/Opinião


John Lennon vive: por um mundo sem fronteiras!


por Fernando Rosa

O "beatle" John, também Lennon, músico, poeta, revolucionário, continua vivo entre nós, pregando a paz, o fim da propriedade, das fronteiras entre os países, da ganância e da fome, como cantou em Imagine, dez anos antes de ser assassinado. Assim como Che Guevara, ele viveu os tempos modernos batalhando cotidianamente pela liberdade, pela construção de um novo mundo, do homem novo despreendido de toda sorte de preconceitos e rancores. "Quanto mais fundo se vai, mais alto se voa: quanto mais alto se voa, mais fundo se vai - então, vamos lá!", cantava ele no Álbum Branco, em 1968.

De fato, o roqueiro irrecuperável, que "largou tudo" quando ouviu Heartbreaker Hotel pela primeira vez, com Elvis Presley, na década de 50, levou a sério o espírito de albatroz. Em show da banda, ainda no começo da mitológica carreira, ele desafiou a paparicagem imperial, sugerindo que a rainha Elizabeth e sua apodrecida entourage chacoalhassem as jóias nas galerias, enquanto pedia para a jovem plebe inglesa bater palmas. Depois, ao lado de Yoko Ono, ele espalhou cartazes pelo mundo pregando o "Was Is Over" (A Guerra Acabou), fez os famosos "bed in" pela paz e, antes de morrer, afastou-se de tudo apenas para criar o filho Sean.

Ao lado de Bob Dylan, principalmente, ele adicionou ao novo "ritmo diabólico" do rock and roll a poesia rica, simples e direta para expressar os conflitos mais complexos da Humanidade. Em Working Class Hero, alertava os trabalhadores sobre a ilusão da boa vida capitalista, denunciando que "eles lhe mantém dopado com religião, sexo e televisão, e você pensa que é muito inteligente, livre e sem classes". Em Woman Is The Nigger Of The World, denunciava o preconceito contra a mulher, cantando que "nós a fazemos pintar o rosto e dançar, e se ela não for uma boa escrava, dizemos que ela não nos ama". Os "bandidos britânicos" também não escaparam de sua língua ferina, acusados de terem submetido os irlandeses a milhares de anos de tortura e fome.

Hoje, em seu aniversário de morte, John Lennon e seu sonho de igualdade e fraternidade continuam tão vivos quanto a sua imagem no coração dos povos, apesar daqueles que, por vezes, insistem em reeditar o mesmo velho assassino de ontem. Em Instant Karma, Lennon perguntava "afinal por que estamos no mundo", respondendo que "certamente não era para viver com medo e dor". "Realize seu sonho, apontava ele, certo de que não era "o único sonhador", e que "o mundo podia ser uma coisa só". "Vamos lá!", com Lennon, afirmar as convicções, que são eternas, ao contrário dos neo-macartistas, golpistas e coxinhas de final de semana.

* Este texto (com algumas atualizações) foi escrito nos anos noventa, publicado originalmente no jornal Hora do Povo, mas até hoje não conseguimos produzir nada melhor para demonstrar nosso mais profundo respeito pelo ser humano, artista e político que foi John Lennon. 


/Matéria


Lestics, estrela da manhã e meteoro do extermínio


por Fernando Rosa

Na era CD, falar em "disco-objeto" sempre pareceu uma forçação de barra para esconder a falta do principal, a música. Lembrava dos discos "Transa" do Caetano e "Expresso 2222" do Gil e tratava de mudar assunto. Mas eis que de repente me deparo com um "cd-objeto" lindo, que não apenas contém música, mas que a traduz em sua dimensão estética. O cd "Torto", novo lançamento da banda Lestics, de São Paulo.

“Bem vindo ao desconforto / Você que acabou de chegar / Por aqui, quanto mais torto / bem-vindo alguém será”, diz a letra da faixa título, apresentando a nova criação da banda, como sempre surpreendente. Para quem não conhece, Lestics é um dos "segredos" mais bem guardados do melhor rock independente nacional. De épocas em épocas, Olavo Rocha & turma, agora em nova formação, invadem nossas almas com suas músicas, embaladas em canções e letras (cinematográficas) sensíveis, irônicas e, por vezes delicadamente cruéis. Seu fã clube de apaixonados ouvintes acompanha a banda com expectativa e reverência musical.

Em meio a escrotidão cultural atual, Lestics traz inteligência, criatividade e qualidade musical ao cenário independente nacional. Assim como conteúdo musical e apresentação estética, o repertório tem uma unidade que transforma o disco é uma obra inteira, única - (em particular, minha preferida é "Estrela da Manhã). O instrumental delicado, com guitarras excepcionais, as crônicas cotidianas e a voz especial de Olavo, revestem a todas com uma rara sofisticação artística. Lesticas é Olavo Rocha (voz), Marcelo Patu (baixo), Caio Monfort (guitarra) e Rodrigo Saldanha (bateria). Ouça o disco:


/Especial


Meaty Beaty Big and Bouncy, por Pete Townsend


por Pete Townsend

Escutando este disco é fácil imaginar que o sucesso do The Who foi feito de compactos. Onde entra o ‘Tommy’ nesta história, longo, discutido e, finalmente, expatriado, é difícil de dizer. Provavelmente, perto da época do segundo disco, ‘A Quick One’ ou ‘Happy Jack’, como era chamado nos Estados Unidos. Antes de termos a idéia de fazer um álbum que fosse a expressão de nossos próprios sentimentos, ou, no caso de ‘Happy Jack’, expressão de nossa insanidade, acreditávamos apenas em compactos. Nós, eu repito, só acreditávamos em compactos.

Na Inglaterra, álbuns eram presentes de Natal, e compactos eram o que se comprava por prestígio. Era a recriação do sistema de salão de baile da cidade pequena, com discoteca, transferido para a sua sala de estar. Você tinha que ter uma vitrolinha regulamentar, acondicionada artisticamente numa caixa de vinil com tampa, que escondia um amplificador de 2 Watts, que não amplificava nada, e um toca-discos no qual se podia empilhar 12 ou 15 dos 20 compactos da moda, para dança contínua do último ritmo de sucesso - que só diferia do anterior nos mínimos e mais insignificantes detalhes - por exemplo, o balançar dos quadris.

Com isso aí, está a dita a verdade sobre os compactos: eram pequenos e feitos para ter um som pequeno. Se fossem feitos em hi-fi, para acabarem sendo tocados nas vitrolinhas domésticas, perdia-se tempo e mais nada.

Shel Talmy, que produziu nossos primeiros três compactos, acreditava em promover grupos desconhecidos e levá-los ao estrelato. Era também um mestre em fingir que o grupo não existia, quando estava no estúdio de gravação. Apesar de nossos primeiros discos serem os melhores que fizemos, foram também os mais chatos. Nós só descobrimos que gravar era uma curtição quando fizemos ‘Happy Jack’, e o respectivo álbum com o produtor Kit Lambert. Apesar disso, Shel foi quem nos deu os primeiros sucessos - e por isso esteve tão perto de ser Deus, por uma semana, quanto qualquer outro ser humano já conseguiu. Foi uma semana curta, é verdade: eu logo descobri que a chave do nosso sucesso eram as brilhantes composições do principal guitarrista - ou seja, eu. Talmy e todos os outros que reclamam para si a razão do sucesso do The Who, não passam de impostores.

Como vocês podem ver, eu me orgulho de minhas contribuições para o melhor álbum do The Who. A contribuição de John Entwistle também deveria ter sido um compacto, e por isso que faz parte do disco. Sem a mínima culpa, eu digo bem alto que os compactos provavelmente são exatamente o que é a vida. O que o "caminho espiritual" é.

Pergunte a Kit Lambert, como é que se abrevia uma canção que tem duas horas de duração, 24 versos, seis chorus e 12 solos de guitarra, para caber tudo em 2,50 minutos, ou menos. Pergunte a ele como fez isso, sem ofender o autor. Com enganos, mentiras e imposturas. É exatamente assim que é o rock.

A coisa mais inacreditável para mim é que Kit Lambert, depois de dois anos de lavagem cerebral como produtor de compactos para rádio, tenha conseguido revirar sua cuca e surgir com a ópera rock. Paradoxo enigmático. Mais uma boa questão para um grupo que decresceu nas paradas de sucessos. Escutando ‘Magic Bus’ e ‘I Can See For Miles’, ninguém explica porque não foram sucessos, ou porque ‘Tommy’ foi. Kit Lambert sabe algumas respostas, e talvez porque este LP ‘Beaty, Meaty, Big and Bouncy’ cubra uma grande uma grande parte de nossos sucessos ingleses; e também nossa relação com Kit Lambert como produtor, ele seja, em minha opinião, a melhor coleção de compactos do The Who que existe.

‘Anyway, Anyhow, Anywhere’, nosso disco, foi escrito quase todo por mim, mas aquela era uma época política, em 64. Ou será em 65? Roger ajudou muito com os arranjos, e ficou com a metade dos créditos. Hoje, ele faz isso de graça, que Deus o abençoe. Eu estava deitado no meu colchão, no chão, ouvindo um disco do Charlie Parker, quando ocorreu o título (geralmente penso primeiro no título). Ocorreu-me que o camarada era tão livre, quando tocava. Parecia uma alma sem corpo, voando, cavalgando no som. Escutar os solos compulsivos de Dizzy Gillespie, depois de ouvir o Bird, era sempre uma desilusão. Não importa quão inteligente Gillespie fosse, ninguém conseguia seguir o Bird. Hendrix deve ter sido sua reencarnação, especialmente no que toca a guitarristas. A liberdade sugerida pelo título ficou restringida pela agressão de nossa imagem excessivamente definida. Quando finalmente escrevi a letra, Roger, que era fogo nessa época, alterou muita coisa para adaptar ao seu temperamento.

Musicalmente, foi um passo à frente. Em ‘I Can't Explain’, tínhamos sido inteiramente manipulados pelo estúdio - onde não mais pisei. Jimmy Page fez o ritmo no lado 'a' e solo no lado 'b' – ‘Bald Headed Woman’. Ele quase fez o solo do lado 'a' também, mas era tão simples que até eu podia tocá-lo. As Beverly Sister ficaram com o vocal.

‘Anyway ...’ marcou nossa descoberta do piano de Nick Hopkins, que é um gênio total e gosta do The Who. Gosta também de John Lennon, e de muitas outras pessoas que lhe dão trabalho. Muitos conjuntos suspiravam aliviados quando ele e sua mulher apareceram novamente na Inglaterra este verão. E ele ainda está trabalhando. Kit Lambert descreveu ‘Anyway, Anyhow, Anywhere’ para a imprensa como "um disco de arte pop, que contém arte pop musical. Os sons de guerra, caos e frustração estão descritos musicalmente sem o uso de efeitos sonoros". Nick Conn, entediado e cínico - ele conseguia ser mais cínico do que eu - disse calmamente: "isso é impressionismo, não arte pop". Eu repeti humildemente as instruções de Kit, murmurando alguma coisa sobre Peter Blake e Lichsteintein morrendo de vergonha, enquanto o disco gritava "posso ir a qualquer lugar, onde quiser, posso viver de qualquer maneira, ganhar ou perder, posso ir a qualquer parte procurar algo de novo, de qualquer maneira, por qualquer caminho, em qualquer lugar".

A seguir lançamos ‘My Generation’. O hino. A canção patriótica que se canta em jogos de futebol. Eu poderia dizer uma porção de coisas a esse respeito, principalmente o que não foi dito, porque algumas das coisas ditas foram hilariantes. É claro que esta música foi escrita como regra-três. Foi um blues do gênero de ‘Talkin New York’, que veio de uma série de músicas que eu estava fazendo de uma só vez, usando um gravador. Kit Lambert tinha me dado dois tape-decks de boa qualidade, quando sugerira que eu compusesse em série - e a idéia de agradou porque eu já fizera o mesmo com gravadores inferiores, e obtivera excelentes resultados. Mas quando você se senta e pensa qual fita tocar, começa a ficar difícil. A questão é que as estruturas mais comuns de blues, que os conjuntos costumam misturar umas com as outras, são as únicas coisas que vêm à sua cabeça enquanto você olha para os botões de controle e se imagina posteriormente dizendo: "eu toquei todos os instrumentos, no caso, guitarra, guitarra-baixo e maracas”.

De qualquer forma, escudado na minha bela aparelhagem de som, comecei a me divertir escrevendo pequenos temas que mais tarde mixava, colocava partes extras, aumentava, diminuia - e de um modo geral curtia muito.

Comecei a aprender a tocar comigo mesmo; uma espécie de masturbação. ‘My Generation’ foi elogiada por Chris Stamp, nosso "outro" empresário, que era adorado simplesmente como fonte de dinheiro - vindo de seu trabalho como assistente de direção em vários filmes épicos. Ele estava convencido que este iria ser o melhor disco do The Who até então - e considerando estado geral das coisas, foi de uma inteligência inacreditável.

Kit fez infindáveis sugestões para melhorar a música. Mais tarde, disse que foi porque estava inseguro dela. Decidi então fazer mais duas alterações na minha alcova de iniqüidades magnéticas. Na primeira, introduzi a gagueira, e na segunda, mudanças de tom novamente roubadas dos Kinks. A partir de então, soubemos que seria um sucesso - cheguei a contrair uma gagueira de verdade, da qual só me livrei há bem pouco tempo (NR – este texto é de 1971).

Durante o período dos "concertos", entendi que as palavras que surgem espontaneamente na cabeça, sem razão alguma, são sempre as melhores. Eu tinha escrito a letra de ‘My Generation’ sem pensar, com pressa, rabiscando uma folha de papel dentro de um carro. Durante anos, depois, tive de viver com aquele letra, me esforçando para ser coerente com ela. Estou até hoje esperando a hora em que alguém vai me dizer: "você disse naquela música que morreria quando ficasse velho. Bem, você ficou velho. E agora?". Ainda bem que a maioria das pessoas é muita educada para dizer uma coisa dessas a um ídolo em declínio, mas eu a digo sempre a mim mesmo. A hipocrisia de acusar hipócritas de estarem sendo hipócritas é hipócrita demais. Vejam o último disco de John Lennon, vejam ‘My Generation’.

É inacreditável para mim, mesmo que não seja para vocês, que eu só posso lembrar de coisas inconseqüentes e pejorativas para contar como a lírica brotou de meus vários orifícios corporais. ‘Substitute’, por exemplo, foi escrita como uma paródia de ‘Nineteenth Nervous Breakdown’ dos Stones. Nas primeiras gravações domésticas, eu cantava imitando um pouco Mick Jagger - e Kit obviamente gostou, porque sugeriu esta música para seguir ‘My Generation’.

A letra foi uma das mais badaladas do The Who, o que vem mais uma vez provar que "deve-se confiar na arte, não no artista". É o que se dizia do silêncio de Dylan sobre seu trabalho. Para mim, ‘Mighty Quinn’ é um dos cinco mestres de nossa Era - o primeiro é Meher Baba, é claro. Para Dylan, provavelmente é a jardinagem, ou as alegrias de colocar o cocô de cachorro no lixo só para aporrinhar Alan J. Weberman. ‘Substitute’ me faz pensar numa canção escrita para utilizar um bom título. Um jogo de palavras. Bem, é claro que ela pode significar muito mais para mim agora, mas seu eu disser o que ela significa vocês diriam que eu me levo a sério demais.

Alguma coisa foi tirada de uma música que tocaram para mim numa sessão de entrevista na revista Melody Maker chamada ‘Blind Date’. Era de um grupo que depois me escreveu agradecendo por ter falado bem de seus discos. As coisas se desenrolam de tal modo nessas entrevistas que músicos famosos escutam faixas sem saber quem são os autores, e dizem coisas horríveis sobre seus melhores amigos - sem saber. O que torna o quadro geral da música pop ainda mais competitivo e baixo astral. A música sobre a qual falei bem não era um sucesso. Eu plagiei, nós produzimos, vocês compraram.

‘The Kids Are Alright’ não saiu em compacto na Inglaterra, só nos Estados Unidos. Por estranho que pareça, o lugar onde mais vendeu foi Detroit, uma área onde o The Who não tinha grande penetração. Detroit, ou pelo menos Ann Arbor, foi o primeiro lugar onde tocamos depois de New York.

Algumas faixas deste álbum são boas porque são tão simples quanto rimas infantis. ‘Legal Matter, por exemplo, é sobre uma cara que está fugindo de uma garota que quer processá-lo por quebra de promessa de casamento. Enquanto a letra dizia "é um assunto legal, baby, casamento é uma droga e eu estou fugindo", o que eu queria dizer nas entrelinhas era "estou sozinho, com fome, e a cama está desarrumada". Acho que eu estava precisando era de uma empregada. É terrível se sentir um partido razoável, mas não encontrar mulheres que concordem com isso.’

‘Pimball Wizard’ é simplesmente um pedaço de ‘Tommy’. É minha canção favorita do disco, e foi escrita para puxar o saco de Nick Conn - que é um ávido frequentador de fliperamas - e torná-los mais receptivo aos meus planos de fazer óperas-rock.

Depois da maravilhosa produção de ‘Pinball...’, é muito difícil imaginar que qualquer coisa produzida por Kit Lambert com o The Who antes dela pudesse se agüentar. Existem duas canções que resistem à comparação: ‘Pictures of Lily’, por exemplo, que é simplesmente sobre masturbação, e sua importância para um jovem. Na realidade, estava me vingando de meus pais, que quando me pegavam em flagrante começavam a falar alto do lado de fora da porta de meu quarto: "porque ele não pode sair com garotas, como qualquer um?".

Mas a grande obra de arte produzida pela dupla Who/Lambert foi, é claro ‘I Can See For Miles’. A versão daqui não é em mono, o que é uma pena, porque o mono faz o estéreo soar como Carpenters. Cortamos a faixa em Londres, nos estúdios da CBS e trouxemos as fitas para os estúdios da Gold Star em Hollywood para mixagem. A Gold Star tem a melhor câmara de eco do mundo. E ficou um pouquinho disso na versão em mono. Eu suspiro quando ouço o som. A letra, que senadores senis têm acusado de ser sobre drogas, refere-se a um cara ciumento que tem uma vista excelente. Mesmo.

Duas das faixas deste disco são produzidas pelo The Who, não por Kit Lambert. Uma é ‘Substitute’. Foi feita logo depois de ‘My Generation’ e Kit não estava em condições de produzí-la. Um sujeito chamado Chris, do estúdio Olimpic, fez o som, mixou, e até mesmo conseguiu um eco razoável. Eu me meti um pouco, e me apropriei do crédito todas as vezes em que foi possível. Keith nem se lembra de ter gravado - o que indica sua condição na época. A outra faixa produzida pelo The Who foi The Seeker, que é dos discos mais "estranhos" que nós fizemos, além de ser o que eu gosto menos. Ele teve também o azar de ser feito logo após o Tommy, e também de ser gravado vezes demais. Gravamos uma vez no nosso estúdio em casa, depois no IBC, onde trabalhávamos normalmente, e depois com a produção de Kit Lambert. Nesta altura, Kit arrancou um dente, teve problemas no maxilar, e acabamos refazendo tudo nós mesmos. Os resultados foram incríveis. Parecia muito bom no pântano cheio de mosquitos onde a música foi escrita - Florida, às três da manhã, inteiramente bêbado, com Tom Wright e John Wolf. Mas é no pântano que os problemas sempre começam. O jacaré virou elefante e finalmente morreu nos palcos da Inglaterra. Acho que nunca chegamos a tocá-la nos Estados Unidos.

A única trilha onde não fiz nada também não saiu como compacto. Política, ou a minha vaidade desmedida, podem ser a razão, mas ‘Boris The Spider’ nunca foi lançada como compacto, e poderia ter sido um sucesso. Foi a canção mais exigida pelo público nos palcos onde nos apresentados, e se isso quer dizer alguma coisa, era a canção favorita de Hendrix. O que me irritou bastante, posso garantir. John me apresentou a ‘Boris ...’ da mesma maneira que eu apresentei ‘My Generation’ aos outros: através de um gravador. Nós nos reunimos no quarto de John (que é minúsculo) e ouvimos incrédulos o som estranho e distante das cordas, misturado com uma letra que falava de morte horrenda de uma aranha. A canção tinha tanto charme que tratei de voltar correndo para casa para compor. Era um sucesso, e ainda é - não sei porque não a tocamos mais, nem a outra obra-prima de John, ‘Heaven and Hell’. As músicas de John são "malvadas", e deve sempre haver um número malvado.

Também de interesse para colecionadores é ‘I'm a Boy’. Esta é uma versão maior e mais relaxada do compacto, e tem novos vocais adicionados. A canção é sobre um garoto cuja mãe o veste como uma menina, e não o deixa ter diversões normais de um menino, como por exemplo estripar lagartos e jogar pedras em carros. Tipo Alice Cooper. É claro que Zappa disse tudo quanto que ser dito quando escreveu sua ópera rock, só que ninguém notou, por isso ele teve de escrever uma sátira da única ópera rock que todos notaram. ‘I'm a Boy’ foi minha primeira tentativa de ópera rock - e se bem que o assunto fosse meio inconsistente. ‘Tommy’ também era.

‘Magic Bus’ é típico do The Who, e a Decca deitou e rolou com esse disco. Ônibus com Mickey Mouse pintados, capas com o The Who endossando a propaganda como se fosse nossa idéia. De qualquer maneira, nós gostamos da música - foi gostosa para gravar e tinha um som meio místico. Na primeira vez que gravamos, podia-se ouvir uma mosca voando no estúdio. Mas a letra é um lixo, novamente cheia de inferências a drogas. Quando escrevi ‘Magic Bus’, o LSD não tinha nem sido inventado ainda - que eu soubesse. Se alguém do conjunto dissesse "eu tomo drogas" saia uma grande confusão. Até que se disse e a confusão não veio - e um pouco depois nos entediamos de drogas. Principalmente porque não tinha valor publicitário. Agora, ônibus, é meio devagar! A resposta da Decca ao Tommy foi: The Who, Magic Bus On Tour. Um grande título, uma excelente apresentação. Também uma picaretagem, insinuando que o disco era gravado ao vivo. Bastardos. Mas eles se arrependeram do disco - se bem que não conseguiram anulá-lo. Esse disco de agora é tudo que o antigo deveria ter sido: o melhor do The Who.

Para terminar, esse novo disco é um histórico que queremos que vocês todos conheçam. É uma mistura dos nossos sucessos ingleses com os americanos, e onde podemos ser comparados com todos aqueles que nos influenciaram - ficamos paranóicos ao saber que milhares de americanos nunca ouviram nada disso. Podem ter ouvido algumas coisas no palco, mas as faixas são muito melhores. Em termos de conjunto, Cream, Hendrix e Zeppelin, por exemplo, se tornaram muito maiores do que o The Who, e muito mais depressa. Mas eles não têm as bases sólidas de rock que nós mostramos nesse álbum. Ele nos lembra que nós realmente somos The Who.

* Artigo do líder do The Who, publicado no jornal/revista Rolling Stone (versão nacional), em sua edição número 1, de 1º de fevereiro de 1972. 


/Biografia


Santana, a explosão mundial do rock latino


por Fernando Rosa

O surgimento de Santana, então ainda Blues Band, na tela do filme Woodstock, registro do festival realizado em 1969, é um marco fundamental para a difusão da música latina mundo afora. Até aquele momento, a música em espanhol era representada por gêneros tradicionais, como tango e o bolero, ou ritmos dançantes. Ligado ao rock, e ao universo hippie, Santana conquistou imediatamente a juventude de boa parte do mundo.

Músicas como Evil Ways, Black Magic Woman, Samba Pa Ti e, especialmente, Oye Como Va, um original de Tito Puente, deram ao rock uma cara latina. Seus três discos, Santana, Abraxas e Santana (3) tornaram-se clássicos do rock mundial e abriram caminho para outros grupos como Malo, de seu irmão Jorge, El Chicano e War, de um lado e do outro da fronteira, que um dia foi uma coisa só, e mexicana, aliás.

Ao mesmo tempo, como já escrevemos, a aparição de Santana foi o grande momento do rock mexicano, mesmo que naquele momento ele já estivesse vivendo nos Estados Unidos, mais exatamente em San Francisco. O grupo surgiu em 1967, em San Francisco, inicialmente formada por Santana na guitarra solo, Tom Fraser na guitarra base, Mike Carabello na percussão, Rod Harper na bateria e percussão, Gus Rodriguez no baixo e Gregg Rolie nos vocais e teclados.

Ao longo de mais de quarenta anos de atividade, Santana gravou dezenas de discos com a banda e também em formato solo. Santana dividiu estúdios e palcos com os músicos mais importantes do mundo, tanto do rock, como de outros gêneros, como o guitarrista John McLaughlin. Santana também apresentou-se em grande parte dos países do mundo levando seu som latino, incluindo o Brasil, onde apresentou-se por várias vezes.

Antes de Santana, o México já havia sido o precursor do rock and roll cantado em espanhol, tendo influenciado os demais países da América Latina - particularmente o rock argentino. O cantor, guitarrista e compositor Richie Valens, autor de La Bamba, descendente de mexicanos, mas nascido em território americano, por outro lado, foi a principal referência externa do rock do pai nessa época. Nos temos modernos, esse papel coube ao grupo Cafe Tacvba, ainda em atividade.


/Matéria


25 clássicos do rock ao vivo


por Fernando Rosa

Em uma época em que os shows de rock se limitavam basicamente aos Estados Unidos e Europa, os discos ao vivo cumpriram a missão de aproximar o público dos artistas no palco. Uma série de discos fez a cabeça da geração dos anos sessenta e setenta, em especial, como "Free Live!" com o Free, "Slade Alive" com o Slade, e "Full House" com o J. Geils Band, para citar alguns.

Alguns deles tornaram-se clássicos que sobreviveram às gerações seguintes, do que talvez seja o melhor exemplo "The Almann Brothers Band - At Filmore East". "Jerry Lee Lewis - Live at Star-Club", por sua vez, capta um dos momentos mais explosivos da conjunção de um artista dos anos cinquenta com a geração seguinte - é acompanhado pelo grupo inglês Nashville Teens.

A lista dos grandes discos ao vivo é praticamente inesgotável, mas selecionamos 25 títulos, incluindo representantes de várias décadas e gerações do rock, de Yardbirds, com Eric Clapton, até Nirvana, passando por Television. A lista não pretende esgotar o tema, mas apenas sugerir alguns dos discos que representam o rock em seus momentos mais "vivos".
25 clássicos ao vivo
Cheap Trick - At Budokan (complete)
Cream - Live Cream Volume II
Free - Free Live!
Grateful Dead - Europe '72
J. Geils Band - Full House
Jefferson Airplane - Bless It's Pointed Little Head
Jerry Lee Lewis - Live at Star-Club
Jimi Hendrix - Live at Woodstock
John Mayall - Jazz Blues Fusion
Johnny Thunders & The Heartbreakers - Live at Max's Kansas City '79
Johnny Winter And - Live
MC5 - Kick Out The Jams
Neil Young & Crazy Horse - Rust Never Sleeps
Nirvana - Unplugged in New York
Slade - Slade Alive!
Television - The Blow-Up
The Almann Brothers Band - At Filmore East
The Cramps - Smell of Female
The Doors - Live At The Bowl '68
The Dream Syndicate - The Complete Live at Raji's
The Groundhogs - Live at Leeds '71
The Rolling Stones - Get Yer Ya-Ya's Out
The Trashmen - Live Bird 65-67
The Who - Live at Leeds
The Yardbirds - Five Live
 



Vídeos

/Videoclipe


Lucas Estrela com Esquina do Veropa


Clipe do guitarrista paraense Lucas Estrela com a música Esquina de Veropa, que traz imagens do Mercado Ver-o-Peso, em Belém. Lucas Estrela é uma das revelações da nova música do Pará, em especial da guitarrada. 


/Videoclipe


Canalón de Timbiquí, da Colômbia, com Que pena


Registro do Grupo Canalón de Timbiquí, da Colômbia, destacando Nidia Góngora, voz-líder, com a música Que Pena. 


/Ao vivo


Lembrando Elliott Smith


Lembrando Elliott Smith: 6 de agosto de 1969 - 21 de outubro de 2003. Um dos songwriters mais importantes da música moderna. Autor de canções geniais como essa, Waltz #2, do disco X0.


/Documentário


O documentário sobre Paêbirú na íntegra


O documentário "Nas Paredes da Pedra Encantada", a história por detrás do mítico álbum Paêbirú - Caminho da Montada do Sol, de Lula Côrtes e Zé Ramalho. De Cristiano Bastos e Leonardo Bomfim. Original disponível na Monstro Discos.


/Videoclipe


A neo-psicodelia dos argentinos In Corp Sanctis


In Corp Sanctis é de Buenos Aires, Argentina. Com menos de três anos de carreira, já tem dois discos lançados. O segundo, "Libres Van”, traz vários temas de neo-psicodelia en espanhol. O clipe para o tema "Libres Van" foi dirigido por Mateo Braun. O disco é um lançamento do selo local Scatter Records.


Resenha



Senhor Player


Nova Psicodelia

Clássicos & raridades dos anos 2000




El Mapa de Todos - 7ª edição

/Festival


El Mapa de Todos: 7ª edição em 2017


da Redação

O Festival El Mapa de Todos caminha para a sua sétima edição, novamente em Porto Alegre, no primeiro semestre de 2017 - aguardem confirmação dos dias e local. Mais uma vez, artistas, público e organizadores propiciarão mais um momento de integração. "Cada dia somos más - ou mais", afirma o curador do festival, Fernando Rosa, citando canção do músico argentino Leon Gieco.

A primeira edição do festival aconteceu em Brasília, no final de 2008, destacando artistas como Babasónicos, Turbopotamos, Javiera Mena, Sr Chinarro e Marcelo Camelo, entre outros. Pelo palco do festival já passaram 96 artistas, representantes de 11 países da América Latina, Central, Espanha, Portugal e México. Vários artistas, pouco conhecidos quando se apresentaram no festival, tornaram-se nos anos seguintes artistas de renome em seus país, e mesmo no mundo.

Neste ano, a organização do festival pretende afirmar e celebrar as sete edições do festival como "uma vitória da integração". Segundo Rosa, "mais do que nunca precisamos ser cada dia mais gente buscando outras formas de relações humanas". "O preconceito, a xenofobia e o belicismo não interessam a quem quer a convivência pacífica no planeta", diz ele. A música é uma arma poderosa e festival El Mapa de Todos é uma pequena contribuição nesse processo, dizem os organizadores.

O festival El Mapa de Todos tornou-se uma referência tanto no Brasil, quanto na Ibermoamerica, para a circulação de artistas independentes. "El Mapa de Todos, mucho más allá de ser un festival de música, es un verdadero lugar de encuentro", registrou o portal espanhol Zona de Obras. "Su propuesta está claramente destinada a potenciar la integración musical de Brasil con el resto de países iberoamericanos, algo que hasta hace muy poco resultaba casi utópico de imaginar".

Cada día somos más

Dia tras dia los tiempos cambian 
y son nuevas las mañanas
cada hombre joven con sus fuerzas 
ya quieren la tierra libre pisar 

Todos canten, todos gritan, todos vivan 
que estos son tiempos de pensar 
y cada dia somos mas 
que estos son tiempos de pensar 
y cada dia somos mas 

Dia tras dia se abre la esperanza 
de que tenga cada uno un lugar 
mentes calladas ya despiertan 
a latidos de sus almas 

... estos son tiempos de pensar 
que cada dia somos mas. 


.

 




/O FESTIVAL


Babasónicos, show memorável na 1ª edição do El Mapa de Todos


A banda Babasónicos realizou um dos shows mais inesquecíveis do festival El Mapa de Todos. Os argentinos apresentaram-se na primeira edição do festival, que ocorreu em Brasília, no Espaço Brasil Telecom. Como se estivem tocando para um ginásio lotado, o grupo levou o público presente literalmente ao delírio, como mostra o...


Continue lendo...

/O FESTIVAL


El Mapa de Todos, conceito e qualidade em 2011


da Redação

“O que mais importa são as pessoas”, disse em um bom português Xoel López, músico da Galícia, Espanha, ao despedir-se do El Mapa de Todos, traduzindo o clima de integração musical, cultural e afetivo que marcou os três dias do festival, realizado nos dias 12, 13 e 14 na capital...


Continue lendo...

/O FESTIVAL


Uruguaio Franny Glass conquista público gaúcho


O cantor e compositor uruguaio Franny Glass fez um dos shows mais aplaudidos do festival El Mapa de Todos. Com repertório baseado em seu terceiro disco, Podador Primaveral, ele conquistou o público gaúcho. Em vários momentos, o público ensaiou cantar junto as músicas.


Continue lendo...

/O FESTIVAL


El Mapa de toda a América


por Paulo Finatto Jr. / Noize

No final de novembro, Porto Alegre sediou a quarta edição do festival El Mapa de Todos. Com o intuito de integrar a cena independente da América Latina, o evento levou para o palco do Opinião, pelo terceiro ano consecutivo, um apanhado do que surgiu de melhor nos últimos anos no Brasil e nos seus...


Continue lendo...

/O FESTIVAL


Festival El Mapa de Todos, integrando a América Latina


da Redação

“En su quinta edición, El Mapa de Todos volvió a dejar claro en la ciudad brasileña de Porto Alegre que su apuesta por la integración no se detiene y es atrevida, reafirmándolo como un festival que celebra la diversidad sonora desde lo estético y reivindica el peso histórico de la...


Continue lendo...

/O FESTIVAL


El Mapa de Todos no centro da integração


da Redação

Em sua sexta edição, o Festival El Mapa de Todos consolidou sua posição de vanguarda do processo de integração musical iberoamericana. Realizado pela Produtora Senhor F, com patrocínio-master da Petrobras, o festival confirmou seu papel de plataforma de intercâmbio regional. No palco, na...


Continue lendo...

Indie Brasil

/Noite


Superguidis, o coraçãozinho sobreviverá


por Fernando Rosa

Nunca me senti à vontade para dizer o que achava do Superguidis. Falei deles sobre as mais variadas abordagens e formas. Mas sempre fugindo de dizer exatamente o que pensava. Bem, acho que agora, depois de dez anos, posso falar. Sempre achei a melhor banda da sua geração. Em música, em poesia, em presença de palco. Muitas outras foram geniais, mas eles foram perfeitos. Em todos os discos, mas especialmente no primeiro.

O primeiro disco tem uma série de histórias que envolveram o seu lançamento. Os guris, imagino, tentaram outros selos, mas ninguém deu bola para eles. Não podia ser diferente com um grupo e um disco predestinados. Não fosse o selo Senhor F Discos, talvez seguissem isolados em Porto Alegre. Onde tinham um público fiel e apaixonado por eles. Mas a cidade, e o estado, ainda viviam aquele espírito de auto-suficiência regional. E eles não faziam "rock gaúcho".

Pois foi, talvez, esse conflito que afastou outros selos e os aproximou do selo Senhor F. Eles contrariavam a expectativa inicial e surpreendiam com uma nova música. Não eram de Porto Alegre, eram de Guaíba, e adoravam Guided By Voices, Pavement e Yo La Tengo. Ai deu a liga que resultou na união da banda com o selo. Por três discos e cerca de cinco anos, andaram juntos. Em shows por todo o país - Argentina e Uruguai, participação em festivais e eventos.

O disco de estréia, de fato, ou ganhava o cidadão de cara, ou não passava no teste. Segundo padrão ainda vigente, era "mal gravado", lofi demais. A fábrica rejeitou prensar por três vezes, alegando má qualidade. Foi preciso assinar um termo de responsabilidade pelo resultado final. Sim, o disco tinha sido gravado "em casa", e coisas tipo a bateria duplicada nos canais, para dar mais peso. Mas isso, para o selo, eram medalhas na defesa do disco, que afinal ganhou às ruas.

Foi o "melhor disco do ano" em quase todas as listas de 2006. Chegou aos ouvidos de Robert - Deus - Pollard, que achou massa. Críticos do país inteiro se renderam à obra, que agora já se pode chamar de clássica. A humildade e o senso de humor juvenil dos quatro Guidis ajudavam a difundir melodias e poesias. De Norte a Sul do Brasil, riffs, refrões, expressões, trechos de músicas foram se espalhando. Sem que ninguém deixasse de notar o quanto geniais eram aquelas duas guitarras - que pareciam uma.

Ainda hoje sem cruzar a fronteiras dos ouvidos independentes, é o disco mais completo de sua geração. Andrio & Lucas & Diogo & Marco, na verdade, não faziam rock, faziam música universal. De um jeito tão ousado, que a cultura oficial fez pouco de sua presença. As canções são absolutamente geniais, da primeira à ultima das doze faixas do disco. A poesia ainda segue tão atual quanto inventiva - poucos como eles conjugaram de forma tão brilhante rock & língua pátria.



Foto: Bruna Paulim
Capa: André Ramos
Selo: Senhor F Discos


 


/Noite


A voz do fogo: clássicos & raridades do instrumental


por Fernando Rosa

O rock instrumental ganhou espaço junto à cena independente brasileira moderna. Entre 1998 e 2013, são várias as obras que se destacaram em meio a uma profícua produção. Na comemoração dos 15 anos de Senhor F, listamos 20 títulos que consideramos os mais importantes dessa época.

Na lista estão discos que marcaram época, como Artista Igual Pedreiro, do Macaco Bong, até obras atuais como Realidade Aumentada, dos novatos gaúchos The Tape Disaster. Também discos de dois dos mais importantes guitarristas modernos do Brasil, Pio Lobato e João Erbetta.

Vale destacar que a produção é oriunda dos mais variados pontos do país, do Rio Grande do Sul até o Pará. Algumas bandas não existem mais, como La Pupuña e Pata de Elefante, mas seus discos perpetuarão seus grandes momentos de criatividade.

Esta é a primeira lista de uma série que vai destacar os melhores discos psicodélicos, de instro-surf, cantautores, as coletâneas mais importantes e, por fim, os 100 EPs e os 150 discos que marcaram a geração pó-internet,entre 1998 e 2013.

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 2
A voz do fogo (clássicos & raridades da psicodelia)


1. Astronauta Pingüim – Petiscos: Sabor Churrasco (RS)
2. Burro Morto – Baptista virou máquina (PB)
3.Chipanzé Clube Trio - CCT
4. Constantina - Constantina (MG)
5. Floresta Sonora – Floresta Sonora (PA)
6. Fóssil – Insônia (CE)
7. Funkalister – Vol 2 (RS)
8. João Erbetta – Guitar Bizarre (SP)
9. La Pupuña – All right penoso!!! (PA)
10. Lise - Qualquer frágil fio de fantasia (MG)
11. Macaco Bong - Artista Igual Pedreiro (MT)
12. Músicas Intermináveis para Viagem - ST (RS)
13. Pata de Elefante – Pata de Elefante (RS)
14. pexbaA – pexbaA (MG)
15. Pio Lobato – Tecnoguitarradas (PA)
16. Quarto Sensorial (RS) – Halteroniilismo (RS)
17. Retrofoguetes – Chachachá (BA)
18. ruído/mm - Introdução à Cortina do Sótão (PR)
19. Sala Especial – Edição Granfina (SP)
20. Satanique Samba Trio - Misantropicalia (DF)
21. SOL – No descompasso do transe, retalho do meu silêncio (1999-2003) (RS)
22. Skrotes - Nessum Dorma (SC)
23. The Tape Disaster – Compilation (EPs) (RS)
24. Trilöbit – Tutorial (PR)

Bônus

25. The Ess - Rehearsal Ess - Ao vivo na Grande Garagem que Grava/ EP (PR) 
26.Os Jones - peledemamute / EP (AL)
27. Nova Música Experimental – Ruído MM, Labirinto, Fóssil, Constantina (Vários)
 


/Noite


Garage Laboratorium, a psicodelia nos anos 2000


por Fernando Rosa

A psicodelia mundial misturou-se ao rock e a música brasileira sob as mais variadas formas, desde o tropicalismo até o Clube da Esquina e artistas como Lula Côrtes & Zé Ramalho e Ronnie Von. Nos anos dois mil,  se fez presente na produção musical da geração pós-internet brasileira, de uma maneira intensa e criativa. A revista Senhor F com suas matérias especiais sobre o tema contribuiu em parte com isso, a partir de 1998. Durante esse tempo, o site publicou textos sobre temas como a psicodelia nordestina dos anos 70, resgatou bandas raras como Spectrum e realizou entrevistas históricas com Rogério Duprat e Ronnie Von, entre outros.

O portal também acompanhou as cenas e artistas que surgiram orientados, ou com influência da psicodelia brasileira e estrangeira. Dezenas de discos forma produzidos, dos quais compilamos 26, com artistas independentes de vários estados. Nela estão clássicos absolutos do rock nacional como o disco da banda alagoana Mopho até super raridades como o discos dos paulistanos Transistors. Em todos eles, a sintonia com Mutantes, Ave Sangria, Gil & Caetano, Lanny Gordin e toda sorte de artistas da punk-psicodelia americana e inglesa dos anos sessenta.


Sem a pretensão de esgotar o tema, apresentamos a lista que segue abaixo, lançados entre 1998 e 2013:
 

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume  1
Garage Laboratorium (clássicos & raridades da psicodelia)


1.Anjo Gabriel – O culto secreto do Anjo Gabriel (PE)
2.Boogarins - As plantas que curam (GO)
3.Cérebro Eletrônico – Pareço moderno (SP)
4.Cidadão Instigado - O método tudo de experiências (CE)
5.Continental Combo – Conveniências na cidade (SP)
6.Effervescing Elephant – Effervescing Elephant (SP)
7.FuzzFaces – Voodoo Hits (SP)
8.Júpiter Maçã – Uma tarde na fruteira (RS)
9.Lacertae – A volta que o mundo deu (SE)
10.Laranja Freak – Brasas lisérgicas (RS)
11.Madalena Moog - Universal Park (PB)
12.Makina du Tempo - Músicas para dias de sol (DF)
13.Momento 68 - Onde Estão Suas Canções? (SP)
14.Mopho – Mopho (AL)
15.Os Haxixins – Euro Tour 2008 (SP)
16.Os Hipnóticos – Garage Laboratorium (RS)
17.Os Skywalkers – ZenMakumba (SP)
18.Os The Darma Lóvers – Os The Darma Lóvers (RS)
19.Pipodélica – Simetria radial (SC)
20.Plástico Lunar – Coleção de viagens espaciais (SE)
21.Plato Dvorak & Os Exciters - Plato Dvorak & Os Exiters (RS)
22.Stereovitrola (AP) – No espaço líquido (AP)
23.Supercordas - Seres verdes ao redor (RJ)
24.Transistors – In transfuzzion (SP)
25.Vaca de Pelúcia - Vaca de Pelúcia (SP)
26.Wado - O manifesto da arte periférica (AL)

Bônus
25. Brazilian Pebbles Vol 1 & 2 – Vários (Bônus)

(na foto: Mopho/1ª foto de divulgação)
 


/Noite


Nova Manhã, o folk rock dos anos 2000


por Fernando Rosa

A música caipira, ou folclórica, ou ainda regional, faz parte da construção da cultura musical brasileira, passando por todas as gerações e chegando aos tempos modernos. Por outro lado, o folk de origem americana também penetrou na cultura nacional de forma marcante, especialmente a partir dos anos sessenta. Em meio a esse processo, a partir do tropicalismo (2001/Mutantes & Tom Zé), Tião Carreiro & Pardinho e The Byrds puderam conviver harmoniosamente, resultando no chamado “rock rural”, nos anos setenta.

Naquele momento, e durante os anos seguintes, proliferaram grupos como Sá, Rodrix & Guarabira, Ruy Maurity Trio, Bendegó, Flying Banana, Almôndegas, Tetê & O Lírio Selvagem e Paranga. A fusão das linguagens do rock com as vertentes folclóricas regionais produziu grandes discos, alguns reconhecidos nacionalmente, outros mantidos na obscuridade. Mas, o importante é que a música brasileira mostrou mais uma vez sua enorme capacidade de transmutar-se sem perder a identidade.

A cena independente dos anos dois mil não passou impunemente por esse universo sonoro, incorporando outras influências musicais a ele. Entre os anos 2000 e 2015, vários grupos gravaram obras referenciadas nessa história particular, atualizando sonoridades do folk rock no país. O portal Senhor F acompanhou de perto essa geração, ouvindo as novas produções, colecionando seus singles, eps e discos-cheios lançados nesse período, dos quais destacamos alguns.

Os grupos

Natural de Porto Alegre, Cowboys Espirituais reunia Frank Jorge, Julio Reny e Márcio Petracco, e teve seu disco de estreia lançado pela Trama, em 1998. Os Pistoleiros, desde Florianópolis, lançaram em 2000 um dos grandes discos da cena independente, que conquistou fans como Wander Wildner. Já os paulistas Motormama, de Ribeirão Preto, emergiram na cena independente com o clássico Carne de Pescoço, em 2002, com forte acento de psicodélica-caipira. Em Belo Horizonte, destacou-se a banda Dead Lovers Twisted Heart com seu hillbilly indie cantado em inglês. Também em inglês, Bad Folks construir sua carreira a partir de Curitiba.

O brasiliense Sestine, liderado por Márcio Porto, é um dos segredos mais bem guardados da cena independente do Centro-Oeste, resultado de seus dois únicos EPs Carros-Fantasma e As Engrenagens (2006). Paranaense, Charme Chulo talvez tenha afirmado de maneira mais intensa a linguagem do folk rock na cena independente, por conta de seu disco de estreia, lançado em 2007 e da subsequente carreira. Da mesma cidade, a dupla Os Irmaõs Carrilho, casam Everly Brothers com modinhas caipiras, em singles lançados entre 2013 e 2015.

O grupo paulista Continental Combo tem sua história ligada ao mod e ao rock sessentista, mas em seu disco homônimo gravado entre 2003 e 2005, registrou seu lado folk, fundindo rock rural com Flying Burrito Brothers. Explodindo na cena independente desde Cuiabá, Vanguart ganhou o Brasil com seu mix inicial de Bob Dylan e Radiohead, afirmando-se nacionalmente, com profunda identidade, com o hit Semáforo. Também de Curitiba, Koti e Os Penitentes agregaram à cena folk a linguagem do rockabilly e os temas trash-urbanos. Um pouco na mesma linha, Fabulous Bandits cantou porres, brigas e tiroteios com seu folk-hardcore.

Dois grupos, um de São Paulo, Matuto Moderno, outro de Brasília, Judas, pisaram fundo na música caipira, na moda de viola e outras linguagens interioranas, com seus discos lançados em 2011 e 2013. Já o trio Bob ShuT, de Caxias do Sul, na serra gaúcha, introduziu na cena o “folk montanhês” com seu segundo disco. Por fim, o sempre genial Diego de Moraes, rebatizado Waldi, e o comparsa Redson, reinventaram as duplas caipiras em versão “indie” com o disco lançado em 2013

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 5
Nova Manhã (clássicos & raridades do folk rock)


1.Bad Folks - Impossible (PR)
2.Bob Shut – II (RS)
3.Charme Chulo – Charme Chulo (PR)
4.Continental Combo – Continental Combo (SP)
5.Cowboys Espirituais – Cowboys Espirituais (RS)
6.Dead Lovers Twisted Heart – DLTH (BH)
7.Fabulous Bandits - Chumbo Grosso (PR)
8.Judas – Nonada (DF)
9.Koti e Os Penitentes – Caído na Sarjeta (PR)
10.Matuto Moderno – 5 (SP)
11.Motormama – Carne de Pescoço (SP)
12.Os Pistoleiros – Os Pistoleiros (SC)
13.Pedrinho Grana & Os Trocados - ST (DF)
14.Sestine – Carros Fantasma + As Engrenagens (DF)
15.Vanguart - Vanguart (MT)
16.Waldi & Redson – Waldi & Redson (GO)

Bônus

17.Os Irmaõs Carrilho – No tempo que passou (single)  (PR)


/Noite


Operações submarinas, clássicos do instro-surf


da Redação

A surf music, em especial, e o rock instrumental independente tiveram seu grande momento nessa década passada. Inspirados em heróis clássicos e também em brasileiros sixties, muitos grupos ganharam os palcos dos festivais com suas guitarras flamejantes, especialmente do Primeiro Campeonato de Surf, em Belo Horizonte. Em seus 15 anos, Senhor F selecionou 15 títulos que achamos os mais legais e importantes dessa geração.

Entre eles, os pioneiros Os Argonautas, donos de um dos melhores discos do gêneros já gravados no Brasil – formada pelo grande guitarrista Marcelo Moreira, mais Régis Sam, Gustavo Dreher e Rodrigo Rosa. Deles, a música Maré Vermelha foi trilha do programa Senhor F - A História Secreta do Rock Brasileiro, na Usina do Som, entre 2011 e 2002. Também pioneiros, Os Ostras foram importantes para abrir caminho para grupos se aventurarem por essa vertente musical. Ainda, é importante destacar os cariocas Netunos e os catarinenses Cochabambas! e Ambervisions, com registros do início da década passada.

A seleção ainda traz clássicos como os Autoramas, Gasolines, Estrume’n’tal e The Dead Rocks, responsáveis por grandes discos. Outros destaques da lista são raridades como os grupos Limbonautas, de Curitiba, The Surf Mother Fuckers, de Belo Horizonte, e o gaúcho Marcelo Campos Moreira, em disco solo, com participação especial de integrantes do grupo Cachorro Grande.

Objetos ainda chamados discos
1º catálogo de CDs independentes da geração pós-internet (1998-2013)
Volume 4
Operações submarinas (clássicos & raridades do instro-surf)


1. Autoramas – Teletransporte (RJ) Mondo 77
2. Búfalos d’Água – Farewell to shore (PR) Independente
3. Camarones Orquestra Guitarrística - Camarones Orquestra Guitarrística (RN) DoSol
4. Cochabambas! – Máquinas quentes a todo vapor ... (cassete) (SC) Migué Records
5. Estrume’n’tal – Surfme'n'tal (MG) Golly Gee Recrods
6. Gasolines – Pura veneta (SP) Baratos Afins
7. Go! – Aventura sob o céu (RJ) Navena Muzik
8. Limbonautas – Rendam-se humanos (PR) Bloody Records
9.Marcelo Campos Moreira – Marcelo Campos Moreira (RS) Independente
10. Netunos - Alto Mar (RJ) Independente
11. Os Ambervisions – Bons momentos não morrem jamais (SC) Migué Records/Monstro Discos
12. Os Argonautas – Os Argonautas (RS) Argo Discos
13. Os Ostras – Operação submarina (SP) Excelente Discos/Abril Music
14.Reverba Trio - Reverba Trio (RS)
15. Super Stereo Surf – Antes do baile (DF) Monstro Discos
16.Surfadelica - Surfing on the desertshore (SP) Psices Records
17. The Dead Rocks – International Brazilian Surfs (SP) Monstro Discos
18. The Surf Mother Fuckers – Solano star (MG) Independente
19.Xevi 50 - Ensaio (SC) Inidependente

Bônus

17. Reverb Brasil – Uma coleção de bandas de surfe Alvo/Rveber Brasil/Obra Discos
18. Brazilian Surf – The atack of the tiki waves vol 1 Groove Records (PT)
19. Beach Combers - Beach Combers (EP)

(na foto: Estrume’n’tal)


/Noite


Seu guarda, entenda, estou indo para uma Noite Senhor F


por Fernando Rosa

A Noite Senhor F tem uma série de histórias loucas, comuns, divertidas, mas todas reais. Uma delas tem a ver com a sua importância cultural para a cidade de Brasília, naquele momento. E foi contada recentemente pelo próprio personagem. Como na maioria das histórias, vamos preservar seus nomes.

Naquela época, primeira metade dos anos dois mil, Brasilia começava a caretear de vez. Primeiro, inventaram uma tal de "lei seca", que obrigava a gente a acabar as Noites até 2h30. Se passasse desse horário, a blitz da fiscalização batia e podia fechar a casa, em nosso caso o Gate's Pub.

Também começavam a funcionar com mais intensidade as blitz de rua, como forma de reprimir a livre circulação noturna na cidade. Pois numa dessas blitz, o nosso amigo personagem acabou sendo barrado pelos policiais. Ao que apelou com um argumento, para ele, convincente.

- Seu guarda, entenda, estou indo para uma Noite Senhor F.

(Ou algo mais ou menos assim) 


/Noite


Banda Frida grava nos Estados Unidos


da  Redação

A banda Frida é um dos nomes convidados pela Converse para gravar em seus estúdios associados ao redor do mundo - o quarteto grava no estúdio Rubber Tracks, em Boston, nos Estados Unidos. Natural de Gravatai, Frida foi selecionada junto com outras bandas brasileiras pela plataforma WorldWide, de abrangência mundial. Ao todo nove mil artistas de todo o mundo se inscreveram para concorrer ao prêmio. Também gaúcha, a banda Motor City Madness vai gravar nos Studios 301, em Sydney, Austrália.

Segundo a divulgação do projeto, o WorldWide promove um intercâmbio mundial entre bandas e os doze maiores estúdios de música do mundo. Os artistas convidados ganham tempo de gravação nos estúdio, além de todas as despesas pagas. Totalmente equipada com os melhores instrumentos e equipamentos fornecidos pela Guitar Center, parcerio da Converse Rubber Tracks, os artistas dedicam-se a criar suas músicas, e no final retêm todos os direitos sobre elas. Frida entra em estúdio nos próximos dias 18 e 19 e setembro. Converse Inc., com sede em Boston, Massachusetts, é uma subsidiária da NIKE. Inc.

A Frida é uma banda formada por Sandro Silveira (guitarra e voz), Andriel Cimino (guitarra), Vinicius Braga (baixo) e Luis Mausolff (bateria). Circulando pelo Rio Grande do Sul em festivais e eventos como El Mapa de Todos, Noite Senhor F, Morrostock, Rock na Praça e Acid Rock, a Frida é apontada no circuito independente e em diferentes veículos como uma das revelações do novo rock feito no Brasil. O primeiro álbum completo do grupo – gravado no estúdio Mubemol, em Porto Alegre, sob a produção de Iuri Freiberger – foi lançado em março, em uma parceria entre os selos The Southern Crown e Senhor F.

Os doze estúdios são Abbey Road Studios em Londres, Inglaterra; Sunset Sound, em Los Angeles, Califórnia; Hansa Tonstudio, em Berlim, Alemanha; Tuff Gong, em Kingston, Jamaica; Greenhouse Studios, em Reykjavik, na Islândia; Warehouse, em Vancouver, Canadá; Avast Recording Co., em Seattle, Washington; Stankonia em Atlanta, Geórgia; Studios 301 em Sydney, Austrália; Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, Brasil; o original estúdio permanente Converse Rubber Tracks Studios no Brooklyn, Nova York, além do recentemente inaugurado em Boston, Massachusetts, em Lovejoy Wharf.


 


/Noite


Evento no Sul avança conceito independente


da Redação

Hoje, em Porto Alegre, tem mais uma Noite Senhor F, com shows das bandas Frida e Fire Departament Club, a primeira de Gravatai, na região metropolitana, e a segunda da capital gaúcha. O evento marca três lançamentos importantes para a cena independente gaúcha: o disco de estréia da banda Frida, a empresa Gramo e o EP do Fire Departament. Os shows acontecem no Beco da Cidade Baixa, a partir das 20 horas, com ingressos a R$ 15,00 com nome na lista e R$ 20,00 na hora.

O disco de estréia da banda Frida, saudado nos principais sites e blogs musicais do país como um dos lançamentos do ano, assinala um momento de renovação da música gaúcha. Natural de Gravatai, o quarteto traz para a cena independente a qualidade autoral e instrumental, em canções perfeitas e emocionantes. O disco, com produção de Iuri Freiberger, é um lançamento da parceria entre os selos Senhor F Discos,que completa 20 trabalhos editados, e The Southern Crown, selo e produtora local.

A banda Frida tem uma trajetória construída com muito trabalho, circulação pelo estado, onde conta um público fiel em muitas cidades do interior. Em 2013, participou da Noite Senhor F e foi um dos destaques do Festival El Mapa de Todos, dividindo o palco com os argentinos Valle de Muñecas e os uruguaios La Vela Puerca. Em 2014 foi destaque do portal britânico Independent Music News como uma das dez bandas brasileiras mais promissoras.

Também gaúcha, mas de Porto Alegre, a banda The Fire Departament é outra promessa da nova cena local, mas mirando no exterior. Em março, a banda lançou seu novo EP Best Intuition, dispobilizado nas principais plataformas mundiais, como iTunes, Spotify, e Deezer, entre outras. Produzido por Luc Silveira, o EP destaca o tema “Pitfall” que vem acompanhada de um lyric-video criado pela BC Motion.

Gramo

“Gramo” é uma empresa de consultoria de carreiras e desenvolvimento de produtos para o mercado fonográfico brasileiro e internacional, informa seu mentor e diretor, o produtor Iuri Freiberger. “A lógica é a do ganha-ganha. Tanto para artistas entry-level ou que estejam rearranjando suas carreiras. E claro, para todos os envolvidos com a música”, diz ele. Com o produtor musical Iuri Freiberger à frente, a ideia do Gramo é combinar talentos e experiências no mercado fonográfico através de um hub de serviços colaborativos.

http://firedepartmentclub.com/
https://soundcloud.com/frida_tv
http://gramo.cc/




/Noite


Festival promove circulação e exporta nova música gaúcha


da Redação

Tomando emprestada expressão do Secretário de Cultura do RS, Victor Hugo, que foi ao evento, “a casa pulsou” música e cultura naqueles dois dias de festival. A casa em questão é a Casa de Cultura Mário Quintana, mais exatamente o Teatro Bruno Kiefer, onde aconteceram os shows. O evento, no caso, o Festival Noite Senhor F, que promove a circulação de novos artistas pelo estado do Rio Grande do Sul. Resultado do edital Movida Cultural, e organizado pela Produtora Senhor F, o projeto conta com apoio da Secretaria Estadual de Cultura.

“O festival é um marco na história da música gaúcha, pelo fato de reunir um expressivo recorte da nova música produzida no estado, em condições excelentes de palco, som e luz e público”. A observação é do produtor Fernando Rosa, responsável pelo projeto, ao lado dos produtores Thiago Piccoli e Brisa Daitx. De fato, os shows que começaram pontualmente às 16 horas, em número de sete por dia, foram um marco na carreira dos artistas que pisaram no palco e conquistaram o público, que lotou a casa desde a primeira apresentação.

Participam do projeto os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Orlando Garcia & Los Coyotes (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre). Desde novembro, os artistas e bandas circularam pelo estado, em shows acompanhados de palestras e debates sobre o novo cenário musical do estado e do país, e o posicionamento diante dessa nova realidade.

Cada um à sua maneira, os jovens artistas mostraram uma qualidade surpreendente para quem compareceu ao evento. “Com um representante de Porto Alegre, e os demais do interior do estado, o festival cumpriu um importante papel de destacar a existência de uma forte produção além da capital”, destacou Fernando Rosa, que também apresentou o evento. Antes do festival, os artistas apresentaram-se em suas cidades e também em uma segunda cidade. O festival ainda contou com dois shows especiais com o grupo The Outs no sábado e Ian Ramil no domingo. Neste mês, ainda ocorreram mais dois eventos, em São Borja e Farroupilha.

Além de promover a circulação interna no estado, o festival em particular serviu para mostrar a nova produção para produtores de festivais independentes especialmente convidados pela organização. Nos dois dias do evento, na ante-sala do próprio teatro, foram realizadas reuniões abertas com os produtores e abertas aos demais artistas e produtores do estado. Nos encontros, ocorreram trocas de informações sobre cada um dos eventos e também aproximação informal entre os produtores dos festivais convidados e os artistas.

Estiveram presentes no evento os produtores Paulo André (Abril Pro Rock – Recife), Antonio Gutierrez (RecBeat – Recife), Guilherme Pereira (Goiânia Noise – Goiânia), Marcelo Damaso (Se Rasgum – Belém), Gustavo Sá – (Porão do Rock – Brasília), Marcelo Domingues - (Demosul – Londrina), Guilherme Zimmer (Floripa Noise – Florianópolis), Beto Vizotto (Paraíso do Rock - Paraíso do Norte), Pablo Hierro (Music is My Girlfriend – Buenos Aires, Argentina) e Nicolas Molina (Las Palmeiras Festival del Sonido - Águas Dulces, Uruguai).

Veja as fotos do festival, de autoria de Thiago Lázeri - http://goo.gl/pHXpfT

 


/Noite


Calvin lança EP Café em Santa Cruz


por Fernando Rosa

Uma nova geração de cantores e compositores surgiu com força no Rio Grande do Sul nestes últimos tempos. Alguns nomes já se afirmaram na cena independente. Ian Ramil foi o primeiro a ocupar seu espaço na cena musical. No ano passado, de Três Coroas, Jéf lançou o disco Leve, um clássico da nova geração. A cantora e compositora portoalegrense Ana Muniz é outro nome de cresce junto ao público.

De Santa Cruz, chega um novo nome, Calvin, munido de belas canções. Ele acaba de lançar o EP “Café”, que traz ainda Ancore, Poesia dos Amores Dormidos e Chuva. “Café” é um hit que deve marcar essa geração, mesmo que as rádios insistam em ignorar a nova produção. As outras três canções não deixam por menos em qualidade autoral, tanto musical, quanto poética.

Acompanhado de uma ótima banda, Calvin integrou o projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente. Apresentou-se em sua cidade, em Bagé, e por fim em Porto Alegre, no Festival Noite Senhor F. Em todas as ocasiões conquistou o público com suas melodias pop, diretas e assoviáveis. No dia 7 de março, ele lança o EP em show em Santa Cruz, no Espaço Camarim.


/Noite


Noite Senhor F promove circulação e mostra de novos artistas gaúchos


da Redação

Neste sábado, em Três Coroas, com shows de Jéf e da banda Similares, no Centro Cultural da cidade, a partir das 19 horas, o projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente encerra a primeira etapa da iniciativa. Durantes três meses, a iniciativa promoveu a circulação de doze artistas por suas cidades, em apresentações musicais, acompanhadas de palestras sobre a nova cena independente do estado. O projeto de circulação Noite Senhor F – RS Independente, tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul – Procultura.

Nos próximos dias 21 e 22 de fevereiro, o Festival Noite Senhor F completa o projeto, com os dozes artistas reunidos no palco do Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. Além das apresentações das bandas do projeto, haverá dois shows especiais com o grupo The Outs no sábado e Ian Ramil no domingo. O grupo carioca foi o segundo colocado no prêmio Breakout Brasil. Ian Ramil acaba de lançar seu disco de estréia.

O evento ainda contará com as presenças de oito produtores de importantes festivais brasileiros, e dois representantes de festivais do Uruguai e da Argentina. Com os shows e a presença dos convidados, o projeto pretende aproximar os novos artistas gaúchos dos programadores de festivais. Para Fernando Rosa, “além de promover a circulação interna, é importante também mostrar a nova produção gaúcha para os produtores de festivais dos demais estados do país e do Mercosul”.

O festivais e seus respectivos representes são: Paulo André (Abril Pro Rock – Recife), Antonio Gutierrez (RecBeat – Recife), Guilherme Pereira (Goiânia Noise – Goiânia), Marcelo Damaso (Se Rasgum – Belém), Gustavo Sá (Porão do Rock – Brasília), Marcelo Domingues (Demosul – Londrina), Guilherme Zimmer (Floripa Noise – Florianópolis), Beto Vizotto (Paraíso do Rock - Paraíso do Norte), Pablo Hierro (Music is My Girlfriend – Buenos Aires, Argentina) e Nicolas Molina (Las Palmeiras Festival del Sonido - Águas Dulces, Uruguai).

Programação do Festival

21 de fevereiro - sábado

Velocetts (Farroupilha)
Zudizilla (Pelotas)
Rinoceronte (Santa Maria)
Calvin (Santa Cruz do Sul)
Ana Muniz (Porto Alegre)
Frida (Gravataí)
The Outs (RJ)

22 de fevereiro – domingo

Orlando Garcia & Los Coyotes (São Borja)
The Sorry Shop (Rio Grande)
Bob Shut (Caxias do Sul)
Similares (Bagé)
General Bonimores (Passo Fundo)
Jéf (Três Coroas)
Ian Ramil (RS)

Serviço

Dias 21 e 22 de fevereiro de 2015
16 horas
Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mário Quintana
Entrada Franca










* Assista outros vídeos de apresentação do projeto: https://www.youtube.com/user/NoiteSenhorF

 


/Noite


Carro de Passeio, o novo rock gaúcho


por Fernando Rosa

A bordo de um ótimo EP lançado em 2014, a banda Carro de Passeio credenciou-se junto à novíssima cena musical do Rio Grande Sul. Natural de Santa Maria, terra do festival Macondo Circus, a banda foi formada no final de 2013, pela “junção de amigos”. “O EP Es-Passo é o primeiro registro da banda, gravado no inverno de 2014, com produção da própria banda e técnica de André Boaz”, segundo eles.

O EP traz uma sonoridade moderna, distante do que normalmente espera-se do que chamam “rock gaúcho”. “A influência da banda passeia por Pixies, Sonic Youth, El Mató a un Policía Motorizado, The Smiths e tantas outras bandas e músicos que inconscientemente acabam influenciando no nosso som”, dizem. A banda é formada por Matheus Genro Bueno e Guilherme Brum nos vocais e guitarras, Mariana Kussler no baixo e Vinício Möller na bateria.

Com o EP circulando pela rede – ouçam abaixo -, agora a banda planeja tentar girar ao máximo tocando e divulgando o trabalho. “Mais um clipezinho vai rolar, lançamos um vídeo de Inverno recentemente e estamos engajados em produzir mais registros visuais”. Segundo eles, um disco cheio também está nos planos de 2015, o que vai exigir mais dedicação. A circulação inclui a participação em festivais estaduais e mesmo nacional, também faz parte dos planos da banda.




 


/Noite


Em Bagé, Noite Senhor F reúne Similares e Calvin


da Redação

Neste próximo domingo, em Bagé, no Complexo Cutural Dom Diogo, às 20 horas, acontece o primeiro evento do projeto Noite Senhor F – Conexão RS Independente do ano. Desta vez, com apresentações do cantor e compositor Calvin e da banda Similares - Calvin é natural de Santa Cruz e Similares de Bagé. Além dos shows, haverá palestra e debates sobre a atual cena musical com o jornalista e produtor Fernando Rosa. O projeto é uma realização da Produtora Senhor F, com apresentação e patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura e Pro-Cultura RS.

Ainda com eventos por acontecer em várias cidades do interior do Rio Grande do Sul, o projeto conta com a primeira edição do Senhor Festival, em Porto Alegre, reunindo todos os artistas da circulação, além de headliners convidados, com shows especiais, voltados para curadores e produtores de festivais de fora do estado. A organização do evento já convidou produtores e curadores de festivais nacionais e latinoamericanos para conhecerem de perto, e ao vivo, a nova produção local.

No último 20 de dezembro, em Pelotas, aconteceu a última etapa do ano do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. No palco do Galpão Satolep, o anfitrião Zudizilla e os convidados General Bonimores de Passo Fundo e Velocetts de Farroupilha foram os destaques da edição. O evento contou com a participação do músico Frank Jorge, que palestrou sobre o momento atual da cena musical.

O projeto já passou por Gravatai, Caxias do Sul, Santa Cruz, Santa Maria e Rio Grande - com os artistas e grupos Frida, Calvin, Ana Muniz, Bob Shut, Jéf, e The Sorry Shop. O projeto inclui os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Johnny Chivas (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre).







+ Veja registros no projeto no Youtube:

- www.facebook.com/noitesenhorf 


/Noite


Projeto Noite Senhor F fecha 2014 com sucesso


da Redação

Neste último sábado, 20 de dezembro, em Pelotas, aconteceu a última etapa do ano do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. No palco do Galpão Satolep, o anfitrião Zudizilla e os convidados General Bonimores de Passo Fundo e Velocetts de Farroupilha foram os destaques da edição. O evento contou com a participação do músico Frank Jorge, que palestrou sobre o momento atual da cena musical.

Esta foi a sexta etapa do projeto, que já passou por Gravatai, Caxias do Sul, Santa Cruz, Santa Maria e Rio Grande - com os artistas e grupos Frida, Calvin, Ana Muniz, Bob Shut, Jéf, e The Sorry Shop. Em janeiro e fevereiro o projeto continua, seguindo para as demais cidades incluidas no projeto.

O projeto inclui os artistas Similares (Bagé), Zudizilla (Pelotas), Bob Shut (Caxias do Sul), Jéf (Três Coroas), Sorry Shop (Rio Grande), Velocetts (Farroupilha), General Bonimores (Passo Fundo), Johnny Chivas (São Borja), Calvin (Santa Cruz), Rinoceronte (Santa Maria), Frida (Gravataí) e Ana Muniz (Porto Alegre).

Ao final do projeto, um festival vai reunir todos os artistas da circulação, para a realização de shows especiais, abertos ao público e também voltados para curadores convidados. A organização do evento já convidou produtores e curadores de festivais nacionais e latinoamericanos para conhecerem de perto, e ao vivo, a nova produção local.

- www.facebook.com/noitesenhorf
 


/Noite


Em Santa Cruz, Calvin e Ana Muniz celebram nova música jovem gaúcha


da Redação

A cidade de Santa Cruz do Sul, cerca de 2 horas de Porto Alegre, foi sede da terceira etapa do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente. O projeto premiado em primeiro lugar no edital Movida Cultural, da ProCultura RS, tem patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado. No Espaço Camarim, no centro da cidade, o evento reuniu os artistas Calvin, de Santa Cruz, e Ana Muniz, de Porto Alegre.

Os shows confirmaram o acerto do projeto que busca promover e dar visibilidade para a produção musical jovem do Rio Grande do Sul, além da capital. Ana Muniz, de 17 anos, primeira a se apresentar, confirmou a exuberância de sua música, tanto como compositora, quanto intérprete. Acompanhado de uma ótima banda, Calvin mostrou seu talento de compositor pop, com um repertório de ótimas e bem resolvidas canções.

Ajudados por um ambiente perfeito, o Espaço Camarim, os dois artistas interagiram com o público presente, em grande número e atento aos shows. A cada canção, os dois foram sendo aplaudidos mais intensamente, até serem ovacionados de pé, ao final das respectivas apresentações. No encerramento, celebrando o espírito do projeto, os dois artistas e bandas subiram juntos no palco para receber os aplausos finais e selar o sucesso do evento.

Na semana passada, em sua segunda edição, o projeto reuniu em Caxias do Sul o grupo local Bob Shut e o cantor e compositor Jéf, de Três Coroas. Os dois foram destaque na última edição do Festival El Mapa de Todos, realizado em Porto Alegre, com participação de artistas latinos. Jéf é finalista do programa Breakout Brasil, promovido pelo Canal Sony, que premiará o vencedor com a gravação de um disco.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente iniciou no dia 8 de novembro, com shows do grupo Frida, de Gravatai, e dos rapers Zudizilla, de Pelotas - no Sesc de Gravatai. Ao final da circulação interna será realizado um festival com os artistas do projeto, com presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e de países latinos. Aguardem a informação sobre a data e o local do festival, que ocorrerá em Porto Alegre, em fevereiro.


/Noite


Nova edição da Noite Senhor F, com Calvin e Ana Muniz, em Santa Cruz


da Redação

Neste sábado, 29 de novembro, acontece a terceira etapa do projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente, que tem patrocínio do ProCultura-RS, da Secretaria de Estado da Cultura. Com shows de Calvin e Ana Muniz, o evento ocorre em Santa Cruz do Sul, no Espaço Camarim, às 20 horas. Calvin, de Santa Cruz e Ana Muniz, de Porto Alegre, são dois jovens e destacados artistas da nova música gaúcha.

Na semana passada, em sua segunda edição, o projeto reuniu em Caxias do Sul o grupo local Bob Shut e o cantor e compositor Jéf, de Três Coroas. Os dois foram destaque na última edição do Festival El Mapa de Todos, realizado em Porto Alegre, com participação de artistas latinos. Jéf é finalista do programa Breakout Brasil, promovido pelo Canal Sony, que premiará o vencedor com a gravação de um disco.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente iniciou no dia 8 de novembro, com shows do grupo Frida, de Gravatai, e dos rapers Zudizilla, de Pelotas - no Sesc de Gravatai. O projeto tem por objetivo conectar a nova produção musical do estado, que vem crescendo em vários pontos distantes da capital. Ao final da circulação interna será realizado um festival com os artistas do projeto, com presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e de países latinos. 

* Na foto, Calvin e o cantor e compositor uruguaio Franny Glass.


/Noite


Frida e Zudizilla abrem, em Gravataí, Noite Senhor F - Conexão RS


da Redação

As bandas Frida e Zudizilla realizam em Gravatai, no sábado, dia 8 de noovembro, o primeiro show do projeto Noite Senhor F - Conexão RS. Frida de Gravatai e Zudizilla de Pelotas promovem o encontro de diferentes regiões e também de gêneros musicais. A anfitriã é uma das bandas de rock & pop revelação do Rio Grande Sul, enquanto Zudilla traz o hip pop com influências reigonais.

O projeto Noite Senhor F - Conexão RS Independente foi aprovado em 1º lugar, em sua categoria, no edital Movida Cultural, promovido pelo FAC/Sedac-RS, em parceria com a Petrobras.O projeto realizará 12 eventos em diferentes cidades do interior do estado, incluindo também Porto Alegre, além de seminários voltados para a qualificação de produtores locais.
 

Participam do projeto os seguinte artistas, que realizarão shows em suas cidades, e em outra cidade do estado, entre os meses de novembro de fevereiro:

- Similares (Bagé),
- Zudizilla (Pelotas),
- Bob Shut (Caxias do Sul),
- Jéf (Três Coroas),
- Sorry Shop (Rio Grande),
- Velocetts (Farroupilha),
- General Bonimores (Passo Fundo),
- Johnny Chivas (São Borja),
- Calvin (Santa Cruz),
- Rinoceronte (Santa Maria),
- Frida (Gravataí),
- Ana Muniz (Porto Alegre).

No final de fevereiro, o evento culmina com um festival-mostra com todas as bandas, e presença de curadores convidados de festivais independentes do Brasil e da América Latina. Além disso, haverá um workshop com palestrantes locais destinado a mostrar a história da música, em especial da história e da evolução da música jovem do estado.


/Noite


Noite Senhor F: espaço e referência para as novas gerações


por Fernando Rosa

A última Noite Senhor F reafirmou o compromisso do evento com a renovação da cena e com a formação de público em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul e sede do festival El Mapa de Todos. No palco, as bandas Fire Department Club, Frida e Dévil Évil justificaram os comentários sobre o acerto da curadoria. Cada banda em sua onda, foram três shows dignos de qualquer grande festival em qualquer estado do Brasil.

Em especial, a 1ª Noite do ano destacou a banda Frida que, além de um belo show, mostrou a força de sua música na platéia. Ou seja, um bom número de fans de Gravatai, sua cidade natal, na Região Metropolitana, Cachoeirinha e Porto Alegre, cantando todas as músicas. Uma boa surpresa para quem não conhecia a banda e se perguntava “o que era aquilo?”.

Um fato que se repetiu ao longo dos mais de 10 anos de realização do evento, inicialmente em Brasília, entre 2001 e 2008, e desde 2011 em Porto Alegre. Nesse período, passaram pela Noite Senhor F artistas como Vanguart, em seu primeiro show fora de Cuiabá, Cachorro Grande, Faichecleres, Autoramas, La Pupuña, Phonopop, Superguidis, Los Porongas e tantos outros (veja a lista na página do evento, no menu acima).

Assim, humildemente, a Noite Senhor F, em parceria com o Opinião, dá mais um importante passo para tornar-se referência de produção musical jovem e ponto de encontro das novas gerações. Um papel que custa esforço de produção, respeito pelos artistas e bandas e, principalmente, pelo público que comparece no Opinião. E, claro, ouvir muita música, ver vídeos e ir a shows, o que não é trabalho, é diversão e prazer. 

(na foto: Frida p/Belisa Giorgis).