

Sem a pretensão de esgotar o tema, apresentamos a lista que segue abaixo:
 

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume  1
Garage Laboratorium (clássicos & raridades da psicodelia)


1.Anjo Gabriel – O culto secreto do Anjo Gabriel (PE)
2.Boogarins - As plantas que curam (GO)
3.Cérebro Eletrônico – Pareço moderno (SP)
4.Continental Combo – Continental Combo (SP)
5.Effervescing Elephant – Effervescing Elephant (SP)
6.FuzzFaces – Voodoo Hits (SP)
7.Júpiter Maçã – Uma tarde na fruteira (RS)
8.Lacertae – A volta que o mundo deu (SE)
9.Laranja Freak – Brasas lisérgicas (RS)
10.Madalena Moog - Universal Park (PB)
11.Makina du Tempo - Músicas para dias de sol (DF)
12.Momento 68 - Onde Estão Suas Canções? (SP)
13.Mopho – Mopho (AL)
14.Os Haxixins – Euro Tour 2008 (SP)
15.Os Hipnóticos – Garage Laboratorium (RS)
16.Os Skywalkers – ZenMakumba (SP)
17.Os The Darma Lóvers – Os The Darma Lóvers (RS)
18.Pipodélica – Simetria radial (SC)
19.Plástico Lunar – Coleção de viagens espaciais (SE)
20.Plato Dvorak & Os Exciters - Plato Dvorak & Os Exiters (RS)
21.Stereovitrola (AP) – No espaço líquido (AP)
22.Supercordas - Seres verdes ao redor (RJ)
23.Transistors – In transfuzzion (SP)
24.Vaca de Pelúcia - Vaca de Pelúcia (SP)

Bônus
25. Brazilian Pebbles Vol 1 & 2 – Vários (Bônus)

(na foto: Mopho/1ª foto de divulgação)
 


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Nova Manhã, o folk rock dos anos 2000


por Fernando Rosa

A música caipira, ou folclórica, ou ainda regional, faz parte da construção da cultura musical brasileira, passando por todas as gerações e chegando aos tempos modernos. Por outro lado, o folk de origem americana também penetrou na cultura nacional de forma marcante, especialmente a partir dos anos sessenta. Em meio a esse processo, a partir do tropicalismo (2001/Mutantes & Tom Zé), Tião Carreiro & Pardinho e The Byrds puderam conviver harmoniosamente, resultando no chamado “rock rural”, nos anos setenta.

Naquele momento, e durante os anos seguintes, proliferaram grupos como Sá, Rodrix & Guarabira, Ruy Maurity Trio, Bendegó, Flying Banana, Almôndegas, Tetê & O Lírio Selvagem e Paranga. A fusão das linguagens do rock com as vertentes folclóricas regionais produziu grandes discos, alguns reconhecidos nacionalmente, outros mantidos na obscuridade. Mas, o importante é que a música brasileira mostrou mais uma vez sua enorme capacidade de transmutar-se sem perder a identidade.

A cena independente dos anos dois mil não passou impunemente por esse universo sonoro, incorporando outras influências musicais a ele. Entre os anos 2000 e 2015, vários grupos gravaram obras referenciadas nessa história particular, atualizando sonoridades do folk rock no país. O portal Senhor F acompanhou de perto essa geração, ouvindo as novas produções, colecionando seus singles, eps e discos-cheios lançados nesse período, dos quais destacamos alguns.

Os grupos

Natural de Porto Alegre, Cowboys Espirituais reunia Frank Jorge, Julio Reny e Márcio Petracco, e teve seu disco de estreia lançado pela Trama, em 1998. Os Pistoleiros, desde Florianópolis, lançaram em 2000 um dos grandes discos da cena independente, que conquistou fans como Wander Wildner. Já os paulistas Motormama, de Ribeirão Preto, emergiram na cena independente com o clássico Carne de Pescoço, em 2002, com forte acento de psicodélica-caipira. Em Belo Horizonte, destacou-se a banda Dead Lovers Twisted Heart com seu hillbilly indie cantado em inglês. Também em inglês, Bad Folks construir sua carreira a partir de Curitiba.

O brasiliense Sestine, liderado por Márcio Porto, é um dos segredos mais bem guardados da cena independente do Centro-Oeste, resultado de seus dois únicos EPs Carros-Fantasma e As Engrenagens (2006). Paranaense, Charme Chulo talvez tenha afirmado de maneira mais intensa a linguagem do folk rock na cena independente, por conta de seu disco de estreia, lançado em 2007 e da subsequente carreira. Da mesma cidade, a dupla Os Irmaõs Carrilho, casam Everly Brothers com modinhas caipiras, em singles lançados entre 2013 e 2015.

O grupo paulista Continental Combo tem sua história ligada ao mod e ao rock sessentista, mas em seu disco homônimo gravado entre 2003 e 2005, registrou seu lado folk, fundindo rock rural com Flying Burrito Brothers. Explodindo na cena independente desde Cuiabá, Vanguart ganhou o Brasil com seu mix inicial de Bob Dylan e Radiohead, afirmando-se nacionalmente, com profunda identidade, com o hit Semáforo. Também de Curitiba, Koti e Os Penitentes agregaram à cena folk a linguagem do rockabilly e os temas trash-urbanos. Um pouco na mesma linha, Fabulous Bandits cantou porres, brigas e tiroteios com seu folk-hardcore.

Dois grupos, um de São Paulo, Matuto Moderno, outro de Brasília, Judas, pisaram fundo na música caipira, na moda de viola e outras linguagens interioranas, com seus discos lançados em 2011 e 2013. Já o trio Bob ShuT, de Caxias do Sul, na serra gaúcha, introduziu na cena o “folk montanhês” com seu segundo disco. Por fim, o sempre genial Diego de Moraes, rebatizado Waldi, e o comparsa Redson, reinventaram as duplas caipiras em versão “indie” com o disco lançado em 2013

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 5
Nova Manhã (clássicos & raridades do folk rock)


1.Bad Folks - Impossible (PR)
2.Bob Shut – II (RS)
3.Charme Chulo – Charme Chulo (PR)
4.Continental Combo – Continental Combo (SP)
5.Cowboys Espirituais – Cowboys Espirituais (RS)
6.Dead Lovers Twisted Heart – DLTH (BH)
7.Fabulous Bandits - Chumbo Grosso (PR)
8.Judas – Nonada (DF)
9.Koti e Os Penitentes – Caído na Sarjeta (PR)
10.Matuto Moderno – 5 (SP)
11.Motormama – Carne de Pescoço (SP)
12.Os Pistoleiros – Os Pistoleiros (SC)
13.Pedrinho Grana & Os Trocados - ST (DF)
14.Sestine – Carros Fantasma + As Engrenagens (DF)
15.Vanguart - Vanguart (MT)
16.Waldi & Redson – Waldi & Redson (GO)

Bônus

17.Os Irmaõs Carrilho – No tempo que passou (single)  (PR)


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Operações submarinas, clássicos do instro-surf


da Redação

A surf music, em especial, e o rock instrumental independente tiveram seu grande momento nessa década passada. Inspirados em heróis clássicos e também em brasileiros sixties, muitos grupos ganharam os palcos dos festivais com suas guitarras flamejantes, especialmente do Primeiro Campeonato de Surf, em Belo Horizonte. Em seus 15 anos, Senhor F selecionou 15 títulos que achamos os mais legais e importantes dessa geração.

Entre eles, os pioneiros Os Argonautas, donos de um dos melhores discos do gêneros já gravados no Brasil – formada pelo grande guitarrista Marcelo Moreira, mais Régis Sam, Gustavo Dreher e Rodrigo Rosa. Deles, a música Maré Vermelha foi trilha do programa Senhor F - A História Secreta do Rock Brasileiro, na Usina do Som, entre 2011 e 2002. Também pioneiros, Os Ostras foram importantes para abrir caminho para grupos se aventurarem por essa vertente musical. Ainda, é importante destacar os cariocas Netunos e os catarinenses Cochabambas! e Ambervisions, com registros do início da década passada.

A seleção ainda traz clássicos como os Autoramas, Gasolines, Estrume’n’tal e The Dead Rocks, responsáveis por grandes discos. Outros destaques da lista são raridades como os grupos Limbonautas, de Curitiba, The Surf Mother Fuckers, de Belo Horizonte, e o gaúcho Marcelo Campos Moreira, em disco solo, com participação especial de integrantes do grupo Cachorro Grande.

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 4
Operações submarinas (clássicos & raridades do instro-surf)


1. Autoramas – Teletransporte (RJ) Mondo 77
2. Búfalos d’Água – Farewell to shore (PR) Independente
3. Camarones Orquestra Guitarrística - Camarones Orquestra Guitarrística (RN) DoSol
4. Cochabambas! – Máquinas quentes a todo vapor ... (cassete) (SC) Migué Records
5. Estrume’n’tal – Surfme'n'tal (MG) Golly Gee Recrods
6. Gasolines – Pura veneta (SP) Baratos Afins
7. Go! – Aventura sob o céu (RJ) Navena Muzik
8. Limbonautas – Rendam-se humanos (PR) Bloody Records
9.Marcelo Campos Moreira – Marcelo Campos Moreira (RS) Independente
10. Netunos - Alto Mar (RJ) Independente
11. Os Ambervisions – Bons momentos não morrem jamais (SC) Migué Records/Monstro Discos
12. Os Argonautas – Os Argonautas (RS) Argo Discos
13. Os Ostras – Operação submarina (SP) Excelente Discos/Abril Music
14. Super Stereo Surf – Antes do baile (DF) Monstro Discos
15.Surfadelica - Surfing on the desertshore (SP) Psices Records
16. The Dead Rocks – International Brazilian Surfs (SP) Monstro Discos
17. The Surf Mother Fuckers – Solano star (MG) Independente
18.Xevi 50 - Ensaio (SC) Inidependente

Bônus

17. Reverb Brasil – Uma coleção de bandas de surfe Alvo/Rveber Brasil/Obra Discos
18. Brazilian Surf – The atack of the tiki waves vol 1 Groove Records (PT)
19. Beach Combers - Beach Combers (EP)

(na foto: Estrume’n’tal)


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Seu guarda, entenda, estou indo para uma Noite Senhor F


por Fernando Rosa

A Noite Senhor F tem uma série de histórias loucas, comuns, divertidas, mas todas reais. Uma delas tem a ver com a sua importância cultural para a cidade de Brasília, naquele momento. E foi contada recentemente pelo próprio personagem. Como na maioria das histórias, vamos preservar seus nomes.

Naquela época, primeira metade dos anos dois mil, Brasilia começava a caretear de vez. Primeiro, inventaram uma tal de "lei seca", que obrigava a gente a acabar as Noites até 2h30. Se passasse desse horário, a blitz da fiscalização batia e podia fechar a casa, em nosso caso o Gate's Pub.

Também começavam a funcionar com mais intensidade as blitz de rua, como forma de reprimir a livre circulação noturna na cidade. Pois numa dessas blitz, o nosso amigo personagem acabou sendo barrado pelos policiais. Ao que apelou com um argumento, para ele, convincente.

- Seu guarda, entenda, estou indo para uma Noite Senhor F.

(Ou algo mais ou menos assim) 


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Banda Frida grava nos Estados Unidos


da  Redação

A banda Frida é um dos nomes convidados pela Converse para gravar em seus estúdios associados ao redor do mundo - o quarteto grava no estúdio Rubber Tracks, em Boston, nos Estados Unidos. Natural de Gravatai, Frida foi selecionada junto com outras bandas brasileiras pela plataforma WorldWide, de abrangência mundial. Ao todo nove mil artistas de todo o mundo se inscreveram para concorrer ao prêmio. Também gaúcha, a banda Motor City Madness vai gravar nos Studios 301, em Sydney, Austrália.

Segundo a divulgação do projeto, o WorldWide promove um intercâmbio mundial entre bandas e os doze maiores estúdios de música do mundo. Os artistas convidados ganham tempo de gravação nos estúdio, além de todas as despesas pagas. Totalmente equipada com os melhores instrumentos e equipamentos fornecidos pela Guitar Center, parcerio da Converse Rubber Tracks, os artistas dedicam-se a criar suas músicas, e no final retêm todos os direitos sobre elas. Frida entra em estúdio nos próximos dias 18 e 19 e setembro. Converse Inc., com sede em Boston, Massachusetts, é uma subsidiária da NIKE. Inc.

A Frida é uma banda formada por Sandro Silveira (guitarra e voz), Andriel Cimino (guitarra), Vinicius Braga (baixo) e Luis Mausolff (bateria). Circulando pelo Rio Grande do Sul em festivais e eventos como El Mapa de Todos, Noite Senhor F, Morrostock, Rock na Praça e Acid Rock, a Frida é apontada no circuito independente e em diferentes veículos como uma das revelações do novo rock feito no Brasil. O primeiro álbum completo do grupo – gravado no estúdio Mubemol, em Porto Alegre, sob a produção de Iuri Freiberger – foi lançado em março, em uma parceria entre os selos The Southern Crown e Senhor F.

Os doze estúdios são Abbey Road Studios em Londres, Inglaterra; Sunset Sound, em Los Angeles, Califórnia; Hansa Tonstudio, em Berlim, Alemanha; Tuff Gong, em Kingston, Jamaica; Greenhouse Studios, em Reykjavik, na Islândia; Warehouse, em Vancouver, Canadá; Avast Recording Co., em Seattle, Washington; Stankonia em Atlanta, Geórgia; Studios 301 em Sydney, Austrália; Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, Brasil; o original estúdio permanente Converse Rubber Tracks Studios no Brooklyn, Nova York, além do recentemente inaugurado em Boston, Massachusetts, em Lovejoy Wharf.


 


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Evento no Sul avança conceito independente


da Redação

Hoje, em Porto Alegre, tem mais uma Noite Senhor F, com shows das bandas Frida e Fire Departament Club, a primeira de Gravatai, na região metropolitana, e a segunda da capital gaúcha. O evento marca três lançamentos importantes para a cena independente gaúcha: o disco de estréia da banda Frida, a empresa Gramo e o EP do Fire Departament. Os shows acontecem no Beco da Cidade Baixa, a partir das 20 horas, com ingressos a R$ 15,00 com nome na lista e R$ 20,00 na hora.

O disco de estréia da banda Frida, saudado nos principais sites e blogs musicais do país como um dos lançamentos do ano, assinala um momento de renovação da música gaúcha. Natural de Gravatai, o quarteto traz para a cena independente a qualidade autoral e instrumental, em canções perfeitas e emocionantes. O disco, com produção de Iuri Freiberger, é um lançamento da parceria entre os selos Senhor F Discos,que completa 20 trabalhos editados, e The Southern Crown, selo e produtora local.

A banda Frida tem uma trajetória construída com muito trabalho, circulação pelo estado, onde conta um público fiel em muitas cidades do interior. Em 2013, participou da Noite Senhor F e foi um dos destaques do Festival El Mapa de Todos, dividindo o palco com os argentinos Valle de Muñecas e os uruguaios La Vela Puerca. Em 2014 foi destaque do portal britânico Independent Music News como uma das dez bandas brasileiras mais promissoras.

Também gaúcha, mas de Porto Alegre, a banda The Fire Departament é outra promessa da nova cena local, mas mirando no exterior. Em março, a banda lançou seu novo EP Best Intuition, dispobilizado nas principais plataformas mundiais, como iTunes, Spotify, e Deezer, entre outras. Produzido por Luc Silveira, o EP destaca o tema “Pitfall” que vem acompanhada de um lyric-video criado pela BC Motion.

Gramo

“Gramo” é uma empresa de consultoria de carreiras e desenvolvimento de produtos para o mercado fonográfico brasileiro e internacional, informa seu mentor e diretor, o produtor Iuri Freiberger. “A lógica é a do ganha-ganha. Tanto para artistas entry-level ou que estejam rearranjando suas carreiras. E claro, para todos os envolvidos com a música”, diz ele. Com o produtor musical Iuri Freiberger à frente, a ideia do Gramo é combinar talentos e experiências no mercado fonográfico através de um hub de serviços colaborativos.

http://firedepartmentclub.com/
https://soundcloud.com/frida_tv
http://gramo.cc/




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Festival promove circulação e exporta nova música gaúcha


da Redação

Tomando emprestada expressão do Secretário de Cultura do RS, Victor Hugo, que foi ao evento, “a casa pulsou” música e cultura naqueles dois dias de festival. A casa em questão é a Casa de Cultura Mário Quintana, mais exatamente o Teatro Bruno Kiefer, onde aconteceram os shows. O evento, no caso, o Festival Noite Senhor F, que promove a circulação de novos artistas pelo estado do Rio Grande do Sul. Resultado do edital Movida Cultural, e organizado pela Produtora Senhor F, o projeto conta com apoio da Secretaria Estadual de Cultura.

“O festival é um marco na história da música gaúcha, pelo fato de reunir um expressivo recorte da nova música produzida no estado, em condições excelentes de palco, som e luz e público”. A observação é do produtor Fernando Rosa, responsável pelo projeto, ao lado dos produtores Thiago Piccoli e Brisa Daitx. De fato, os shows que começaram pontualmente às 16 horas, em número de sete por dia, foram um marco na carreira dos artistas que pisaram no palco e conquistaram o público, que lotou a casa desde a primeira apresentação.

Participam do projeto os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Orlando Garcia & Los Coyotes (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre). Desde novembro, os artistas e bandas circularam pelo estado, em shows acompanhados de palestras e debates sobre o novo cenário musical do estado e do país, e o posicionamento diante dessa nova realidade.

Cada um à sua maneira, os jovens artistas mostraram uma qualidade surpreendente para quem compareceu ao evento. “Com um representante de Porto Alegre, e os demais do interior do estado, o festival cumpriu um importante papel de destacar a existência de uma forte produção além da capital”, destacou Fernando Rosa, que também apresentou o evento. Antes do festival, os artistas apresentaram-se em suas cidades e também em uma segunda cidade. O festival ainda contou com dois shows especiais com o grupo The Outs no sábado e Ian Ramil no domingo. Neste mês, ainda ocorreram mais dois eventos, em São Borja e Farroupilha.

Além de promover a circulação interna no estado, o festival em particular serviu para mostrar a nova produção para produtores de festivais independentes especialmente convidados pela organização. Nos dois dias do evento, na ante-sala do próprio teatro, foram realizadas reuniões abertas com os produtores e abertas aos demais artistas e produtores do estado. Nos encontros, ocorreram trocas de informações sobre cada um dos eventos e também aproximação informal entre os produtores dos festivais convidados e os artistas.

Estiveram presentes no evento os produtores Paulo André (Abril Pro Rock – Recife), Antonio Gutierrez (RecBeat – Recife), Guilherme Pereira (Goiânia Noise – Goiânia), Marcelo Damaso (Se Rasgum – Belém), Gustavo Sá – (Porão do Rock – Brasília), Marcelo Domingues - (Demosul – Londrina), Guilherme Zimmer (Floripa Noise – Florianópolis), Beto Vizotto (Paraíso do Rock - Paraíso do Norte), Pablo Hierro (Music is My Girlfriend – Buenos Aires, Argentina) e Nicolas Molina (Las Palmeiras Festival del Sonido - Águas Dulces, Uruguai).

Veja as fotos do festival, de autoria de Thiago Lázeri - http://goo.gl/pHXpfT

 


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Calvin lança EP Café em Santa Cruz


por Fernando Rosa

Uma nova geração de cantores e compositores surgiu com força no Rio Grande do Sul nestes últimos tempos. Alguns nomes já se afirmaram na cena independente. Ian Ramil foi o primeiro a ocupar seu espaço na cena musical. No ano passado, de Três Coroas, Jéf lançou o disco Leve, um clássico da nova geração. A cantora e compositora portoalegrense Ana Muniz é outro nome de cresce junto ao público.

De Santa Cruz, chega um novo nome, Calvin, munido de belas canções. Ele acaba de lançar o EP “Café”, que traz ainda Ancore, Poesia dos Amores Dormidos e Chuva. “Café” é um hit que deve marcar essa geração, mesmo que as rádios insistam em ignorar a nova produção. As outras três canções não deixam por menos em qualidade autoral, tanto musical, quanto poética.

Acompanhado de uma ótima banda, Calvin integrou o projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente. Apresentou-se em sua cidade, em Bagé, e por fim em Porto Alegre, no Festival Noite Senhor F. Em todas as ocasiões conquistou o público com suas melodias pop, diretas e assoviáveis. No dia 7 de março, ele lança o EP em show em Santa Cruz, no Espaço Camarim.


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Noite Senhor F promove circulação e mostra de novos artistas gaúchos


da Redação

Neste sábado, em Três Coroas, com shows de Jéf e da banda Similares, no Centro Cultural da cidade, a partir das 19 horas, o projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente encerra a primeira etapa da iniciativa. Durantes três meses, a iniciativa promoveu a circulação de doze artistas por suas cidades, em apresentações musicais, acompanhadas de palestras sobre a nova cena independente do estado. O projeto de circulação Noite Senhor F – RS Independente, tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul – Procultura.

Nos próximos dias 21 e 22 de fevereiro, o Festival Noite Senhor F completa o projeto, com os dozes artistas reunidos no palco do Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. Além das apresentações das bandas do projeto, haverá dois shows especiais com o grupo The Outs no sábado e Ian Ramil no domingo. O grupo carioca foi o segundo colocado no prêmio Breakout Brasil. Ian Ramil acaba de lançar seu disco de estréia.

O evento ainda contará com as presenças de oito produtores de importantes festivais brasileiros, e dois representantes de festivais do Uruguai e da Argentina. Com os shows e a presença dos convidados, o projeto pretende aproximar os novos artistas gaúchos dos programadores de festivais. Para Fernando Rosa, “além de promover a circulação interna, é importante também mostrar a nova produção gaúcha para os produtores de festivais dos demais estados do país e do Mercosul”.

O festivais e seus respectivos representes são: Paulo André (Abril Pro Rock – Recife), Antonio Gutierrez (RecBeat – Recife), Guilherme Pereira (Goiânia Noise – Goiânia), Marcelo Damaso (Se Rasgum – Belém), Gustavo Sá (Porão do Rock – Brasília), Marcelo Domingues (Demosul – Londrina), Guilherme Zimmer (Floripa Noise – Florianópolis), Beto Vizotto (Paraíso do Rock - Paraíso do Norte), Pablo Hierro (Music is My Girlfriend – Buenos Aires, Argentina) e Nicolas Molina (Las Palmeiras Festival del Sonido - Águas Dulces, Uruguai).

Programação do Festival

21 de fevereiro - sábado

Velocetts (Farroupilha)
Zudizilla (Pelotas)
Rinoceronte (Santa Maria)
Calvin (Santa Cruz do Sul)
Ana Muniz (Porto Alegre)
Frida (Gravataí)
The Outs (RJ)

22 de fevereiro – domingo

Orlando Garcia & Los Coyotes (São Borja)
The Sorry Shop (Rio Grande)
Bob Shut (Caxias do Sul)
Similares (Bagé)
General Bonimores (Passo Fundo)
Jéf (Três Coroas)
Ian Ramil (RS)

Serviço

Dias 21 e 22 de fevereiro de 2015
16 horas
Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mário Quintana
Entrada Franca










* Assista outros vídeos de apresentação do projeto: https://www.youtube.com/user/NoiteSenhorF

 


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Carro de Passeio, o novo rock gaúcho


por Fernando Rosa

A bordo de um ótimo EP lançado em 2014, a banda Carro de Passeio credenciou-se junto à novíssima cena musical do Rio Grande Sul. Natural de Santa Maria, terra do festival Macondo Circus, a banda foi formada no final de 2013, pela “junção de amigos”. “O EP Es-Passo é o primeiro registro da banda, gravado no inverno de 2014, com produção da própria banda e técnica de André Boaz”, segundo eles.

O EP traz uma sonoridade moderna, distante do que normalmente espera-se do que chamam “rock gaúcho”. “A influência da banda passeia por Pixies, Sonic Youth, El Mató a un Policía Motorizado, The Smiths e tantas outras bandas e músicos que inconscientemente acabam influenciando no nosso som”, dizem. A banda é formada por Matheus Genro Bueno e Guilherme Brum nos vocais e guitarras, Mariana Kussler no baixo e Vinício Möller na bateria.

Com o EP circulando pela rede – ouçam abaixo -, agora a banda planeja tentar girar ao máximo tocando e divulgando o trabalho. “Mais um clipezinho vai rolar, lançamos um vídeo de Inverno recentemente e estamos engajados em produzir mais registros visuais”. Segundo eles, um disco cheio também está nos planos de 2015, o que vai exigir mais dedicação. A circulação inclui a participação em festivais estaduais e mesmo nacional, também faz parte dos planos da banda.




 


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Em Bagé, Noite Senhor F reúne Similares e Calvin


da Redação

Neste próximo domingo, em Bagé, no Complexo Cutural Dom Diogo, às 20 horas, acontece o primeiro evento do projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente do ano. Desta vez, com apresentações do cantor e compositor Calvin e da banda Similares - Calvin é natural de Santa Cruz e Similares de Bagé. Além dos shows, haverá palestra e debates sobre a atual cena musical com o jornalista e produtor Fernando Rosa. O projeto é uma realização da Produtora Senhor F, com apresentação e patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura e Pro-Cultura RS.

Ainda com eventos por acontecer em várias cidades do interior do Rio Grande do Sul, o projeto conta com a primeira edição do Senhor Festival, em Porto Alegre, reunindo todos os artistas da circulação, além de headliners convidados, com shows especiais, voltados para curadores e produtores de festivais de fora do estado. A organização do evento já convidou produtores e curadores de festivais nacionais e latinoamericanos para conhecerem de perto, e ao vivo, a nova produção local.

No último 20 de dezembro, em Pelotas, aconteceu a última etapa do ano do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. No palco do Galpão Satolep, o anfitrião Zudizilla e os convidados General Bonimores de Passo Fundo e Velocetts de Farroupilha foram os destaques da edição. O evento contou com a participação do músico Frank Jorge, que palestrou sobre o momento atual da cena musical.

O projeto já passou por Gravatai, Caxias do Sul, Santa Cruz, Santa Maria e Rio Grande - com os artistas e grupos Frida, Calvin, Ana Muniz, Bob Shut, Jéf, e The Sorry Shop. O projeto inclui os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Johnny Chivas (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre).







+ Veja registros no projeto no Youtube:

- www.facebook.com/noitesenhorf 


/Noite


Projeto Noite Senhor F fecha 2014 com sucesso


da Redação

Neste último sábado, 20 de dezembro, em Pelotas, aconteceu a última etapa do ano do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. No palco do Galpão Satolep, o anfitrião Zudizilla e os convidados General Bonimores de Passo Fundo e Velocetts de Farroupilha foram os destaques da edição. O evento contou com a participação do músico Frank Jorge, que palestrou sobre o momento atual da cena musical.

Esta foi a sexta etapa do projeto, que já passou por Gravatai, Caxias do Sul, Santa Cruz, Santa Maria e Rio Grande - com os artistas e grupos Frida, Calvin, Ana Muniz, Bob Shut, Jéf, e The Sorry Shop. Em janeiro e fevereiro o projeto continua, seguindo para as demais cidades incluidas no projeto.

O projeto inclui os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Johnny Chivas (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre).

Ao final do projeto, um festival vai reunir todos os artistas da circulação, para a realização de shows especiais, abertos ao público e também voltados para curadores convidados. A organização do evento já convidou produtores e curadores de festivais nacionais e latinoamericanos para conhecerem de perto, e ao vivo, a nova produção local.

- www.facebook.com/noitesenhorf
 


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Em Santa Cruz, Calvin e Ana Muniz celebram nova música jovem gaúcha


da Redação

A cidade de Santa Cruz do Sul, cerca de 2 horas de Porto Alegre, foi sede da terceira etapa do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. O projeto premiado em primeiro lugar no edital Movida Cultural, da ProCultura RS, tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado. No Espaço Camarim, no centro da cidade, o evento reuniu os artistas Calvin, de Santa Cruz, e Ana Muniz, de Porto Alegre.

Os shows confirmaram o acerto do projeto que busca promover e dar visibilidade para a produção musical jovem do Rio Grande do Sul, além da capital. Ana Muniz, de 17 anos, primeira a se apresentar, confirmou a exuberância de sua música, tanto como compositora, quanto intérprete. Acompanhado de uma ótima banda, Calvin mostrou seu talento de compositor pop, com um repertório de ótimas e bem resolvidas canções.

Ajudados por um ambiente perfeito, o Espaço Camarim, os dois artistas interagiram com o público presente, em grande número e atento aos shows. A cada canção, os dois foram sendo aplaudidos mais intensamente, até serem ovacionados de pé, ao final das respectivas apresentações. No encerramento, celebrando o espírito do projeto, os dois artistas e bandas subiram juntos no palco para receber os aplausos finais e selar o sucesso do evento.

Na semana passada, em sua segunda edição, o projeto reuniu em Caxias do Sul o grupo local Bob Shut e o cantor e compositor Jéf, de Três Coroas. Os dois foram destaque na última edição do Festival El Mapa de Todos, realizado em Porto Alegre, com participação de artistas latinos. Jéf é finalista do programa Breakout Brasil, promovido pelo Canal Sony, que premiará o vencedor com a gravação de um disco.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente iniciou no dia 8 de novembro, com shows do grupo Frida, de Gravatai, e dos rapers Zudizilla, de Pelotas - no Sesc de Gravatai. Ao final da circulação interna será realizado um festival com os artistas do projeto, com presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e de países latinos. Aguardem a informação sobre a data e o local do festival, que ocorrerá em Porto Alegre, em fevereiro.


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Nova edição da Noite Senhor F, com Calvin e Ana Muniz, em Santa Cruz


da Redação

Neste sábado, 29 de novembro, acontece a terceira etapa do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente, que tem patrocínio do ProCultura-RS, da Secretaria de Estado da Cultura. Com shows de Calvin e Ana Muniz, o evento ocorre em Santa Cruz do Sul, no Espaço Camarim, às 20 horas. Calvin, de Santa Cruz e Ana Muniz, de Porto Alegre, são dois jovens e destacados artistas da nova música gaúcha.

Na semana passada, em sua segunda edição, o projeto reuniu em Caxias do Sul o grupo local Bob Shut e o cantor e compositor Jéf, de Três Coroas. Os dois foram destaque na última edição do Festival El Mapa de Todos, realizado em Porto Alegre, com participação de artistas latinos. Jéf é finalista do programa Breakout Brasil, promovido pelo Canal Sony, que premiará o vencedor com a gravação de um disco.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente iniciou no dia 8 de novembro, com shows do grupo Frida, de Gravatai, e dos rapers Zudizilla, de Pelotas - no Sesc de Gravatai. O projeto tem por objetivo conectar a nova produção musical do estado, que vem crescendo em vários pontos distantes da capital. Ao final da circulação interna será realizado um festival com os artistas do projeto, com presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e de países latinos. 

* Na foto, Calvin e o cantor e compositor uruguaio Franny Glass.


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Frida e Zudizilla abrem, em Gravataí, Noite Senhor F - Conexão RS


da Redação

As bandas Frida e Zudizilla realizam em Gravatai, no sábado, dia 8 de noovembro, o primeiro show do projeto Noite Senhor F - Conexão RS. Frida de Gravatai e Zudizilla de Pelotas promovem o encontro de diferentes regiões e também de gêneros musicais. A anfitriã é uma das bandas de rock & pop revelação do Rio Grande Sul, enquanto Zudilla traz o hip pop com influências reigonais.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente foi aprovado em 1º lugar, em sua categoria, no edital Movida Cultural, promovido pelo FAC/Sedac-RS, em parceria com a Petrobras.O projeto realizará 12 eventos em diferentes cidades do interior do estado, incluindo também Porto Alegre, além de seminários voltados para a qualificação de produtores locais.
 

Participam do projeto os seguinte artistas, que realizarão shows em suas cidades, e em outra cidade do estado, entre os meses de novembro de fevereiro:

- Similares (Bagé),
- Zudizilla (Pelotas),
- Bob Shut (Caxias do Sul),
- Jéf (Três Coroas),
- Sorry Shop (Rio Grande),
- Velocetts (Farroupilha),
- General Bonimores (Passo Fundo),
- Johnny Chivas (São Borja),
- Calvin (Santa Cruz),
- Rinoceronte (Santa Maria),
- Frida (Gravataí),
- Ana Muniz (Porto Alegre).

No final de fevereiro, o evento culmina com um festival-mostra com todas as bandas, e presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e da América Latina. Além disso, haverá um workshop com palestrantes locais destinado a mostrar a história da música, em especial da história e da evolução da música jovem do estado.


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Noite Senhor F: espaço e referência para as novas gerações


por Fernando Rosa

A última Noite Senhor F reafirmou o compromisso do evento com a renovação da cena e com a formação de público em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul e sede do festival El Mapa de Todos. No palco, as bandas Fire Department Club, Frida e Dévil Évil justificaram os comentários sobre o acerto da curadoria. Cada banda em sua onda, foram três shows dignos de qualquer grande festival em qualquer estado do Brasil.

Em especial, a 1ª Noite do ano destacou a banda Frida que, além de um belo show, mostrou a força de sua música na platéia. Ou seja, um bom número de fans de Gravatai, sua cidade natal, na Região Metropolitana, Cachoeirinha e Porto Alegre, cantando todas as músicas. Uma boa surpresa para quem não conhecia a banda e se perguntava “o que era aquilo?”.

Um fato que se repetiu ao longo dos mais de 10 anos de realização do evento, inicialmente em Brasília, entre 2001 e 2008, e desde 2011 em Porto Alegre. Nesse período, passaram pela Noite Senhor F artistas como Vanguart, em seu primeiro show fora de Cuiabá, Cachorro Grande, Faichecleres, Autoramas, La Pupuña, Phonopop, Superguidis, Los Porongas e tantos outros (veja a lista na página do evento, no menu acima).

Assim, humildemente, a Noite Senhor F, em parceria com o Opinião, dá mais um importante passo para tornar-se referência de produção musical jovem e ponto de encontro das novas gerações. Um papel que custa esforço de produção, respeito pelos artistas e bandas e, principalmente, pelo público que comparece no Opinião. E, claro, ouvir muita música, ver vídeos e ir a shows, o que não é trabalho, é diversão e prazer. 

(na foto: Frida p/Belisa Giorgis).