/Biografia


Ali Primera e as 'canções (sempre) necessárias'


por Fernando Rosa

Em tempos de guerra, cada país invoca seus heróis em todas as áreas da vida. No Venezuela, na música e na poesia, neste momento, é o caso de Ali Primera, "El cantor del pueblo". Nos anos setenta, ganhou lugar de destaque no movimento de novos cantautores latinos. Filiado ao Partido Comunista desde jovem, morreu em um acidente de carro em 1985. Em 2005, sua música foi declarada parte integrante do Patrimônio Nacional Venezuela.

Autor de "Techos de cartón", não se considerava um cantor de protesto, mas de "canções necessárias". "No canto porque existe la miséria, sino porque existe la posibilidad de borrarla, de erradicarla de la faz de la tierra", dizia ele. “Alí, tu canto siempre fue arma para la lucha, tu ejemplo y tu guitarra van grabados en nuestras banderas", disse Hugo Chávez. Ali cantava o sofrimento do povo submetido à pobreza e à desigualdade social.

Em 1972, o cantor e compositor gravou seu primeiro disco chamado "De una vez", que trazia os clássicos “Techos de cartón”, “Yo no sé filosofar”, “El despertar de la historia” e “No basta rezar”, entre outros. O disco foi gravado na Alemanha devido ao veto das gravadoras e dos meios de comunicação locais. Por conta disso, Ali fundou seu próprio selo discográfico - Cigarrón, para difundir sua obra.

Em matéria recente, o portal Telesur destacou que "actualmente, Alí es símbolo de lucha e ídolo de muchos jóvenes que ven en su música, su conciencia, su visión, su filosofía, un mensaje lleno de lucha revolucionária". Ali deixou 13 discos e mais um disco póstumo incompleto, e participou de diversos festivais em toda a América Latina. Para muita gente, o acidente que provocou sua morte foi um atentado.




/Matéria


Doo Wop, a força vocal da música negra


por Fernando Rosa

O Doo Wop nasceu como uma espécie de adaptação da tradição vocal negra americana ao nascente rock and roll, inicialmente circunscrito ao universo de consumo racial e praticamente restrito aos Estados Unidos. O gênero entrou em cena no final de 1949, com a presença do grupo The Orioles nas paradas das "Race Records" (de música negra) com Crying In The Chapel.

Os primeiros grupos que gravaram, além dos Orioles, foram The Dridles, The Crows, The Crew Cuts e The Chords - que fez sucesso com Sh-Boom, entre outros. Mas, dentre todos, o grupo que fez mais sucesso foi The Platters que, com a clássica e mega-hit Only You, conseguiu levar o gênero para o resto do mundo, ainda que sem a necessária identificação.

O número de grupos em atividade nos Estados Unidos, em meados dos anos cinqüenta, chegou a cerca de 5 mil, dentre os quais destacaram-se uma série de estrelas como The Heartbeats, The Marcels - com Blue Moon, The Moonglow's - com Sincerely, The Cleftones, The Cadillacs - com Gloria, e Frankie Lymon & The Teenagers - com The ABC of Love, entre outros.

Além dos grupos negros, também os grupos brancos tiveram participação e destaque no desenvolvimento do gênero, sendo o mais importante deles Dion & The Belmonts (The Wanderer/Lobo Mau), secundado pelo The Skyliners - de quem o grupo Guns & Roses regravou Since I Don't Have You.

Fora dos Estados Unidos, o Doo Wop não contou com grandes simpatias, apesar do esforço de determinados artistas locais, talvez pela sua raiz essencialmente negra e tipicamente americana. Em Liverpool, por exemplo, no início dos anos sessenta, haviam alguns poucos grupos de Doo Wop, como o The Chants que vez por outra é lembrado nas coletâneas de merseybeat.

No Brasil, entre outros, destacou-se o grupo The Snakes, liderado pelo futuro Tremendão da Jovem Guarda, Erasmo Carlos, que lançou seu único disco em 1961, contendo um cover para Sh-Boom. Alguns grupos da Jovem Guarda, como Os Iguais, entre outros, utilizaram-se das harmonias vocais típicas do gênero.

Cultuado ao longo das décadas seguintes, o doo wop conquistou adeptos que incorporaram o gênero ao seu estilo, como The Beach Boys, Mud (da fase glam rock) e The Rubinoos (anos oitenta) e bandas atuais mais atuais Wondermints, Birdwatchers ou Linus of Hollywood (anos noventa).

Mais identificados, o americano The Manhattam Transfer tratou de perpetuar a escola tradicional, enquanto na Alemanha, o grupo jovem e branco The Chaperals produziu em 1991 o disco Another Show, um ótimo revival do gênero.



Foto: The Heartbeats

 


/História do Rock


Capas de vinil, eternos objetos do desejo


por Fernando Rosa

Além da revolução musical e comportamental, a década de sessenta também mudou a concepção de apresentação dos discos. Se nos anos cinqüenta, a pobreza visual era total, com a beatlemania e, especialmente, com a psicodelia, as capas dos LPs ganharam status de arte. Uma ideia que, apesar do espaço físico menor, a era digital tentou manter com os CDs, em muitos casos até mesmo com sucesso - como a maioria do material da Rhino Records.

As mudanças ocorreram em vários momentos e de diversas formas, envolvendo os principais artistas. Os Beatles lançaram um dos primeiros álbuns com capa dupla - Beatles For Sale, os Rolling Stones não colocaram o nome na capa de seu primeiro álbum e Jimi Hendrix incluiu um encarte com as letras das músicas no álbum Axis: Bold As Love. Um pouco depois, os mesmos Beatles lançaram o álbum Let It Be dentro de uma caixa, com uma verdadeira parafernália gráfica, os Stones colocaram um fecho-éclair de verdade na capa de Stick Fingers (criação de Andy Warhol) e o Jefferson Airplane embalou Bark com um saco de supermercado.

A partir de então, instalou-se uma verdadeira guerra de capas, que resultou em obras que eternizaram-se na memória visual de muita gente. Entre eles, apenas para citar algumas: Atom Heart Mother, do Pink Floyd, com a vaca na capa; Physical Graffiti, do Led Zeppelin, com suas janelinhas; e o primeiro Velvet Underground, com a banana. E, o mais inventivo deles, Sgt. Pepper's, com sua galeria de personalidades, que detonou uma série infindável de covers e sátiras, até os dias de hoje.

No Brasil, também rolaram experiências interessantes, com a caixa contendo três discos dos grupos The Beggers e The Black Stones, por volta de 1966, talvez a primeira box-set da história do disco. Depois, a capa de A Banda Tropicalista do Duprat, com sua estética tropicalista colada de Sgt. Peppers destacou-se na segunda metade dos anos sessenta. E, já em setenta e dois, Caetano Veloso com o disco-objeto Transa - uma capa que formava um triângulo, radicalizou a experimentação gráfica.

Atrás de cada banda e de cada gravadora estavam artistas que, ou já atuavam em outras áreas, ou fizeram nome e fama com o mundo do rock and roll. Entre eles, o artista da pop-art Andy Warhol, que produziu as capas do Velvet e dos Stones, o cartunista Robert Crumb, que fez Cheap Thrills de Janis Joplin e, ainda, a agência Hipgnosis, responsável pelas viagens visuais das capas do grupo Yes, especialmente. No Brasil, um dos principais criadores foi Rogério Duarte, autor de capas que contribuíram para afirmar a estética do movimento tropicalista.

Nos anos dois mil, alimentando a briga em favor dos amantes das velhas capas de vinil, a indústria do disco passou a lançar CDs reproduzindo os formatos originais, e em papel. Um exemplo radical dessa iniciativa é o álbum duplo Exile On Main Street, dos Rolling Stones, relançado no tamanho CD com encartes, incluindo até mesmo a cartela de postais com a banda, em miniatura. Tanta "fobia" resultou no retorno do vinil, com suas belas capas expostas em lojas mundo afora, realimentando velhos e novos vícios.

 


/Matéria


Yangos, das raízes pampeanas à sintonia latina


por Fernando Rosa

No festival El Mapa de Todos, em Porto Alegre, em maio passado, o grupo dividiu o palco do Theatro São Pedro com Francisco El Hombre, abrindo a noite. Ao final do show, um público que lotou a casa, em boa parte para ver FEH, aplaudiu a banda de pé com longo, sincero e entusiasmado aplauso. Um som instrumental, desconhecido, produzido por instrumentos não tão usuais àquele universo, arrebatou um público jovem e, digamos, mais "roqueiro.

Natural de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, o quarteto Yangos é a cara da nova música do Rio Grande do Sul, em seu sentido mais amplo. Instrumental, à base de gaita, violão, teclados/piano e bombo leguero, ativa a memória de sonoridades das profundezas da música regional. Ao mesmo tempo, veste suas composições com arranjos modernos e ousados, algo como um encontro de Lúcio Yanel, Astor Piazzolla (influência confessa) e grupos modernos, como os citados Francisco El Hombre.

Em seu novo disco, "Chamamé", o grupo aprofunda suas conexões com a música do continente latino-americano, em especial dos países do Pampa. Em sua nova produção, acompanham o espírito da vanguarda musical colombiana, afundando um pé nas raízes tradicionais e outro na vanguarda, abrindo novos horizontes para a música tradicional. Talvez seja por isso que, pelo interior do próprio estado, cada vez mais jovens se identificam com a sua música, assim como já ocorreu anteriormente com o gaiteiro Borghetinho.

Yangos é um quarteto de música instrumental formado em 2005 por César Casara (teclados), Cristiano Klein (bombo leguero e percusão), Rafael Scopel (acordeom) e Tomás Savaris (violão). No disco e também em shows intensos, os quatro dão atualidade para gêneros como milonga, rasguido-doble, chamamé, tango, zamba gaucha e chacarera. "Chamamé" sucede Tangos y Milongas (2009), Às Pampas (2013) e o DVD "Pampa: Pátria de Todos" (2016), gravado em parceria com o cantor argentino Dante Ramon Ledesma.




Foto: Natália Biazus/Divulgação


/Matéria


Swell Maps, o futuro no passado


por Fernando Rosa

Os dois irmãos-gênios fundadores já estão mortos. Epic Soundtracks morreu em 1997. Nikki Sudden morreu em 2006. Eles fundaram o Swell Maps em 1977, em plena explosão do punk. Em sua curta carreira, gravaram apenas dois discos e quatro singles. E fizeram cerca de 50 shows, até acabar por volta de 1980, sem motivos aparentes. Os discos: A Trip To Marineville (1979) e Jane From Occupied Europe (1980). Duas pérolas que influenciam secretamente até hoje.

Os dois discos são geniais. O primeiro ainda um pouco preso às influências, digamos, tradicionais – T. Rex e Can, entre eles. Já o segundo, uma obra absurdamente futurista que, certamente, ajudou a formar gente como Jesus and Mary Chain, Sonic Youth e Pavement, por exemplo.

Impressiona ainda hoje a modernidade do som produzido pelos dois e mais alguns companheiros de viagem. Quando o "noise" ainda era meio mal visto, os dois produziram uma obra com “barulhos” em profusão. Mas, sem nunca perder o senso rock, garantido por pegada e instrumental punk, com guitarras “anos noventa".

Jane From Occupied Europe, especialmente, é um clássico de todos os tempos do rock. Se tocar em alguma pista nos dias de hoje, será facilmente confundido com os modernos representantes do eletro-rock. Mas, claro, poucos, ou mesmo nenhum, deles terá a mesma tensão, o mesmo espírito revolucionário do Sweel Maps.

Após o fim da banda, Epic Soundtracks integrou a banda Crime and the City Solution, enquanto Sudden tocou com REM, Wilco e formou sua própria banda, a ótima Jacobites. Tanto Jane ..., quanto A Trip ... ainda podem ser encontrados nas grandes lojas da rede mundial, por preços bem acessíveis. Swell Maps é o passado no futuro, ou o futuro no passado. Não deixe de ouvir.





Vídeos

/Videoclipe


Alex Sant'Ana lança single-clipe Insônia


O sergipano Alex Sant'Ana é um dos grandes compositores e também intérpretes da música popular brasileira. Com acento nordestino, canta o que se poderia chamar de sambas com grande sensibilidade. Seu novo single-clipe, extraído de EP com três canções é um exemplo disso. A música tem a força dramática das suas composições, acentuadas por um instrumental ousado e psicodélico. Além de Insônia, com participação de Diane Velôso, o EP traz ainda Fudeu com Nicole Donato e Tudo com Anne Carol. Com ele, estão os músicos Leo Airplane nos teclados, Luiz Oliva na guitarra, Rafael Ramos no baixo e Rodrigo Antônio na bateria. Um som que prenuncia um novo disco-cheio tão legal quanto o anterior. 


/Ao vivo


Bareto, para bailar e pensar


Ao vivo em Lima, os peruanos Bareto com a música La Pantalla, em que criticam o contéudo das televisões em seu país, o que também vale para o Brasil e todos os demais países latinos. 


/Videoclipe


Clássica Sueño con serpientes, de Silvio Rodriguez, com Los Bunkers


A música está no disco "Musica Libre", lançado em 2010, com o grupo Los Bunkers, chilenos, na época radicados no México. O disco trazia 12 originais de Silvio Rodriguez rearranjadas para o universo do rock e do pop moderno. Junto com o grupo em algumas canções estão os cantores Manuel García e Francisco Durán.


/Videoclipe


Dia Mundial da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha


Em comemoração ao dia, um clipe com o Grupo Canalón de Timbiqui, destacando Nídia Gongora, cantando a cultura do caribe colombiano.


/Videoclipe


Clipe de Mudo, da banda Tagore, de Recife


Clipe da música Mudo, que abre o disco Pineal, da banda Tagore, de Recife. Pernambuco. Tagore é uma das bandas mais importantes da nova cena musical brasileira atual. Em seu som, misturaram-se as sonoridades modernas do rock com influências da clássica psicodelia nordestina dos anos setenta.


Resenha



Senhor Player


Protodemo 4/30

Protótipos de demonstração - Vol 24




El Mapa de Todos - 7ª edição

/Festival


Balanção: Festival El Mapa de Todos 2017


por Leonardo Vinhas

Somadas suas seis edições anteriores, o festival El Mapa de Todos trouxe nada menos que 96 artistas de 11 países – não só das Américas, mas também de Espanha e Portugal. E embora já houvesse a presença de artistas desses países esporadicamente em um ou outro festival, o El Mapa foi indiscutivelmente o primeiro a tomar a bandeira da integração pela música como sua razão de ser.

Essa história nos traz a sua mais recente edição, a primeira organizada com mais de um ano de intervalo em relação à anterior, e a menor em número de atrações. Em 2016, por questões de orçamento e logística, o festival não ocorreu. Somente agora, em 2, 3 e 4 de maio de 2017 (antes acontecia em novembro ou dezembro), que a sétima edição ganhou vida, com sete artistas (houve anos em que chegaram a ser 17) pinçadas de Brasil, Colômbia e Uruguai (e México, se você contar que dois integrantes da Francisco el Hombre nasceram no país norte-americano). Apesar das dificuldades – ou até por causa delas – a organização decidiu apostar no fortalecimento de sua proposta. “Um festival só passa a existir depois de sua quinta edição”, diz Fernando Rosa, o idealizador do El Mapa. “Até então, é tentativa e erro até acertar”.

O secular Theatro São Pedro (fundado em 1858!), no centro de Porto Alegre, foi o palco de todas as noites do festival em 2017, e em sua escolha residem dois diferenciais repetidamente defendidos por Rosa: o primeiro é a concentração de todos os shows em um só lugar, o que evita a dispersão de público que fatalmente ocorreu nas duas últimas edições, que se dividiram em diferentes locações; e a escolha por um lugar onde a música é o único objetivo possível.

“Já tem muito evento que traz opções de oficinas, comidas, diversões e outras artes, tudo junto. E é bom que exista essa diversidade. Mas nosso foco é totalmente a audição de música”, explica Rosa. E de fato, o objetivo é cumprido: mesmo nos momentos mais explosivos, viu-se uma compenetração por parte do público que não seria possível em outro lugar que não um teatro.

A primeira noite foi a mais intensa e mais emblemática. Isso porque a Francisco el Hombre é indubitavelmente “a cara da integração latino-americana”, como diz Fernando Rosa. E isso não é exatamente porque é uma banda formada por brasileiros e mexicanos, mas principalmente porque sua música congrega elementos do Brasil, do México e da América do Sul em tão grande profusão que fica difícil enxergar limites entre eles. E honestamente, limites para que?

A banda – que tem feito uma média de 15 shows por mês – comprovou seu poder de convocatória garantindo a lotação total do Theatro São Pedro (640 pessoas) e ainda deixando gente de fora. E o estado de comunhão que se gerou entre eles e seu público foi algo para ficar na história do El Mapa e até mesmo dos palcos porto-alegrenses.

Os presentes só não invadiram o palco porque a organização, temerosa que algo assim acontecesse (como tinha acontecido em 2015 no show do Onda Vaga no Salão de Atos da UFRGS), pediu encarecidamente que não o fizessem antes do show. Isso, porém (e felizmente), não impediu que as pessoas dançassem praticamente sem pausa entre as fileiras de assentos, se esgoelando nas canções que já têm status de hit underground, como “Bolso Nada”, “Tá com Dólar, Tá com Deus” e “Calor da Rua” – essa com citação de “Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada”, da Nação Zumbi.

Aliás, ecos de Chico Science (e não a Nação Zumbi atual) e Novos Baianos podem ser identificados no som, especialmente no poder percussivo e na leitura mais roqueira da música brasileira. Porém, se é para buscar um referencial, é mais adequado recorrer ao Mano Negra, devido à alternância e combinação de vozes (da percussionista Juliana Strassacapa, do baterista Sebastián Piracés-Ugarte e de seu irmão, o violonista Mateo), à energia bruta dos integrantes no palco e pela proposta que condensa, em som e discurso, uma vida sem fronteiras étnicas ou nacionais.

É incrível ver como evoluíram de uma banda de músicos de rua para a artilharia rítmica que são hoje. Não só a sonoridade cresceu, mas também a performance, em especial a figura andrógina e hipnótica de Mateo. Mas todos os cinco (fazem parte ainda o guitarrista Andrei Martinez Kozyreff e o baixista Rafael Gomes) têm seu lugar no palco – que aliás, é montado com todos no mesmo nível e na mesma linha horizontal, bateria ao centro.

“Triste, Louca ou Má” foi o único momento de descanso rítmico, mas não emocional. Numa versão ainda mais climática que a de estúdio, contaram com a participação da gaúcha Lara Rossato, dividindo as vozes e os olhares com Juliana Strassacapa. Teve muito olho marejado (inclusive das duas cantoras), reação condizente com a forte declaração da canção (“Um homem não te define / sua casa não te define / sua carne não te define / você é seu próprio lar”). Daria para descrever outros momentos de emoção, como a catarse provocada pela mudança na letra de “Não Vou Descansar” (“Não vou descansar / até o Temer derrubar”), o choque causado em alguns dos cascudos e conservadores roqueiros porto-alegrenses ou os muitos presentes de cabelos brancos (de ambos os sexos) que mostravam vigor e sorriso de moleque durante toda a hora e vinte de show. Mas isso seriam apenas retratos de uma paisagem maior. O fato é que Francisco el Hombre é um fenômeno, e se nada interromper esse caminho, não tardará a fazerem história no panorama cultural brasileiro.

Antes deles, a caxiense Yangos entregou sua sonoridade inspirada em gêneros tradicionais dos pampas, só que filtrada por energia roqueira. O veterano jornalista argentino Claudio Kleiman, da Rolling Stone de seu país, definiu tal sonoridade como “power folklore” (ou “power folk”, para simplificar) – um rótulo bastante justo. A estampa gaudéria do quarteto demorou a se dissolver na percepção da plateia, já que começaram um pouco mais contidos que de hábito. Mas já na quarta música o pianista Cesar Casara estava com seus habituais remelexos tal qual um Flea do piano, e os antes pacíficos Tomás Savaris (violão) e Rafael Scopel (acordeão – ou gaita, dependendo de onde tu vives) se mostraram soltos como nunca, com entrosamento superior à muita dupla de guitarras do metal por aí (não por acaso, gravaram há pouco uma versão de “The Trooper”, do Iron Maiden). O percussionista Cristiano Klein, por sua vez, não sabe parar quieto mesmo, e já estava desde a primeira canção tirando timbres quase de acid jazz à charrua em seu bombo leguero.

Em teatro, aparecem mais claramente as nuances da música da Yangos, e é interessante que isso aconteça sem tirar a força bruta que diferencia seu trabalho de qualquer outra coisa que use elementos de milonga, chamamé e murga. Trazendo no repertório muitas composições do novo álbum, “Chamamé” (a ser lançado no final de maio), conseguiram cativar o público que havia ido lá para ver a atração principal. Ainda que não tenha sido uma apresentação tão brutal quanto costumam fazer em palcos menos formais, foi igualmente consagradora.

Já o dia 3 trouxe uma mudança radical de tom ao palco do El Mapa. A gaúcha Carmen Correa e o uruguaio Daniel Drexler se apresentaram cada qual sem banda, e isso trouxe resultados diferentes para ambos.

Para Carmen, que lançou no fim do ano passado o excelente álbum “Do Outro Lado”, a situação foi algo ambígua. Por um lado, o formato minimalista destacou sua voz, de uma gravidade ímpar, que em nada lembra o triste padrão repetitivo que se consagrou na MPB. Por outro, a sonoridade, completada por loops de violão e percussão criados na hora por seu parceiro de palco Gabriel Sá, despiu as canções de boa parte de sua força. “Tivemos que escolher um formato que nos permitisse circular mais”, explicou a moça. É justificável, mas realmente é uma pena deixar de lado os arranjos tão bem montados.

Carmen tem carisma e uma postura meio deslocada com o palco que até funciona como charme. Mas em alguns momentos ela parecia realmente atrapalhada com a dinâmica do show, desconfortável com o senta-e-levanta que ela mesma concebeu. Esse “estranhamento”, e a notável preocupação de Gabriel com a construção dos loops, engessam um pouco o formato. Assim, o show resulta interessante, mas com uma inegável sensação de que poderia ter sido melhor. Mais solto.

Já no caso do irmão menos famoso do clã Drexler a ausência de banda foi benéfica. O som de Daniel é bastante decalcado de seu irmão Jorge, especialmente em algumas construções líricas, e não traz o vigor mostrado por seu outro irmão, Diego. Porem, munido apenas de um belíssimo violão Yamaha e uma boa escolha de timbres, Daniel conseguiu revelar um carisma e um apelo pop que não aparecem em suas versões de estúdio.

Drexler toca com frequência em Porto Alegre, e formou um público local fiel. Mesmo sem ter esgotado as entradas, atraiu uma plateia mais que respeitável para uma quarta-feira. Com um desenho precioso de iluminação e com a comunicação em português fluente, manteve a atenção desse mesmo público durante os quase 90 minutos de seu show. Porém, tivesse sido menos e a impressão final teria sido melhor para um convertido – ou mesmo para os fãs, já que o bis não foi assim desesperadamente solicitado… Uma hora só de violão e voz deixou uma alternância de simpatia e sono, aqui e ali. De qualquer forma, despido dos arranjos sem graça do estúdio, a música de Daniel Drexler mostra-se bem mais acessível que em estúdio.

O rapper pelotense Zudizilla abriu a última noite do festival, e fez história por ter sido o primeiro show de rap realizado no Theatro São Pedro. E não dá para destacar muito mais que isso. Apesar do notável bom gosto dos samples tirados pelo DJ Micha, o som não escapava das fórmulas do gênero, repetindo clichê atrás de clichê – não só na estrutura das canções, mas também no discurso. O populismo de palco (“Vamo fazê barulhoooooooo”, repetido à exaustão), sua insistência em lembrar que o rap é “marginalizado” e que “tem que ser aceito” deram certo com o público naquele momento, mas é um trabalho ainda bastante imaturo e incipiente.

O oposto pode ser dito do Romperayo, um quarteto colombiano que pega os estilos musicais de seu país, do Pacífico e do Atlântico (sim, cada litoral tem sua tradição), e os transforma em uma música solta e vibrante. Vallenato, mapalé, cumbia, zouk e outros passam por uma concepção muito particular da psicodelia e disparam numa locomotiva dançante conduzida pelo monstruoso baterista Pedro Ojeda (que também integra Los Pirañas, Frente Cumbiero, Meridian Brothers e outras muitas bandas). Sua maneira de tocar levaria um desavisado a pensar que tem pelo menos dois percussionistas a acompanhá-lo. Mas não: é só que o magrão, com um visual de Nick Cave desencanado e tropical, é um dos melhores bateristas do mundo. Se fizéssemos com nossa vida o que ele faz com seu kit percussivo, o mundo seria um lugar muito melhor.

Os timbres da guitarra do francês Guillo Cros passam longe da obviedade (em alguns momentos, sequer soam como guitarra), Jhon Socha (baixo) e Juan Manuel Toro (sampler e efeitos) criam o trilho para a tal locomotiva passar, enchendo a paisagens de detalhes divertidos. Aliás, o humor é essencial para a banda que, mesmo instrumental na maior parte do tempo, capricha em títulos como “Que Viva la Vida y Muera la Muerte” ou “Alegría por um Zumo de Naranja con Panela”. E o comando de Pedro Ojeda com a plateia é notável – já na terceira faixa, interrompeu uma música ainda na introdução para dizer que havia algo errado. “Vocês estão sentados!”, apontou, e logo o público estava em pé e dançando atrás dos assentos (ou entre eles). Dançou quem sabia e quem não sabia – se a música da banda é livre, por que os movimentos do corpo não seriam? Show de deixar sorriso na cara de todo mundo.

A alegria tomaria outra forma durante o show do Boogarins. Anunciada pela organização como “a banda brasileira que mais circula no exterior”, os goianos comprovaram seu status de banda de culto junto ao público gaúcho, que cantou junto suas canções, mesmo que a maioria delas tenha estrutura e fonética bem pouco convencionais (uma exceção mais assimilável, “6000 Dias”, foi recebida como gol em final de Copa do Mundo). Ao vivo, estão mais intensos e menos ruidosos do que em seus primeiros anos (2013-2015). Há ainda momentos excessivamente “quebrados” – algumas passagens tão cheias de efeitos, dissonâncias e “uóuóuóns” que ficava difícil para um “não-devoto” manter a atenção. Porém, esses não tomam grande importância diante da força coesa criada pela bateria de Ynaiã Benthroldo e a guitarra de Benke Ferraz. Dinho Almeida usa a voz como um instrumento, intensificando as tramas dos companheiros, ou criando choque entre elas, e o baixo de Raphael Vaz adota semelhante alternância. O “produto externo bruto” disso tudo é um show que não segue nenhum padrão identificável, e que mesmo não agradando a todos, recupera o bom nome e o sentido real da expressão “música psicodélica”. Encerraram o show com uma versão estendida de “Lucifernandis”, que dedicaram a Pedro Souto, baixista brasilense (das bandas Almirante Shiva, Judas e Cassino Supernova), falecido naquele mesmo dia.

Ainda que mais breve, a sétima edição do El Mapa de Todos apresentou uma proposta de formato mais que satisfatória para público, organização e crítica. A missão de integrar as linguagens do continente segue vigente, ainda que seja justo torcer para que as novas edições ocorram em tempos menos bicudos no país, para que caibam mais convidados dos países latino-americanos, como costumava ser. Na verdade, esse é o grande diferencial do El Mapa: mesmo que com acertos e erros, cada edição termina deixando a forte sensação de que um mundo menos sisudo e menos preconceituoso é possível. Nunca é pouco, mas é especialmente valioso nos dias atuais.


/Festival


El Mapa De Todos: Latinoamérica se unió en Porto Alegre


por Claudio Kleiman

El Mapa de Todos, el festival que promueve la integración latinoamericana a través de la música, llegó a su 7ª edición, realizada en la ciudad gaúcha de Porto Alegre, capital de Rio Grande do Sul. En esta oportunidad, el lugar elegido fue el Theatro São Pedro, el más antiguo de la ciudad, un bello edificio colonial fundado en 1858, con capacidad para 800 personas. Teniendo en cuenta las características del teatro, esta edición redujo la cantidad de participantes, que fueron dos por noche, excepto la última, que contó con tres artistas, reunidos por un eje conceptual.

La primera noche estuvo dedicada a grupos que encarnan la idea de integración que anima el Festival, a través de la fusión de estilos . El cuarteto acústico Yangos, de Caxias do Sul, integrado por acordeón, guitarra, piano y bombo legüero, interpreta un repertorio instrumental con ritmos del sur brasilero y el litoral argentino, como chamamé, chotis, milonga y rasguido doble, dotándolos de un notable empuje rítmico y despliegue escénico, que denota el origen rockero de algunos de sus integrantes.

Francisco El Hombre, integrado por músicos brasileños y mexicanos, fue la revelación del Festival. Con un baterista situado en el medio del escenario, más otros dos vocalistas - una mujer y un cantante de porte andrógino que recuerda a Ney Matogrosso en sus épocas de esplendor -, más un guitarrista y un bajista que parecen salidos de la banda de Captain Beefheart, cantan en castellano y portugués un repertorio propio que explota con una energía indómita. Pusieron a bailar a todo el teatro, con una frenética mezcla de ritmos del nordeste brasileño, afro y Latinoamérica, y letras plenas de idealismo indie. Estos elementos, sumados a una presencia escénica arrasadora, convierten a Francisco El Hombre en una fuerte promesa para todo el sur del continente.

La segunda noche tuvo como eje a una dupla de cantautores intimistas, contrastando con el carácter extrovertido de la jornada inicial. La cantante Carmen Correa, mostró una voz inusualmente expresiva, en temas propios con una fuerte carga dramática, en algunos casos abordando temáticas de género. Su teatralidad puede recordar a la Maria Bethania de los comienzos.

El uruguayo Daniel Drexler es un conocido del público argentino, y tiene mucha convocatoria en Porto Alegre, donde la audiencia hizo un silencio casi religioso para escuchar temas extraídos de sus últimos álbumes - especialmente Mar abierto, de 2012 -, más algunos estrenos pertenecientes a un nuevo CD que está grabando actualmente en Río de Janeiro. Entre ellos "Palermitana", que se refiere al barrio montevideano cuna del candombe (no el porteño).

La noche de cierre tuvo como indudable protagonista al grupo brasileño con mayor proyección internacional en la actualidad, Boogarins, cuyo público colmó las instalaciones del teatro. Antes estuvo Zudzilla, un rapper gaúcho natural de Pelotas, que se presentó acompañado de otro vocalista y un DJ, con bases fuertemente apoyadas en samples de soul de los 60, y una temática claramente regional. Fue la primera vez que el São Pedro albergaba un artista de hip hop, lo cual convirtió su actuación en un acontecimiento.

A continuación se presentó la banda colombiana Romperayo, que fue otro de los highlights de El Mapa de Todos. Liderada por el baterista Pedro Ojeda, que también integra Los Pirañas y Frente Cumbiero, su combinación de ritmos folclóricos colombianos (cumbia amazónica, porro, palenque, puya) con rock, electrónica y psicodelia es absolutamente irresistible. Pedro suena como si fuera un baterista y una sección de percusión al mismo tiempo, y su rítmica contagiosa hace que los cuerpos no paren de moverse al compás de temas como "Zumo de naranja", "La linterna", "Aníbal vuélvela a meter" (homenaje al gran acordeonista Aníbal "Sensación" Velázquez), "Que viva la vida pero que muera la muerte", "Afterpartis en colegios", y el "estreno mundial" de "Los marihuano boys".

Boogarins, la banda de Goiania, sumergió al público en una verdadera liturgia psicodélica, un encantamiento del que el público pareció despertar sólo cuando culminaron sus 80 minutos de show. Si bien se los suele comparar con Os Mutantes, por el delirante vuelo tropicalista, y con Love, por su composición multirracial y melodías con aires étnicos, quizás el paralelo más aproximado de Boogarins en esta etapa sea con el primer Pink Floyd. Las improvisaciones de forma libre en las que se sumerge el grupo en forma colectiva, incluyendo al cantante procesando su voz como si fuera un instrumento más, traen a la memoria los días experimentales de Floyd con Syd Barrett, añadiéndole un toque moderno en la instrumentación que no excluye la electrónica, a la manera de Tame Impala o The Flaming Lips. Una buena descripción del hechizo que despliegan es el título de su reciente álbum en vivo, "Desvío Onírico".

La nueva edición de El Mapa de Todos confirmó que es un evento cuyas propuestas mutan permanentemente, a la vez que se mantiene fiel a su premisa en de ser una gran plataforma de lanzamiento de artistas de la escena indie y alternativa, y funcionar como puente de unión de la música latinoamericana. Esta vez, el Festival estuvo dedicado a Violeta Parra, al cumplirse 100 años de su nacimiento, y varios artistas incluyeron en su repertorio algún tema de la gran compositora y cantante chilena.

* Matéria originalmente publicada na revista Rolling Stone. 

Foto: grupo Romperayo, da Colômbia, por Paulo Capiotti.


/Festival


El Mapa de Todos, 7 vezes integração


Da Redação

O El Mapa de Todos chega a sua sétima edição, novamente em Porto Alegre, em 2017, com patrocínio da Petrobras. O festival, pelo qual já passaram 96 artistas, de 11 países da América do Sul, Central, México, Espanha e Portugal, acontece nos dias 2, 3 e 4 de maio. Neste ano, o Theatro São Pedro, a “catedral” da cultura gaúcha, acolhe as três noites do evento. Nesta edição, El Mapa de Todos conta com o apoio especial de Spotify, o “player oficial do festival”, e do programa Ibermúsicas.

Em sua sétima edição, a programação conta com sete atrações, que representam as mais variadas vertentes musicais do nosso continente. O uruguaio Daniel Drexler, com sua canção pampeana. Os mexicanos-brasileiros Francisco, el Hombre, com o som das ruas do continente. Os brasileiros Boogarins e sua psicodelia internacional. Os colombianos Romperayo com um mix de música tropical envenenada por psicodelia, samplers, sintetizadores e percussão. E, fechando o lineup, Yangos, Carmen Correa e Zudizilla levam para o festival a diversidade da música gaúcha.

O El Mapa de Todos cumpre, mais uma vez, o objetivo de promover a integração por meio da música. Nas edições anteriores, o festival colocou o Brasil em contato com a América Latina e com toda a região ibero-americana, até então de difícil acesso para muitos artistas locais e para o público em geral. Ao longo dos anos, o El Mapa de Todos se tornou uma referência regional e internacional, reconhecido por publicações como Billboard e Rolling Stone, da Argentina. “El Mapa de Todos, mucho más allá de ser un festival de musica, es un verdadero lugar de encuentro”, registrou o portal espanhol Zona de Obras, em 2015.

100 ANOS DE VIOLETA PARRA

A sétima edição do El Mapa de Todos será dedicado à cantora e compositora Violeta Parra, autora de clássicos do folclore latino, como “Gracias a La Vida”, “Volver a Los 17”e “La Carta”, entre outros mais. Em 2017, o Chile vai comemorar os 100 anos do nascimento da artista, que morreu em 1967, com mais de uma centena de composições gravadas, sempre comprometidas com a luta dos oprimidos e dos explorados no continente. Também artista plástica e ceramista, Violeta é considerada a fundadora da música popular chilena e teve diversas canções gravadas no Brasil, por artistas como Milton Nascimento, Elis Regina e MPB4.

EL MAPA DE TODOS 2017

Onde:
Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº)

APRESENTAÇÕES

2/5 - terça

21h00 - Yangos
22h00 - Francisco, el hombre

3/5 - quarta

21h00 - Carmen Correa
22h00 - Daniel Drexler

4/5 - quinta

20h00 - Zudizilla
21h00 - Romperayo
22h00 - Boogarins



Ingressos:

Platéia – 60,00 (inteira); 30,00 (meia-entrada; estudantes e público em geral, mediante 1 kg de alimento não perecível, 1 livro ou 1 brinquedo)
Camarotes – 40,00 (inteira); 20,00 (meia-entrada, mediante as mesmas condições)
Galeria – 20,00 (inteira); 10,00 (meia-entrada, idem)

Pontos de venda:

Bilheteria do Theatro São Pedro - http://www.teatrosaopedro.com.br/ - Praça Marechal Deodoro, s/n°, Centro Histórico / Porto Alegre/RS, Fones: (51) 3227.5100, (51) 3227.5300

* Em breve, link para venda eletrônica

Classificação:
14 anos

Patrocínio: Petrobras e Governo Federal
Apoio: Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre, Força Sindical, Ibermúsicas, Spotify

Festival Filiado a FBA - Festivais Brasileiros Associados

Player oficial: Spotify
https://open.spotify.com/user/elmapadetodos

Informações:
www.teatrosaopedro.com.br
www.facebook.com/elmapadetodos

Evento oficial: www.facebook.com/events/14530379265670

* Foto de capa: Paulo Capiotti.


/Festival


Em seu centenário, Violeta Parra é homenageada do El Mapa de Todos


por Fernando Rosa

Em 2017, o Chile e a humanidade comemoram os 100 anos de nascimento da compositora e cantora Violeta Parra. Violeta del Carmen Parra Sandoval nasceu em San Carlos, em 4 de outubro de 1917 e morreu em 5 de fevereiro de 1967, em Santiago do Chile. Também artista plástica e ceramista, ela é considerada uma das mais importantes folcloristas do mundo e fundadora da música popular chilena.

Antecipando-se aos esperados eventos comemorativos, os chilenos Leo Beltrán –Niño Viejo – e Cecilia Toro – Plastivida, uniram-se para produzir o documentário "Cantar con sentido". Trata-se da biografia de Violeta Parra - sua vida e carreira de 49 anos - contada em um stop-motion em "plastilina" (massa de modelar), com duração de 23 minutos. O resultado é um registro histórico fundamental e uma emocionante homenagem a fantástica artista chilena.

Em matéria no portal espanhol Zona de Obras, os autores do documentário afirmam que "la investigación fue intensa y tratamos de ser lo más fieles al mundo que descubrimos cuando investigamos los pasajes de la apasionante vida de Violeta Parra". Desde a estreia em maio de 2015 no Festival Chilemonos, a obra já foi exibida na Polônia, França, entre outros países. A sétima edição do Festival El Mapa de Todos, que acontecerá em maio, em Porto Alegre, será dedicado à Violeta Parra.






/O FESTIVAL


Babasónicos, show memorável na 1ª edição do El Mapa de Todos


A banda Babasónicos realizou um dos shows mais inesquecíveis do festival El Mapa de Todos. Os argentinos apresentaram-se na primeira edição do festival, que ocorreu em Brasília, no Espaço Brasil Telecom. Como se estivem tocando para um ginásio lotado, o grupo levou o público presente literalmente ao delírio, como mostra o...


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/O FESTIVAL


El Mapa de Todos, conceito e qualidade em 2011


da Redação

“O que mais importa são as pessoas”, disse em um bom português Xoel López, músico da Galícia, Espanha, ao despedir-se do El Mapa de Todos, traduzindo o clima de integração musical, cultural e afetivo que marcou os três dias do festival, realizado nos dias 12, 13 e 14 na capital...


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/O FESTIVAL


Uruguaio Franny Glass conquista público gaúcho


O cantor e compositor uruguaio Franny Glass fez um dos shows mais aplaudidos do festival El Mapa de Todos. Com repertório baseado em seu terceiro disco, Podador Primaveral, ele conquistou o público gaúcho. Em vários momentos, o público ensaiou cantar junto as músicas.


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/O FESTIVAL


El Mapa de toda a América


por Paulo Finatto Jr. / Noize

No final de novembro, Porto Alegre sediou a quarta edição do festival El Mapa de Todos. Com o intuito de integrar a cena independente da América Latina, o evento levou para o palco do Opinião, pelo terceiro ano consecutivo, um apanhado do que surgiu de melhor nos últimos anos no Brasil e nos seus...


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/O FESTIVAL


Festival El Mapa de Todos, integrando a América Latina


da Redação

“En su quinta edición, El Mapa de Todos volvió a dejar claro en la ciudad brasileña de Porto Alegre que su apuesta por la integración no se detiene y es atrevida, reafirmándolo como un festival que celebra la diversidad sonora desde lo estético y reivindica el peso histórico de la...


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/O FESTIVAL


El Mapa de Todos no centro da integração


da Redação

Em sua sexta edição, o Festival El Mapa de Todos consolidou sua posição de vanguarda do processo de integração musical iberoamericana. Realizado pela Produtora Senhor F, com patrocínio-master da Petrobras, o festival confirmou seu papel de plataforma de intercâmbio regional. No palco, na...


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Indie Brasil

/Noite


Antes que a memória desapareça no ralo da internet


Da Redação

"A memória dessa geração irá pelo ralo" se nada for feito para preservar os registros produzidos. A afirmação de um jornalista sintetizou uma conversa anterior com músicos - sem sua presença. A sintonia na análise deve-se, talvez, a uma visão mais ou menos evidente para quem viveu aqueles momentos. Estamos falamos da primeira geração pós-internet, que gravou e lançou centenas, milhares de singles, eps e discos-discos. Virtual e fisicamente.

A opinião comum às pessoas é que a tendência é esse acervo perder-se ao longo do tempo, por diversos motivos. Um deles, é a própria forma de produção desse período, dispersa e em pequenas tiragens. Outra, contraditoriamente, tem a ver com o próprio meio que facilitou a vida de todos. Inicialmente, o MySpace, depois a Trama Virtual e, ainda, outras ferramentas de streaming. Ocorre que a maioria deles desapareceu e levou junto os acervos.

Para tentar resgatar a produção desse período, o portal Senhor F desenvolveu o projeto "OBJETOS ANTES CHAMADOS DISCOS (1º Catálogo do rock independente brasileiro da geração pós-internet - 1998/2013) - Singles, EPs e Discos-Cheios". Trata-se de uma plataforma virtual, com capas, biografias e possibilidade de audição das obras. Em fase "demo", para manter fidelidade à época, o projeto já reuniu cerca de 1.000 discos-cheios e centenas de singles e EPs do período. 

"Lançamos o portal, então Senhor F - A Revista do Rock" em 1998 e, desde então, mantivemos um estreito contato com a cena independente nacional", diz Fernando Rosa, editor do portal e curador do projeto. "De todas as regiões, a redação da revista recebia semanalmente singles, demos e discos-cheios", que ganhavam notas, matérias, circularam pela Parada Senhor F", continua. Esse material - físico, ressalta o curador - guardado cuidadosamente é a base do projeto.

Até o momento, já foram produzidos 30 volumes da série voltada para apresentar os singles e EPs - demos, semi-industrial e prensados industrialmente, contendo 11 músicas cada um. Sem cronologia, mas compondo um mosaico interessante para valorizar a audição, a coleção reúne 275 artistas e grupos - dois volumes extras repetem os artistas. Entre os nomes, gente do Acre ao interior do Rio Grande do Sul. "É uma verdadeira arqueologia", diz Fernando Rosa. 


OBJETOS ANTES CHAMADOS DISCOS
1º Catálogo do rock independente brasileiros da geração pós-internet (1998-2013)
Singles, EPs e Discos-Cheios

 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 1

01 - Vanguart - Rayny day song
02 - Mopho - Não mande flores
03 - Ludovic - Você sempre terá alguém as seus pés
04 - Superguidis - O véio Máximo
05 - Supersoniques - Ela dança
06 - Plástico Lunar - Formato cereja
07 - Telesonic - Mr Bones
08 - Los Porongas - Lego de palavras
09 - Pipodélica - Borracharia todo dia
10 - Watson e o Progresso da Ciência - Eu quero envelhecer
11 - Vídeo Hits - (vo)C
12 - Jerusos - Pega na minha mão
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 2

01 - La Pupuña - São Domingo do surfe
02 - Os Bonnies - Não toque na mina beibe
03 - OAEOZ - Impossibilidades
04 - Frank Poole - Canção para Cecília
05 - Dead Lover's Twisted Heart - Walking Down The Street (When I Saw That Girl)
06 - Stereovitrola - Depois das seis
07 - Laranja Freak - Sempre livre
08 - Mechanics - Formigas comem porra
09 - Los Canos - Mercadologia
10 - Ecos Falsos - Fim de milênio
11 - Jair Naves - Araguari I (Meus Amores Inconfessos)
12 - Virgem Again - Amar é uma simples troca
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 3

01 - Volver - Você que pediu
02 - Banzé! - Alvo móvel
03 - ruído por milímetro - Baixo e guitarra
04 - Casino - Ponte
05 - Madeixas - Drunk joke
06 - Walverdes - Meu bar
07 - Madame Saatan - Messalina blues
08 - Procura-se quem fez isso - Qual é (o nome do anão?)
09 - Brilhantines - Amanhã
10 - Disco Alto - Segundo conforto
11 - Blue Afternoon - I can't try
12 - Single Parents - Last Conversation
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 4

01 - Charme Chulo - Piada cruel
02 - Nervoso - A visita
03 - Monno - Enquanto o mundo dorme
04 - Tom Bloch - Nossa Senhora
05 - Phonopop - Surreal
06 - Revoltz - Mr White
07 - Volantes - Vitória
08 - Ataque Fantasma - Detetive
09 - Daysleepers - Tempo
10 - Valv - Centred
11 - Os Massa - Só mulher pelada
12 - Anjo Gabriel - Ostinato em can menor n1 (marco de lata)
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 5

01 - Irmãos Rocha - Ugabugababy
02 - Móveis Coloniais de Acaju - Swing I
03 - Faichecleres - Ela só quer me ter
04 - The Playboys - Paulo André não me ouve
05 - Macaco Bong - Soraya by starsex
06 - Santo Samba - Amanhã de manhã
07 - Lê Almeida - Me dê sua mão
08 - Mordida - Pro inferno ninguém
09 - Sala Especial - Interlagos 75
10 - NaurÊa - Hoje tem forró
11 - Madalena Moog - Descartáveis
12 - Ultravespa - Amigos e perigos
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 6

01 - Pública - Tempo
02 - Criaturas - Bianca
03 - Beto Só e Os Solitários Incríveis - Isadora
04 - Kandinsky - Memórias
05 - The ESS - Easy way
06 - Motormama - Rota caipira (Anhanguera song)
07 - Nevilton - A máscara
08 - Glamourama - Um cadáver no palco
09 - han(S)olo - Por volta dos trinta
10 - Souvenirs - 29 de dezembro
11 - Texticulos de Mary - Propóstata
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 7

01 - Rádio de Outono - Além da razão
02 - Os Dissonantes - Um filme a dois
03 - Hotel Avenida - Só o amor pode partir seus joelhos
04 - Bidê ou Balde - Melissa
05 - Luiza Mandou um Beijo - Guardanapos
06 - The Pro - Todos juntos
07 - GRU - Saturday morning hope
08 - Continental Combo - Nova manhã
09 - Brinde - Onde eu for
10 - Os Jeans - Meu quarto vazio
11 - Barbiekill - Chiclete
12 - Jesus Buceta - Freiras lésbicas assassinas do espaço 
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 8

01 - Os Dissidentes - Ingleses não usam mullets
02 - Os Jones - Força do hábito
03 - Cachorro Grande - Sexperienced
04 - Beach Combers - Super-homem
05 - Autoramas - Fale mal de mim
06 - Impar - O incrivel homem-âncora
07 - Malditas Ovelhas! - Cidade alerta
08 - Sweet Fanny Adams - Hate song 3
09 - Super Trunfo - Uhuhuu
10 - Megafone - Aparelho
11 - Os Pedrero - Pin Up gordinha
12 - Cadabra - Quanto? 
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 9

01 - Retrofoguetes - Surf-O-Matic
02 - Bois de Gerião - Cifrão
03 -Star 61 - Tão sexy
04 - Apanhador Só - Pouco importa
05 - The Tape Disaster - A voz do fogo
06 - Violins and Old Books - Camus
07 - Plato Divorak & Os Shazams - Turbilhão de emoções
08 - Cochabambas! - Fuca bala
09 - Blush Azul - Amargo perfume
10 - Ácidogroove - O anti-herói
11 - Repolho - Pau na bucetinha
12 - Turbo - Guri de apartamento 
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 10

01 - Sestine - Esse lugar ruim
02 - Headphone - Hoje
03 - Diego de Moraes - Desculpe-me, mas vou cantar em português
04 - Astronauta Pinguim - Melissa
05 - Maria Scombona - Contemplário 79
06 - Novanguarda - Rejeição
07 - Sapatos Bicolores - Garota cor-de-fogo
08 - Rockassetes - As flechas
09 - Carlo Pianta - Sozinho
10 - Mezatrio - Despacho
11- Fóssil - cum-panere [intriga de todos]
12 - Fortunetellers - Downtown
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 11

01 - Wonkavision - O plano mudou
02 - The Book is on the Table - Spin around
03 - Aeroplano - Pra você, solidão
04 - Superphones - Where have you been?
05 - Cassim & Barbária - That old speel
06 - Projeto Secreto Macacos - Primata urbano
07 - Lucy and The Popsonics - Coração empacotado
08 - Lenzi Brothers - Abstinência
09 - Os Dinamites - Cowboy de entrequadra
10 - Superego Elvis - Devo lhe falar
11 - Richard Vee ans his Veetagers - She got married
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 12

01 -JavaCafé - Caos
02 - Mr. Spaceman - Lost not found
03 - Coloração Desbotada - Beijo de açúcar molhado
04 - Siléste - Jesus/Genet
05 - Ludov - Princesa
06 - Os Telepatas - Coração pedra de gelo
07 - Pierrot Lunar - Meu pequeno escorpião
08 - Tomate Maravilha - Em suma
09 - Bad Folks - Big white chase
10 - Os Efervescentes - Não vou lhe contar
11 - Trilobita - Cocking crash revolting
12 - Turbo - Guri de Apartamento
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 13

01 - Acústicos & Valvulados - Até a hora de parar
02 - Lasciva Lula - Hagens Dazs
03 - Alex Sant'Anna - Engolindo sapo
04 - Mersault e a Máquina de Escrever - Ladrão de brinquedos
05 - Postal Blue - Asleep
06 - Loomer - Enough
07 - Fantomáticos - Italiano
08 - Gauche - Brilho
09 - Molho Negro - San Telmo
10 - Desert Lune - Mapas e calendários
11 - Johny Rockstar - Las Vegas
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 14

01 - Marcelo Mendes e Os Bacanas - A juventude
02 - Do Amor - Modelo americano
03 - Frank Jorge - Sofrimento nunca mais
04 - O Quarto das Cinzas - Circulares
05 - The Biggs - Bullet proof jacket
06 - Theatro de Séraphin - Sombras chinesas
07 - Quatro Sensorial - Inferno astral
08 - Saulo Duarte e A Unidade - Onze horas (com Tulipa Ruiz)
09 - Romulo Fróes - Corpo vazio
10 - Mentes Póstumas - Insanidade
11 - The Concept - No ...
12 - Los Torrones - Você me faz mal, meu bem
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 15

01 - Dingo Bells - Costura de botão
02 - Bang Bang Babies - Heart's crash
03 - Pó de Ser - Ypsilone
04 - Eduardo Christ - Em Porto Alegre
05 - Os Skywalkers - Na cabeça de Syd Barret
06 - Nuda - Fato: mamado vado
07 - Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta - Aquela dança ...
08 - Ivan Santos & Giancarlo Ruffato - Deserto
09 - Monokini - Riviera
10 - Hipnóticos - Tornado
11 - Merda - Grupo elétrico definhadores da natureza "g.n.d.e"
12 - Lepstopirose - Mamãe costura meus patches
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 16

01 - Cérebro Eletrônico - Pareço moderno
02 - Gramophones - Aquele elevador
03 - Berlinda - O lado escuro da rua
04 - Cactus Cream - Sempre igual
05 - Júlia Says - Ondas & barcos (indicando a direção)
06 - Campbell Trio - Ehnay
07 - The First Limbo - Perceptions from the hill
08 - Pic Nic - Passa um ano
09 - General Bonimores - Dia feliz
10 - Dinartes - Clubinho
11 - Waldi & Redson - A vida, o vício e o adeus
12 - Tagore - Poliglota
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 17

01 - Uma Nova Orquídea - Estar seja
02 - Soma - Eu, o alien
03 - Lo-Fi - Eu não preciso de você
04 - Nancy - Keep cooler
05 - Multiplex - Particularidades
06 - Dunas do Barato - Amante do kaos
07 - Nublado - Sobre o caos
08 - FuzzFaces - Caminhos cruzados
09 - Superquadra - Ultra-romântico
10 - Smiley - Tanto faz
11 - Supermaneiro - Todo tempo do mundo
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 18

01 - Esteban - Red like sparkle
02 - ZecaCuryDamm - Já não dá mais
03 - Os Amantes Invisíveis - O quarto
04 - Hang the Supertars - Money
05 - Arco Voltaico - Dissoluto
06 - A Banda de Joseph Tourton - #2
07 - Ana Clara - Que nem passarinho
08 - Dr. Cascadura - Queda livre (ac)
09 - Leela - Romance fugitivo
10 - Diedrich & Os Marlenes - Febre e delírio
11 - The Honkers - Não beba, papai, não beba
12 - La Paliza - Festim 
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 19

01 - Coquetel Acapulco - Um buraco chamado Beverly Hills
02 - Camarones Orquestra Guitarrística - Pipa
03 - Tiro Williams - Monroe
04 - Vinill 69 - Cai a noite
05 - Os Vespas - Disse me disse
06 - Carpete Florido - Nuvens
07 - The Dealers - Come on, come on
08 - Hangoovers - O Sr. está depedido
09 - Good Morning Kiss - Change the way
10 - Os Analógicos - Canção do fim do mundo
11 - Surfadelica - Surf me to the moons of Saturno
12 - GarageFuzz - Warm and cold
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 20

01 - Lítera - Domitila
02 - Supercordas - Ruradélica
03 - Robô Gigante - Hoje eu resolvi beber
04 - Léo Aprato - Branditt
05 - Barracuda Project - Fuck off synthesizer
06 - Suco Elétrico - Oh, yeah!
07 - IMOF - Chuva
08 - Gulivers - Ausente
09 - Valentina - Tribuna de ladrões
10 - Costellethas - Esgace o rock 'n' roll
11 - Facas Voadoras - 1:54
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 21

01 - Relespública - Garoa e solidão
02 - Bandinha Di Dá Dó - Pãnãnã em mi
03 - Los Pirata - Xá lá lá lá
04 - Mari Martinez & The Soulmates - Estranhos conhecidos
05 - Pão com Hambruguer - Homem do dia
06 - Cachorro Cego - Famíla que briga unida permanece unida
07 - CwBillys - Boogie do carango
08 - Identidade - NInguém é de ninguém
09 - Pocilga DeLuxe - Bandida
10 - Sangue Seco - Inimigo Íntimo
11 - Zumbis do Espaço - Cão do inferno
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 22 (Extras - Especial Volume 1)

01 - Superguidis - Malevolosidade
02 - Pipodélica - Blá blá blá
03 - Beto Só - O tempo contra nós
04 - Dead Lover's Twisted Heart - Eu tenho
05 - Phonopop - Goodbye
06 - Mordida - Garota de programa
07 - Watson - Tupanzine
08 - Vanguart - The cowboy has the money
09 - Bidê ou Balde - Vamos passar a noite de galera
10 - NaurÊa - Bate beat
11 - Os Pedrero - Lúcifer
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 23

01 - Forgotten Boys - Babylon
02 - Nihilo - Pela estrada
03 - Radiotape - Nova chance
04 - Bona Dea - Lost son
05 - Amplificador de Brinquedo - Tarde feliz
06 - Barfly - Thoughts I had in mind
07 - River Raid - Experiência
08 - Abaixo de Zero - Deixa
09 - Tape Rec - Aeronave
10 - Projeto Moe - Baião de Brian
11 - Big Fish and the BopaLulas - Cadillac
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 24 (Extra - Especial Volume 2)

01 - Lê Almeida - Querida Deal
02 - Sestine - As mentiras certas
03 - Star 61 - Tanto faz
04 - Siléste - Casmurrice
05 - Continental Combo - Faroeste blues
06 - Criaturas - Bebendo dúvidas
07 - Postal Blue - The world doesn't need you
08 - Pública - Coisas da vida
09 - Os Dissidentes - Amanhã ninguém sabe
10 - Autoramas - Hotel Cervantes
11 - Laranja Freak - Após o bip (+ hidden track)
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 25 (Extra - Senhor F Virtual Volume 1)

01 - Victor Tucano - Mapa
02 - StereoScope - Cherole
03 - Suíte Super Luxo - Ad Hoc
04 - Vanguart - Semáforo
05 - Beto Só - Meu velho Escort
06 - Gianoukas Papoulas - Desilusão de ótica
07 - Los Porongas - Enquanto uns dormem
08 - Phonopop - Comendo vidro
09 - Superguidis - O banana
10 - Watson - Notícia do dia 3
11 -Volver - Tão perto, tão certo
12 - Repolho - Meu coração é assim mesmo
13 - MQN - Caribbean Beach
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 26

01 - The Baggios - Pegando um punga
02 - Sonic Volt - Estradeira
03 - MIndgarden - Beach times
04 - Alphagraus - Autocrítica
05 - Tapete Persa - Aquele cara
06 - Badhoneys - Last day
07 - Sincera - Força em sua vida
08 - Yellow Monkey - The stoned sensation
09 - Joseph K - De cabeça pra baixo
10 - The Skinks - Ignored
11 - Billy Goat - Dandelion
 

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 27 (Extra - Especial Volume 3)

01 - Pipodélica - Nada disso
02 - Laranja Freak - Pegando fogo
03 - Mordida - Menina maçã
04 - Acústicos & Valvulados - Milésima canção de amor (ac)
05 - Mr. Spaceman - To whom i may concern
06 - Cachorro Grande - Debaixo do chapéu
07 - Walverdes - Anticontrole
08 - OAEOZ - Canção para o AEOZ
09 - Bidê ou Balde - É preciso dar vazão aos sentimentos
10 - Monno - Nada demais
11 - Driving Music - Day for night
12 - Beto Só e os Solitários Incríveis - Charlote (ao vivo)
13 - Watson - Perfume de hotel + hidden track
14 - (hidden track) Waston - II

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 28 (Extra - Especial Volume 4)

01 - Attack Fantasma Central
02 - Lascila Lula - Vai que morre
03 - Phonopop - Puro veludo
04 - Sweet Fanny Adams - Flaming veins
05 - Continental Combo - O homem retalho
06 - Bidê ou Balde - Lightning bolt
07 - NaurÊa - Duvido
08 - Santo Samba - Colinho
09 - Watson - Emitivi apresenta
10 - Wonkavision - Comprimidos
11 - Sapatos Bicolores - Aeromoça
12 - Irmãos Rocha - Beibeam
13 - han(S)olo - Supermil

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 29

01 - Kelton - Sem concerto
02 - Filomedusa - Batcaverna
03 - Avante Royale - A ressaca da pracinha
04 - Chá das Cinco - A coragem
05 - Daca - Número
06 - O Carabala - O imigrante
07 - Vendo 147 - Skate-O-Matic
08 - Os Marmotta - Ontem
09 - Os Variantes - Soluções aos seus pés
10 - Aip! - ? (question)
11 - Impossíveis - Psicopata do amor

PROTÓTIPOS DE DEMONSTRAÇÃO - VOLUME 30

01 - Driving Music - Windowsill
02 - Morsa - Bumbo mjölnir
03 - João e os Poetas de cabelo solto - A sangrar
04 - Caffeine - Donkey
05 - Goldfish Memories - Tricks
06 - Café Colômbia - Por tempo
07 - Sargento Malagueta - Um carinha bem legal
08 - Cuscobayo - Ô, vagabundo!
09 - Espaçonave - Nada em comum
10 - Incolores - Pobre coração
11 - PapaUmas - Pode me usar
12 - Smack - Se você

DISCOS-CHEIOS (Coletâneas temáticas)

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 1
Garage Laboratorium (clássicos & raridades da psicodelia)

 

1.Anjo Gabriel – O culto secreto do Anjo Gabriel (PE)
2.Boogarins - As plantas que curam (GO)
3.Cérebro Eletrônico – Pareço moderno (SP)
4.Cidadão Instigado - O método tudo de experiências (CE)
5.Continental Combo – Conveniências na cidade (SP)
6.Effervescing Elephant – Effervescing Elephant (SP)
7.FuzzFaces – Voodoo Hits (SP)
8.Júpiter Maçã – Uma tarde na fruteira (RS)
9.Lacertae – A volta que o mundo deu (SE)
10.Laranja Freak – Brasas lisérgicas (RS)
11.Madalena Moog - Universal Park (PB)
12.Makina du Tempo - Músicas para dias de sol (DF)
13.Momento 68 - Onde Estão Suas Canções? (SP)
14.Mopho – Mopho (AL)
15.Os Haxixins – Euro Tour 2008 (SP)
16.Os Hipnóticos – Garage Laboratorium (RS)
17.Os Skywalkers – ZenMakumba (SP)
18.Os The Darma Lóvers – Os The Darma Lóvers (RS)
19.Pipodélica – Simetria radial (SC)
20.Plástico Lunar – Coleção de viagens espaciais (SE)
21.Plato Dvorak & Os Exciters - Plato Dvorak & Os Exiters (RS)
22.Stereovitrola (AP) – No espaço líquido (AP)
23.Supercordas - Seres verdes ao redor (RJ)
24.Transistors – In transfuzzion (SP)
25.Vaca de Pelúcia - Vaca de Pelúcia (SP)
26.Wado - O manifesto da arte periférica (AL)

Bônus

25. Brazilian Pebbles Vol 1 & 2 – Vários (Bônus)


Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 2
A voz do fogo (clássicos & raridades da psicodelia)

 

1. Astronauta Pingüim – Petiscos: Sabor Churrasco (RS)
2. Burro Morto – Baptista virou máquina (PB)
3. Constantina - Constantina (MG)
4. Floresta Sonora – Floresta Sonora (PA)
5. Fóssil – Insônia (CE)
6. Funkalister – Vol 2 (RS)
7. João Erbetta – Guitar Bizarre (SP)
8. La Pupuña – All right penoso!!! (PA)
9. Lise - Qualquer frágil fio de fantasia (MG)
10. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro (MT)
11. Músicas Intermináveis para Viagem - ST (RS)
12. Pata de Elefante – Pata de Elefante (RS)
13. pexbaA – pexbaA (MG)
14. Pio Lobato – Tecnoguitarradas (PA)
15. Quarto Sensorial (RS) – Halteroniilismo (RS)
16. Retrofoguetes – Chachachá (BA)
17. ruído/mm - Introdução à Cortina do Sótão (PR)
18. Sala Especial – Edição Granfina (SP)
19. Satanique Samba Trio - Misantropicalia (DF)
20. SOL – No descompasso do transe, retalho do meu silêncio (1999-2003) (RS)
21. Skrotes - Nessum Dorma (SC)
22. The Tape Disaster – Compilation (EPs) (RS)
23. Trilöbit – Tutorial (PR)

Bônus

24. The Ess - Rehearsal Ess - Ao vivo na Grande Garagem que Grava/ EP (PR)
25.Os Jones - peledemamute / EP (AL)
26. Nova Música Experimental – Ruído MM, Labirinto, Fóssil, Constantina (Vários) 

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 3
Solitários Incríveis (clássicos & raridades de cantautores)

 

1. Alex Sant’anna – Aplausos mudos, vaias amplificadas (SE)
2. Arthur Franquini – When loneliness fucks you up... (SP)
3. Beto Só – Dias mais tranquilos (DF)
4. BNegão & Os Seletores de Frequência (RJ) – Enxugando Gelo (RJ)
5.Criolo – Nó na orelha (SP)
6. Diego de Moraes & Sindicato – Parte de nós (GO)
7. Esteban – Adios, Esteban! (RS)
8. Frank Jorge – Carteira nacional de apaixonado (RS)
9. Giarcarlo Rufatto – Machismo (PR)
10. Giovanni Caruso e o Escambau – Acontece nas melhores famílias (PR)
11. Jair Naves – E você se sente numa cela escura, planejando a sua fuga, cavando o chão com as próprias mãos (SP)
12. Juvenil Silva – Desapego (PE)
13. Lobão – A vida é doce (RJ)
14. Malu Magalhães – Malu Magalhães (SP)
15. Marcelo Mendes & Os Bacanas – Mendes, Marcelo (DF)
16. MOMO – Buscador (RJ)
17. Otto - Samba pra burro (PE)
18. Pélico – O último dia de um homem sem juízo (SP)
19.Rodrigo César/Grenade - Is an out of the body experience (PR)
20.Thiago Pethit – Pethit (SP)
21.Tiago Iorc – Letyourselfin (SP)
22.Tulipa Ruiz – Efêmera (SP)
22. Wado – Cinema auditivo (AL)
24. Wander Wildner – Buenos Dias!

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 4
Operações submarinas (clássicos & raridades do instro-surf)

 

1. Autoramas – Teletransporte (RJ) Mondo 77
2. Búfalos d’Água – Farewell to shore (PR) Independente
3. Camarones Orquestra Guitarrística - Camarones Orquestra Guitarrística (RN) DoSol
4. Cochabambas! – Máquinas quentes a todo vapor ... (cassete) (SC) Migué Records
5. Estrume’n’tal – Surfme'n'tal (MG) Golly Gee Recrods
6. Gasolines – Pura veneta (SP) Baratos Afins
7. Go! – Aventura sob o céu (RJ) Navena Muzik
8. Limbonautas – Rendam-se humanos (PR) Bloody Records
9.Marcelo Campos Moreira – Marcelo Campos Moreira (RS) Independente
10. Netunos - Alto Mar (RJ) Independente
11. Os Ambervisions – Bons momentos não morrem jamais (SC) Migué Records/Monstro Discos
12. Os Argonautas – Os Argonautas (RS) Argo Discos
13. Os Ostras – Operação submarina (SP) Excelente Discos/Abril Music
14.Reverba Trio - Reverba Trio (RS)
15. Super Stereo Surf – Antes do baile (DF) Monstro Discos
16.Surfadelica - Surfing on the desertshore (SP) Psices Records
17. The Dead Rocks – International Brazilian Surfs (SP) Monstro Discos
18. The Surf Mother Fuckers – Solano star (MG) Independente
19.Xevi 50 - Ensaio (SC) Inidependente

Bônus

17. Reverb Brasil – Uma coleção de bandas de surfe Alvo/Rveber Brasil/Obra Discos
18. Brazilian Surf – The atack of the tiki waves vol 1 Groove Records (PT)
19. Beach Combers - Beach Combers (EP)


Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 5
Nova Manhã (clássicos & raridades do folk-rock)


Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 6
Metade Roberto Carlos, Metade GG Allin (clássicos & raridades do punk rock)


Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 7
A Discreta Vingança de Lafayette (tributos ao mestre dos teclados)

 

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 8
Aos Meus Amigos (raridades & curiosidade)

 
 


/Noite


Superguidis, o coraçãozinho sobreviverá


por Fernando Rosa

Nunca me senti à vontade para dizer o que achava do Superguidis. Falei deles sobre as mais variadas abordagens e formas. Mas sempre fugindo de dizer exatamente o que pensava. Bem, acho que agora, depois de dez anos, posso falar. Sempre achei a melhor banda da sua geração. Em música, em poesia, em presença de palco. Muitas outras foram geniais, mas eles foram perfeitos. Em todos os discos, mas especialmente no primeiro.

O primeiro disco tem uma série de histórias que envolveram o seu lançamento. Os guris, imagino, tentaram outros selos, mas ninguém deu bola para eles. Não podia ser diferente com um grupo e um disco predestinados. Não fosse o selo Senhor F Discos, talvez seguissem isolados em Porto Alegre. Onde tinham um público fiel e apaixonado por eles. Mas a cidade, e o estado, ainda viviam aquele espírito de auto-suficiência regional. E eles não faziam "rock gaúcho".

Pois foi, talvez, esse conflito que afastou outros selos e os aproximou do selo Senhor F. Eles contrariavam a expectativa inicial e surpreendiam com uma nova música. Não eram de Porto Alegre, eram de Guaíba, e adoravam Guided By Voices, Pavement e Yo La Tengo. Ai deu a liga que resultou na união da banda com o selo. Por três discos e cerca de cinco anos, andaram juntos. Em shows por todo o país - Argentina e Uruguai, participação em festivais e eventos.

O disco de estréia, de fato, ou ganhava o cidadão de cara, ou não passava no teste. Segundo padrão ainda vigente, era "mal gravado", lofi demais. A fábrica rejeitou prensar por três vezes, alegando má qualidade. Foi preciso assinar um termo de responsabilidade pelo resultado final. Sim, o disco tinha sido gravado "em casa", e coisas tipo a bateria duplicada nos canais, para dar mais peso. Mas isso, para o selo, eram medalhas na defesa do disco, que afinal ganhou às ruas.

Foi o "melhor disco do ano" em quase todas as listas de 2006. Chegou aos ouvidos de Robert - Deus - Pollard, que achou massa. Críticos do país inteiro se renderam à obra, que agora já se pode chamar de clássica. A humildade e o senso de humor juvenil dos quatro Guidis ajudavam a difundir melodias e poesias. De Norte a Sul do Brasil, riffs, refrões, expressões, trechos de músicas foram se espalhando. Sem que ninguém deixasse de notar o quanto geniais eram aquelas duas guitarras - que pareciam uma.

Ainda hoje sem cruzar a fronteiras dos ouvidos independentes, é o disco mais completo de sua geração. Andrio & Lucas & Diogo & Marco, na verdade, não faziam rock, faziam música universal. De um jeito tão ousado, que a cultura oficial fez pouco de sua presença. As canções são absolutamente geniais, da primeira à ultima das doze faixas do disco. A poesia ainda segue tão atual quanto inventiva - poucos como eles conjugaram de forma tão brilhante rock & língua pátria.



Foto: Bruna Paulim
Capa: André Ramos
Selo: Senhor F Discos


 


/Noite


A voz do fogo: clássicos & raridades do instrumental


por Fernando Rosa

O rock instrumental ganhou espaço junto à cena independente brasileira moderna. Entre 1998 e 2013, são várias as obras que se destacaram em meio a uma profícua produção. Na comemoração dos 15 anos de Senhor F, listamos 20 títulos que consideramos os mais importantes dessa época.

Na lista estão discos que marcaram época, como Artista Igual Pedreiro, do Macaco Bong, até obras atuais como Realidade Aumentada, dos novatos gaúchos The Tape Disaster. Também discos de dois dos mais importantes guitarristas modernos do Brasil, Pio Lobato e João Erbetta.

Vale destacar que a produção é oriunda dos mais variados pontos do país, do Rio Grande do Sul até o Pará. Algumas bandas não existem mais, como La Pupuña e Pata de Elefante, mas seus discos perpetuarão seus grandes momentos de criatividade.

Esta é a primeira lista de uma série que vai destacar os melhores discos psicodélicos, de instro-surf, cantautores, as coletâneas mais importantes e, por fim, os 100 EPs e os 150 discos que marcaram a geração pó-internet,entre 1998 e 2013.

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 2
A voz do fogo (clássicos & raridades da psicodelia)


1. Astronauta Pingüim – Petiscos: Sabor Churrasco (RS)
2. Burro Morto – Baptista virou máquina (PB)
3.Chipanzé Clube Trio - CCT
4. Constantina - Constantina (MG)
5. Floresta Sonora – Floresta Sonora (PA)
6. Fóssil – Insônia (CE)
7. Funkalister – Vol 2 (RS)
8. João Erbetta – Guitar Bizarre (SP)
9. La Pupuña – All right penoso!!! (PA)
10. Lise - Qualquer frágil fio de fantasia (MG)
11. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro (MT)
12. Músicas Intermináveis para Viagem - ST (RS)
13. Pata de Elefante – Pata de Elefante (RS)
14. pexbaA – pexbaA (MG)
15. Pio Lobato – Tecnoguitarradas (PA)
16. Quarto Sensorial (RS) – Halteroniilismo (RS)
17. Retrofoguetes – Chachachá (BA)
18. ruído/mm - Introdução à Cortina do Sótão (PR)
19. Sala Especial – Edição Granfina (SP)
20. Satanique Samba Trio - Misantropicalia (DF)
21. SOL – No descompasso do transe, retalho do meu silêncio (1999-2003) (RS)
22. Skrotes - Nessum Dorma (SC)
23. The Tape Disaster – Compilation (EPs) (RS)
24. Trilöbit – Tutorial (PR)

Bônus

25. The Ess - Rehearsal Ess - Ao vivo na Grande Garagem que Grava/ EP (PR) 
26.Os Jones - peledemamute / EP (AL)
27. Nova Música Experimental – Ruído MM, Labirinto, Fóssil, Constantina (Vários)
 


/Noite


Garage Laboratorium, a psicodelia nos anos 2000


por Fernando Rosa

A psicodelia mundial misturou-se ao rock e a música brasileira sob as mais variadas formas, desde o tropicalismo até o Clube da Esquina e artistas como Lula Côrtes & Zé Ramalho e Ronnie Von. Nos anos dois mil,  se fez presente na produção musical da geração pós-internet brasileira, de uma maneira intensa e criativa. A revista Senhor F com suas matérias especiais sobre o tema contribuiu em parte com isso, a partir de 1998. Durante esse tempo, o site publicou textos sobre temas como a psicodelia nordestina dos anos 70, resgatou bandas raras como Spectrum e realizou entrevistas históricas com Rogério Duprat e Ronnie Von, entre outros.

O portal também acompanhou as cenas e artistas que surgiram orientados, ou com influência da psicodelia brasileira e estrangeira. Dezenas de discos forma produzidos, dos quais compilamos 26, com artistas independentes de vários estados. Nela estão clássicos absolutos do rock nacional como o disco da banda alagoana Mopho até super raridades como o discos dos paulistanos Transistors. Em todos eles, a sintonia com Mutantes, Ave Sangria, Gil & Caetano, Lanny Gordin e toda sorte de artistas da punk-psicodelia americana e inglesa dos anos sessenta.


Sem a pretensão de esgotar o tema, apresentamos a lista que segue abaixo, lançados entre 1998 e 2013:
 

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume  1
Garage Laboratorium (clássicos & raridades da psicodelia)


1.Anjo Gabriel – O culto secreto do Anjo Gabriel (PE)
2.Boogarins - As plantas que curam (GO)
3.Cérebro Eletrônico – Pareço moderno (SP)
4.Cidadão Instigado - O método tudo de experiências (CE)
5.Continental Combo – Conveniências na cidade (SP)
6.Effervescing Elephant – Effervescing Elephant (SP)
7.FuzzFaces – Voodoo Hits (SP)
8.Júpiter Maçã – Uma tarde na fruteira (RS)
9.Lacertae – A volta que o mundo deu (SE)
10.Laranja Freak – Brasas lisérgicas (RS)
11.Madalena Moog - Universal Park (PB)
12.Makina du Tempo - Músicas para dias de sol (DF)
13.Momento 68 - Onde Estão Suas Canções? (SP)
14.Mopho – Mopho (AL)
15.Os Haxixins – Euro Tour 2008 (SP)
16.Os Hipnóticos – Garage Laboratorium (RS)
17.Os Skywalkers – ZenMakumba (SP)
18.Os The Darma Lóvers – Os The Darma Lóvers (RS)
19.Pipodélica – Simetria radial (SC)
20.Plástico Lunar – Coleção de viagens espaciais (SE)
21.Plato Dvorak & Os Exciters - Plato Dvorak & Os Exiters (RS)
22.Stereovitrola (AP) – No espaço líquido (AP)
23.Supercordas - Seres verdes ao redor (RJ)
24.Transistors – In transfuzzion (SP)
25.Vaca de Pelúcia - Vaca de Pelúcia (SP)
26.Wado - O manifesto da arte periférica (AL)

Bônus
25. Brazilian Pebbles Vol 1 & 2 – Vários (Bônus)

(na foto: Mopho/1ª foto de divulgação)
 


/Noite


Nova Manhã, o folk rock dos anos 2000


por Fernando Rosa

A música caipira, ou folclórica, ou ainda regional, faz parte da construção da cultura musical brasileira, passando por todas as gerações e chegando aos tempos modernos. Por outro lado, o folk de origem americana também penetrou na cultura nacional de forma marcante, especialmente a partir dos anos sessenta. Em meio a esse processo, a partir do tropicalismo (2001/Mutantes & Tom Zé), Tião Carreiro & Pardinho e The Byrds puderam conviver harmoniosamente, resultando no chamado “rock rural”, nos anos setenta.

Naquele momento, e durante os anos seguintes, proliferaram grupos como Sá, Rodrix & Guarabira, Ruy Maurity Trio, Bendegó, Flying Banana, Almôndegas, Tetê & O Lírio Selvagem e Paranga. A fusão das linguagens do rock com as vertentes folclóricas regionais produziu grandes discos, alguns reconhecidos nacionalmente, outros mantidos na obscuridade. Mas, o importante é que a música brasileira mostrou mais uma vez sua enorme capacidade de transmutar-se sem perder a identidade.

A cena independente dos anos dois mil não passou impunemente por esse universo sonoro, incorporando outras influências musicais a ele. Entre os anos 2000 e 2015, vários grupos gravaram obras referenciadas nessa história particular, atualizando sonoridades do folk rock no país. O portal Senhor F acompanhou de perto essa geração, ouvindo as novas produções, colecionando seus singles, eps e discos-cheios lançados nesse período, dos quais destacamos alguns.

Os grupos

Natural de Porto Alegre, Cowboys Espirituais reunia Frank Jorge, Julio Reny e Márcio Petracco, e teve seu disco de estreia lançado pela Trama, em 1998. Os Pistoleiros, desde Florianópolis, lançaram em 2000 um dos grandes discos da cena independente, que conquistou fans como Wander Wildner. Já os paulistas Motormama, de Ribeirão Preto, emergiram na cena independente com o clássico Carne de Pescoço, em 2002, com forte acento de psicodélica-caipira. Em Belo Horizonte, destacou-se a banda Dead Lovers Twisted Heart com seu hillbilly indie cantado em inglês. Também em inglês, Bad Folks construir sua carreira a partir de Curitiba.

O brasiliense Sestine, liderado por Márcio Porto, é um dos segredos mais bem guardados da cena independente do Centro-Oeste, resultado de seus dois únicos EPs Carros-Fantasma e As Engrenagens (2006). Paranaense, Charme Chulo talvez tenha afirmado de maneira mais intensa a linguagem do folk rock na cena independente, por conta de seu disco de estreia, lançado em 2007 e da subsequente carreira. Da mesma cidade, a dupla Os Irmaõs Carrilho, casam Everly Brothers com modinhas caipiras, em singles lançados entre 2013 e 2015.

O grupo paulista Continental Combo tem sua história ligada ao mod e ao rock sessentista, mas em seu disco homônimo gravado entre 2003 e 2005, registrou seu lado folk, fundindo rock rural com Flying Burrito Brothers. Explodindo na cena independente desde Cuiabá, Vanguart ganhou o Brasil com seu mix inicial de Bob Dylan e Radiohead, afirmando-se nacionalmente, com profunda identidade, com o hit Semáforo. Também de Curitiba, Koti e Os Penitentes agregaram à cena folk a linguagem do rockabilly e os temas trash-urbanos. Um pouco na mesma linha, Fabulous Bandits cantou porres, brigas e tiroteios com seu folk-hardcore.

Dois grupos, um de São Paulo, Matuto Moderno, outro de Brasília, Judas, pisaram fundo na música caipira, na moda de viola e outras linguagens interioranas, com seus discos lançados em 2011 e 2013. Já o trio Bob ShuT, de Caxias do Sul, na serra gaúcha, introduziu na cena o “folk montanhês” com seu segundo disco. Por fim, o sempre genial Diego de Moraes, rebatizado Waldi, e o comparsa Redson, reinventaram as duplas caipiras em versão “indie” com o disco lançado em 2013

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 5
Nova Manhã (clássicos & raridades do folk rock)


1.Bad Folks - Impossible (PR)
2.Bob Shut – II (RS)
3.Charme Chulo – Charme Chulo (PR)
4.Continental Combo – Continental Combo (SP)
5.Cowboys Espirituais – Cowboys Espirituais (RS)
6.Dead Lovers Twisted Heart – DLTH (BH)
7.Fabulous Bandits - Chumbo Grosso (PR)
8.Judas – Nonada (DF)
9.Koti e Os Penitentes – Caído na Sarjeta (PR)
10.Matuto Moderno – 5 (SP)
11.Motormama – Carne de Pescoço (SP)
12.Os Pistoleiros – Os Pistoleiros (SC)
13.Pedrinho Grana & Os Trocados - ST (DF)
14.Sestine – Carros Fantasma + As Engrenagens (DF)
15.Vanguart - Vanguart (MT)
16.Waldi & Redson – Waldi & Redson (GO)

Bônus

17.Os Irmaõs Carrilho – No tempo que passou (single)  (PR)


/Noite


Operações submarinas, clássicos do instro-surf


da Redação

A surf music, em especial, e o rock instrumental independente tiveram seu grande momento nessa década passada. Inspirados em heróis clássicos e também em brasileiros sixties, muitos grupos ganharam os palcos dos festivais com suas guitarras flamejantes, especialmente do Primeiro Campeonato de Surf, em Belo Horizonte. Em seus 15 anos, Senhor F selecionou 15 títulos que achamos os mais legais e importantes dessa geração.

Entre eles, os pioneiros Os Argonautas, donos de um dos melhores discos do gêneros já gravados no Brasil – formada pelo grande guitarrista Marcelo Moreira, mais Régis Sam, Gustavo Dreher e Rodrigo Rosa. Deles, a música Maré Vermelha foi trilha do programa Senhor F - A História Secreta do Rock Brasileiro, na Usina do Som, entre 2011 e 2002. Também pioneiros, Os Ostras foram importantes para abrir caminho para grupos se aventurarem por essa vertente musical. Ainda, é importante destacar os cariocas Netunos e os catarinenses Cochabambas! e Ambervisions, com registros do início da década passada.

A seleção ainda traz clássicos como os Autoramas, Gasolines, Estrume’n’tal e The Dead Rocks, responsáveis por grandes discos. Outros destaques da lista são raridades como os grupos Limbonautas, de Curitiba, The Surf Mother Fuckers, de Belo Horizonte, e o gaúcho Marcelo Campos Moreira, em disco solo, com participação especial de integrantes do grupo Cachorro Grande.

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 4
Operações submarinas (clássicos & raridades do instro-surf)


1. Autoramas – Teletransporte (RJ) Mondo 77
2. Búfalos d’Água – Farewell to shore (PR) Independente
3. Camarones Orquestra Guitarrística - Camarones Orquestra Guitarrística (RN) DoSol
4. Cochabambas! – Máquinas quentes a todo vapor ... (cassete) (SC) Migué Records
5. Estrume’n’tal – Surfme'n'tal (MG) Golly Gee Recrods
6. Gasolines – Pura veneta (SP) Baratos Afins
7. Go! – Aventura sob o céu (RJ) Navena Muzik
8. Limbonautas – Rendam-se humanos (PR) Bloody Records
9.Marcelo Campos Moreira – Marcelo Campos Moreira (RS) Independente
10. Netunos - Alto Mar (RJ) Independente
11. Os Ambervisions – Bons momentos não morrem jamais (SC) Migué Records/Monstro Discos
12. Os Argonautas – Os Argonautas (RS) Argo Discos
13. Os Ostras – Operação submarina (SP) Excelente Discos/Abril Music
14.Reverba Trio - Reverba Trio (RS)
15. Super Stereo Surf – Antes do baile (DF) Monstro Discos
16.Surfadelica - Surfing on the desertshore (SP) Psices Records
17. The Dead Rocks – International Brazilian Surfs (SP) Monstro Discos
18. The Surf Mother Fuckers – Solano star (MG) Independente
19.Xevi 50 - Ensaio (SC) Inidependente

Bônus

17. Reverb Brasil – Uma coleção de bandas de surfe Alvo/Rveber Brasil/Obra Discos
18. Brazilian Surf – The atack of the tiki waves vol 1 Groove Records (PT)
19. Beach Combers - Beach Combers (EP)

(na foto: Estrume’n’tal)


/Noite


Seu guarda, entenda, estou indo para uma Noite Senhor F


por Fernando Rosa

A Noite Senhor F tem uma série de histórias loucas, comuns, divertidas, mas todas reais. Uma delas tem a ver com a sua importância cultural para a cidade de Brasília, naquele momento. E foi contada recentemente pelo próprio personagem. Como na maioria das histórias, vamos preservar seus nomes.

Naquela época, primeira metade dos anos dois mil, Brasilia começava a caretear de vez. Primeiro, inventaram uma tal de "lei seca", que obrigava a gente a acabar as Noites até 2h30. Se passasse desse horário, a blitz da fiscalização batia e podia fechar a casa, em nosso caso o Gate's Pub.

Também começavam a funcionar com mais intensidade as blitz de rua, como forma de reprimir a livre circulação noturna na cidade. Pois numa dessas blitz, o nosso amigo personagem acabou sendo barrado pelos policiais. Ao que apelou com um argumento, para ele, convincente.

- Seu guarda, entenda, estou indo para uma Noite Senhor F.

(Ou algo mais ou menos assim) 


/Noite


Banda Frida grava nos Estados Unidos


da  Redação

A banda Frida é um dos nomes convidados pela Converse para gravar em seus estúdios associados ao redor do mundo - o quarteto grava no estúdio Rubber Tracks, em Boston, nos Estados Unidos. Natural de Gravatai, Frida foi selecionada junto com outras bandas brasileiras pela plataforma WorldWide, de abrangência mundial. Ao todo nove mil artistas de todo o mundo se inscreveram para concorrer ao prêmio. Também gaúcha, a banda Motor City Madness vai gravar nos Studios 301, em Sydney, Austrália.

Segundo a divulgação do projeto, o WorldWide promove um intercâmbio mundial entre bandas e os doze maiores estúdios de música do mundo. Os artistas convidados ganham tempo de gravação nos estúdio, além de todas as despesas pagas. Totalmente equipada com os melhores instrumentos e equipamentos fornecidos pela Guitar Center, parcerio da Converse Rubber Tracks, os artistas dedicam-se a criar suas músicas, e no final retêm todos os direitos sobre elas. Frida entra em estúdio nos próximos dias 18 e 19 e setembro. Converse Inc., com sede em Boston, Massachusetts, é uma subsidiária da NIKE. Inc.

A Frida é uma banda formada por Sandro Silveira (guitarra e voz), Andriel Cimino (guitarra), Vinicius Braga (baixo) e Luis Mausolff (bateria). Circulando pelo Rio Grande do Sul em festivais e eventos como El Mapa de Todos, Noite Senhor F, Morrostock, Rock na Praça e Acid Rock, a Frida é apontada no circuito independente e em diferentes veículos como uma das revelações do novo rock feito no Brasil. O primeiro álbum completo do grupo – gravado no estúdio Mubemol, em Porto Alegre, sob a produção de Iuri Freiberger – foi lançado em março, em uma parceria entre os selos The Southern Crown e Senhor F.

Os doze estúdios são Abbey Road Studios em Londres, Inglaterra; Sunset Sound, em Los Angeles, Califórnia; Hansa Tonstudio, em Berlim, Alemanha; Tuff Gong, em Kingston, Jamaica; Greenhouse Studios, em Reykjavik, na Islândia; Warehouse, em Vancouver, Canadá; Avast Recording Co., em Seattle, Washington; Stankonia em Atlanta, Geórgia; Studios 301 em Sydney, Austrália; Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, Brasil; o original estúdio permanente Converse Rubber Tracks Studios no Brooklyn, Nova York, além do recentemente inaugurado em Boston, Massachusetts, em Lovejoy Wharf.


 


/Noite


Evento no Sul avança conceito independente


da Redação

Hoje, em Porto Alegre, tem mais uma Noite Senhor F, com shows das bandas Frida e Fire Departament Club, a primeira de Gravatai, na região metropolitana, e a segunda da capital gaúcha. O evento marca três lançamentos importantes para a cena independente gaúcha: o disco de estréia da banda Frida, a empresa Gramo e o EP do Fire Departament. Os shows acontecem no Beco da Cidade Baixa, a partir das 20 horas, com ingressos a R$ 15,00 com nome na lista e R$ 20,00 na hora.

O disco de estréia da banda Frida, saudado nos principais sites e blogs musicais do país como um dos lançamentos do ano, assinala um momento de renovação da música gaúcha. Natural de Gravatai, o quarteto traz para a cena independente a qualidade autoral e instrumental, em canções perfeitas e emocionantes. O disco, com produção de Iuri Freiberger, é um lançamento da parceria entre os selos Senhor F Discos,que completa 20 trabalhos editados, e The Southern Crown, selo e produtora local.

A banda Frida tem uma trajetória construída com muito trabalho, circulação pelo estado, onde conta um público fiel em muitas cidades do interior. Em 2013, participou da Noite Senhor F e foi um dos destaques do Festival El Mapa de Todos, dividindo o palco com os argentinos Valle de Muñecas e os uruguaios La Vela Puerca. Em 2014 foi destaque do portal britânico Independent Music News como uma das dez bandas brasileiras mais promissoras.

Também gaúcha, mas de Porto Alegre, a banda The Fire Departament é outra promessa da nova cena local, mas mirando no exterior. Em março, a banda lançou seu novo EP Best Intuition, dispobilizado nas principais plataformas mundiais, como iTunes, Spotify, e Deezer, entre outras. Produzido por Luc Silveira, o EP destaca o tema “Pitfall” que vem acompanhada de um lyric-video criado pela BC Motion.

Gramo

“Gramo” é uma empresa de consultoria de carreiras e desenvolvimento de produtos para o mercado fonográfico brasileiro e internacional, informa seu mentor e diretor, o produtor Iuri Freiberger. “A lógica é a do ganha-ganha. Tanto para artistas entry-level ou que estejam rearranjando suas carreiras. E claro, para todos os envolvidos com a música”, diz ele. Com o produtor musical Iuri Freiberger à frente, a ideia do Gramo é combinar talentos e experiências no mercado fonográfico através de um hub de serviços colaborativos.

http://firedepartmentclub.com/
https://soundcloud.com/frida_tv
http://gramo.cc/




/Noite


Festival promove circulação e exporta nova música gaúcha


da Redação

Tomando emprestada expressão do Secretário de Cultura do RS, Victor Hugo, que foi ao evento, “a casa pulsou” música e cultura naqueles dois dias de festival. A casa em questão é a Casa de Cultura Mário Quintana, mais exatamente o Teatro Bruno Kiefer, onde aconteceram os shows. O evento, no caso, o Festival Noite Senhor F, que promove a circulação de novos artistas pelo estado do Rio Grande do Sul. Resultado do edital Movida Cultural, e organizado pela Produtora Senhor F, o projeto conta com apoio da Secretaria Estadual de Cultura.

“O festival é um marco na história da música gaúcha, pelo fato de reunir um expressivo recorte da nova música produzida no estado, em condições excelentes de palco, som e luz e público”. A observação é do produtor Fernando Rosa, responsável pelo projeto, ao lado dos produtores Thiago Piccoli e Brisa Daitx. De fato, os shows que começaram pontualmente às 16 horas, em número de sete por dia, foram um marco na carreira dos artistas que pisaram no palco e conquistaram o público, que lotou a casa desde a primeira apresentação.

Participam do projeto os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Orlando Garcia & Los Coyotes (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre). Desde novembro, os artistas e bandas circularam pelo estado, em shows acompanhados de palestras e debates sobre o novo cenário musical do estado e do país, e o posicionamento diante dessa nova realidade.

Cada um à sua maneira, os jovens artistas mostraram uma qualidade surpreendente para quem compareceu ao evento. “Com um representante de Porto Alegre, e os demais do interior do estado, o festival cumpriu um importante papel de destacar a existência de uma forte produção além da capital”, destacou Fernando Rosa, que também apresentou o evento. Antes do festival, os artistas apresentaram-se em suas cidades e também em uma segunda cidade. O festival ainda contou com dois shows especiais com o grupo The Outs no sábado e Ian Ramil no domingo. Neste mês, ainda ocorreram mais dois eventos, em São Borja e Farroupilha.

Além de promover a circulação interna no estado, o festival em particular serviu para mostrar a nova produção para produtores de festivais independentes especialmente convidados pela organização. Nos dois dias do evento, na ante-sala do próprio teatro, foram realizadas reuniões abertas com os produtores e abertas aos demais artistas e produtores do estado. Nos encontros, ocorreram trocas de informações sobre cada um dos eventos e também aproximação informal entre os produtores dos festivais convidados e os artistas.

Estiveram presentes no evento os produtores Paulo André (Abril Pro Rock – Recife), Antonio Gutierrez (RecBeat – Recife), Guilherme Pereira (Goiânia Noise – Goiânia), Marcelo Damaso (Se Rasgum – Belém), Gustavo Sá – (Porão do Rock – Brasília), Marcelo Domingues - (Demosul – Londrina), Guilherme Zimmer (Floripa Noise – Florianópolis), Beto Vizotto (Paraíso do Rock - Paraíso do Norte), Pablo Hierro (Music is My Girlfriend – Buenos Aires, Argentina) e Nicolas Molina (Las Palmeiras Festival del Sonido - Águas Dulces, Uruguai).

Veja as fotos do festival, de autoria de Thiago Lázeri - http://goo.gl/pHXpfT

 


/Noite


Calvin lança EP Café em Santa Cruz


por Fernando Rosa

Uma nova geração de cantores e compositores surgiu com força no Rio Grande do Sul nestes últimos tempos. Alguns nomes já se afirmaram na cena independente. Ian Ramil foi o primeiro a ocupar seu espaço na cena musical. No ano passado, de Três Coroas, Jéf lançou o disco Leve, um clássico da nova geração. A cantora e compositora portoalegrense Ana Muniz é outro nome de cresce junto ao público.

De Santa Cruz, chega um novo nome, Calvin, munido de belas canções. Ele acaba de lançar o EP “Café”, que traz ainda Ancore, Poesia dos Amores Dormidos e Chuva. “Café” é um hit que deve marcar essa geração, mesmo que as rádios insistam em ignorar a nova produção. As outras três canções não deixam por menos em qualidade autoral, tanto musical, quanto poética.

Acompanhado de uma ótima banda, Calvin integrou o projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente. Apresentou-se em sua cidade, em Bagé, e por fim em Porto Alegre, no Festival Noite Senhor F. Em todas as ocasiões conquistou o público com suas melodias pop, diretas e assoviáveis. No dia 7 de março, ele lança o EP em show em Santa Cruz, no Espaço Camarim.


/Noite


Noite Senhor F promove circulação e mostra de novos artistas gaúchos


da Redação

Neste sábado, em Três Coroas, com shows de Jéf e da banda Similares, no Centro Cultural da cidade, a partir das 19 horas, o projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente encerra a primeira etapa da iniciativa. Durantes três meses, a iniciativa promoveu a circulação de doze artistas por suas cidades, em apresentações musicais, acompanhadas de palestras sobre a nova cena independente do estado. O projeto de circulação Noite Senhor F – RS Independente, tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul – Procultura.

Nos próximos dias 21 e 22 de fevereiro, o Festival Noite Senhor F completa o projeto, com os dozes artistas reunidos no palco do Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. Além das apresentações das bandas do projeto, haverá dois shows especiais com o grupo The Outs no sábado e Ian Ramil no domingo. O grupo carioca foi o segundo colocado no prêmio Breakout Brasil. Ian Ramil acaba de lançar seu disco de estréia.

O evento ainda contará com as presenças de oito produtores de importantes festivais brasileiros, e dois representantes de festivais do Uruguai e da Argentina. Com os shows e a presença dos convidados, o projeto pretende aproximar os novos artistas gaúchos dos programadores de festivais. Para Fernando Rosa, “além de promover a circulação interna, é importante também mostrar a nova produção gaúcha para os produtores de festivais dos demais estados do país e do Mercosul”.

O festivais e seus respectivos representes são: Paulo André (Abril Pro Rock – Recife), Antonio Gutierrez (RecBeat – Recife), Guilherme Pereira (Goiânia Noise – Goiânia), Marcelo Damaso (Se Rasgum – Belém), Gustavo Sá (Porão do Rock – Brasília), Marcelo Domingues (Demosul – Londrina), Guilherme Zimmer (Floripa Noise – Florianópolis), Beto Vizotto (Paraíso do Rock - Paraíso do Norte), Pablo Hierro (Music is My Girlfriend – Buenos Aires, Argentina) e Nicolas Molina (Las Palmeiras Festival del Sonido - Águas Dulces, Uruguai).

Programação do Festival

21 de fevereiro - sábado

Velocetts (Farroupilha)
Zudizilla (Pelotas)
Rinoceronte (Santa Maria)
Calvin (Santa Cruz do Sul)
Ana Muniz (Porto Alegre)
Frida (Gravataí)
The Outs (RJ)

22 de fevereiro – domingo

Orlando Garcia & Los Coyotes (São Borja)
The Sorry Shop (Rio Grande)
Bob Shut (Caxias do Sul)
Similares (Bagé)
General Bonimores (Passo Fundo)
Jéf (Três Coroas)
Ian Ramil (RS)

Serviço

Dias 21 e 22 de fevereiro de 2015
16 horas
Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mário Quintana
Entrada Franca










* Assista outros vídeos de apresentação do projeto: https://www.youtube.com/user/NoiteSenhorF

 


/Noite


Carro de Passeio, o novo rock gaúcho


por Fernando Rosa

A bordo de um ótimo EP lançado em 2014, a banda Carro de Passeio credenciou-se junto à novíssima cena musical do Rio Grande Sul. Natural de Santa Maria, terra do festival Macondo Circus, a banda foi formada no final de 2013, pela “junção de amigos”. “O EP Es-Passo é o primeiro registro da banda, gravado no inverno de 2014, com produção da própria banda e técnica de André Boaz”, segundo eles.

O EP traz uma sonoridade moderna, distante do que normalmente espera-se do que chamam “rock gaúcho”. “A influência da banda passeia por Pixies, Sonic Youth, El Mató a un Policía Motorizado, The Smiths e tantas outras bandas e músicos que inconscientemente acabam influenciando no nosso som”, dizem. A banda é formada por Matheus Genro Bueno e Guilherme Brum nos vocais e guitarras, Mariana Kussler no baixo e Vinício Möller na bateria.

Com o EP circulando pela rede – ouçam abaixo -, agora a banda planeja tentar girar ao máximo tocando e divulgando o trabalho. “Mais um clipezinho vai rolar, lançamos um vídeo de Inverno recentemente e estamos engajados em produzir mais registros visuais”. Segundo eles, um disco cheio também está nos planos de 2015, o que vai exigir mais dedicação. A circulação inclui a participação em festivais estaduais e mesmo nacional, também faz parte dos planos da banda.




 


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Em Bagé, Noite Senhor F reúne Similares e Calvin


da Redação

Neste próximo domingo, em Bagé, no Complexo Cutural Dom Diogo, às 20 horas, acontece o primeiro evento do projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente do ano. Desta vez, com apresentações do cantor e compositor Calvin e da banda Similares - Calvin é natural de Santa Cruz e Similares de Bagé. Além dos shows, haverá palestra e debates sobre a atual cena musical com o jornalista e produtor Fernando Rosa. O projeto é uma realização da Produtora Senhor F, com apresentação e patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura e Pro-Cultura RS.

Ainda com eventos por acontecer em várias cidades do interior do Rio Grande do Sul, o projeto conta com a primeira edição do Senhor Festival, em Porto Alegre, reunindo todos os artistas da circulação, além de headliners convidados, com shows especiais, voltados para curadores e produtores de festivais de fora do estado. A organização do evento já convidou produtores e curadores de festivais nacionais e latinoamericanos para conhecerem de perto, e ao vivo, a nova produção local.

No último 20 de dezembro, em Pelotas, aconteceu a última etapa do ano do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. No palco do Galpão Satolep, o anfitrião Zudizilla e os convidados General Bonimores de Passo Fundo e Velocetts de Farroupilha foram os destaques da edição. O evento contou com a participação do músico Frank Jorge, que palestrou sobre o momento atual da cena musical.

O projeto já passou por Gravatai, Caxias do Sul, Santa Cruz, Santa Maria e Rio Grande - com os artistas e grupos Frida, Calvin, Ana Muniz, Bob Shut, Jéf, e The Sorry Shop. O projeto inclui os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Johnny Chivas (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre).







+ Veja registros no projeto no Youtube:

- www.facebook.com/noitesenhorf 


/Noite


Projeto Noite Senhor F fecha 2014 com sucesso


da Redação

Neste último sábado, 20 de dezembro, em Pelotas, aconteceu a última etapa do ano do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. No palco do Galpão Satolep, o anfitrião Zudizilla e os convidados General Bonimores de Passo Fundo e Velocetts de Farroupilha foram os destaques da edição. O evento contou com a participação do músico Frank Jorge, que palestrou sobre o momento atual da cena musical.

Esta foi a sexta etapa do projeto, que já passou por Gravatai, Caxias do Sul, Santa Cruz, Santa Maria e Rio Grande - com os artistas e grupos Frida, Calvin, Ana Muniz, Bob Shut, Jéf, e The Sorry Shop. Em janeiro e fevereiro o projeto continua, seguindo para as demais cidades incluidas no projeto.

O projeto inclui os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Johnny Chivas (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre).

Ao final do projeto, um festival vai reunir todos os artistas da circulação, para a realização de shows especiais, abertos ao público e também voltados para curadores convidados. A organização do evento já convidou produtores e curadores de festivais nacionais e latinoamericanos para conhecerem de perto, e ao vivo, a nova produção local.

- www.facebook.com/noitesenhorf
 


/Noite


Em Santa Cruz, Calvin e Ana Muniz celebram nova música jovem gaúcha


da Redação

A cidade de Santa Cruz do Sul, cerca de 2 horas de Porto Alegre, foi sede da terceira etapa do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. O projeto premiado em primeiro lugar no edital Movida Cultural, da ProCultura RS, tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado. No Espaço Camarim, no centro da cidade, o evento reuniu os artistas Calvin, de Santa Cruz, e Ana Muniz, de Porto Alegre.

Os shows confirmaram o acerto do projeto que busca promover e dar visibilidade para a produção musical jovem do Rio Grande do Sul, além da capital. Ana Muniz, de 17 anos, primeira a se apresentar, confirmou a exuberância de sua música, tanto como compositora, quanto intérprete. Acompanhado de uma ótima banda, Calvin mostrou seu talento de compositor pop, com um repertório de ótimas e bem resolvidas canções.

Ajudados por um ambiente perfeito, o Espaço Camarim, os dois artistas interagiram com o público presente, em grande número e atento aos shows. A cada canção, os dois foram sendo aplaudidos mais intensamente, até serem ovacionados de pé, ao final das respectivas apresentações. No encerramento, celebrando o espírito do projeto, os dois artistas e bandas subiram juntos no palco para receber os aplausos finais e selar o sucesso do evento.

Na semana passada, em sua segunda edição, o projeto reuniu em Caxias do Sul o grupo local Bob Shut e o cantor e compositor Jéf, de Três Coroas. Os dois foram destaque na última edição do Festival El Mapa de Todos, realizado em Porto Alegre, com participação de artistas latinos. Jéf é finalista do programa Breakout Brasil, promovido pelo Canal Sony, que premiará o vencedor com a gravação de um disco.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente iniciou no dia 8 de novembro, com shows do grupo Frida, de Gravatai, e dos rapers Zudizilla, de Pelotas - no Sesc de Gravatai. Ao final da circulação interna será realizado um festival com os artistas do projeto, com presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e de países latinos. Aguardem a informação sobre a data e o local do festival, que ocorrerá em Porto Alegre, em fevereiro.


/Noite


Nova edição da Noite Senhor F, com Calvin e Ana Muniz, em Santa Cruz


da Redação

Neste sábado, 29 de novembro, acontece a terceira etapa do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente, que tem patrocínio do ProCultura-RS, da Secretaria de Estado da Cultura. Com shows de Calvin e Ana Muniz, o evento ocorre em Santa Cruz do Sul, no Espaço Camarim, às 20 horas. Calvin, de Santa Cruz e Ana Muniz, de Porto Alegre, são dois jovens e destacados artistas da nova música gaúcha.

Na semana passada, em sua segunda edição, o projeto reuniu em Caxias do Sul o grupo local Bob Shut e o cantor e compositor Jéf, de Três Coroas. Os dois foram destaque na última edição do Festival El Mapa de Todos, realizado em Porto Alegre, com participação de artistas latinos. Jéf é finalista do programa Breakout Brasil, promovido pelo Canal Sony, que premiará o vencedor com a gravação de um disco.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente iniciou no dia 8 de novembro, com shows do grupo Frida, de Gravatai, e dos rapers Zudizilla, de Pelotas - no Sesc de Gravatai. O projeto tem por objetivo conectar a nova produção musical do estado, que vem crescendo em vários pontos distantes da capital. Ao final da circulação interna será realizado um festival com os artistas do projeto, com presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e de países latinos. 

* Na foto, Calvin e o cantor e compositor uruguaio Franny Glass.


/Noite


Frida e Zudizilla abrem, em Gravataí, Noite Senhor F - Conexão RS


da Redação

As bandas Frida e Zudizilla realizam em Gravatai, no sábado, dia 8 de noovembro, o primeiro show do projeto Noite Senhor F - Conexão RS. Frida de Gravatai e Zudizilla de Pelotas promovem o encontro de diferentes regiões e também de gêneros musicais. A anfitriã é uma das bandas de rock & pop revelação do Rio Grande Sul, enquanto Zudilla traz o hip pop com influências reigonais.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente foi aprovado em 1º lugar, em sua categoria, no edital Movida Cultural, promovido pelo FAC/Sedac-RS, em parceria com a Petrobras.O projeto realizará 12 eventos em diferentes cidades do interior do estado, incluindo também Porto Alegre, além de seminários voltados para a qualificação de produtores locais.
 

Participam do projeto os seguinte artistas, que realizarão shows em suas cidades, e em outra cidade do estado, entre os meses de novembro de fevereiro:

- Similares (Bagé),
- Zudizilla (Pelotas),
- Bob Shut (Caxias do Sul),
- Jéf (Três Coroas),
- Sorry Shop (Rio Grande),
- Velocetts (Farroupilha),
- General Bonimores (Passo Fundo),
- Johnny Chivas (São Borja),
- Calvin (Santa Cruz),
- Rinoceronte (Santa Maria),
- Frida (Gravataí),
- Ana Muniz (Porto Alegre).

No final de fevereiro, o evento culmina com um festival-mostra com todas as bandas, e presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e da América Latina. Além disso, haverá um workshop com palestrantes locais destinado a mostrar a história da música, em especial da história e da evolução da música jovem do estado.


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Noite Senhor F: espaço e referência para as novas gerações


por Fernando Rosa

A última Noite Senhor F reafirmou o compromisso do evento com a renovação da cena e com a formação de público em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul e sede do festival El Mapa de Todos. No palco, as bandas Fire Department Club, Frida e Dévil Évil justificaram os comentários sobre o acerto da curadoria. Cada banda em sua onda, foram três shows dignos de qualquer grande festival em qualquer estado do Brasil.

Em especial, a 1ª Noite do ano destacou a banda Frida que, além de um belo show, mostrou a força de sua música na platéia. Ou seja, um bom número de fans de Gravatai, sua cidade natal, na Região Metropolitana, Cachoeirinha e Porto Alegre, cantando todas as músicas. Uma boa surpresa para quem não conhecia a banda e se perguntava “o que era aquilo?”.

Um fato que se repetiu ao longo dos mais de 10 anos de realização do evento, inicialmente em Brasília, entre 2001 e 2008, e desde 2011 em Porto Alegre. Nesse período, passaram pela Noite Senhor F artistas como Vanguart, em seu primeiro show fora de Cuiabá, Cachorro Grande, Faichecleres, Autoramas, La Pupuña, Phonopop, Superguidis, Los Porongas e tantos outros (veja a lista na página do evento, no menu acima).

Assim, humildemente, a Noite Senhor F, em parceria com o Opinião, dá mais um importante passo para tornar-se referência de produção musical jovem e ponto de encontro das novas gerações. Um papel que custa esforço de produção, respeito pelos artistas e bandas e, principalmente, pelo público que comparece no Opinião. E, claro, ouvir muita música, ver vídeos e ir a shows, o que não é trabalho, é diversão e prazer. 

(na foto: Frida p/Belisa Giorgis).