A última maior banda de todos os tempos



14 Janeiro 2017

por Fernando Rosa

Não lembro como esbarrei neles, se pela rede, alguma coletânea ou por indicação (quem sabe a dupla Pablo & Sylvie, da Scatter Records, de Buenos Aires?). A verdade é que Davila 666 passou a ocupar um lugar de destaque em meu universo roqueiro de todos os tempos. Natural de Porto Rico, a banda saltou "do nada" para o meu top 10 - quem sabe? - das bandas preferidas.

Também conhecidos - piada interna - como "os Menudos drogados", Davila 666 reúne todos os atributos para provocar paixões. Surgiu na estrada, tem um show arrebatador, postura rocker, canções primorosas e uma sonoridade que liquidifica a história do rock. Na música deles tem tudo, das "girl groups" dos anos cinquenta à garagem moderna e pop latino, passando por Motown, The Who, Stooges, Ramones e o punk.

Além disso, a banda teve uma carreira relativamente curta, pelo menos em disco, mas recheada de singles em vinil, outro componente da mística. Davila 666 tem dois discos - "Davila 666" (2008), "Tan Bajo" (2011) e o derradeiro "Pocos Años, Muchos Daños" (2014), que reúne os singles e eps. Para completar a lenda, a banda ainda tem um vinil - "Live at Third Man" (2011) -, gravado ao vivo na Third Man Records, de Jack White.

Os sete Davilas são "Carlitos en la voz, AJ en el bajo, GiGi y Johnny en las guitarras, The Latin Snake en la batería y Panda en las percusiones manuale". Os "Menudos on drugs" infelizmente, para finalizar a lista de atributos, já saíram de cena, deixando seus integrantes ativos na cena musical local e latina. AJ, em especial, já lançou dois ótimos discos, um deles editado na Argentina pelos citados Scatter Records.


 










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