Manuel Garcia / Pánico



14 Maio 2018

por Fernando Rosa

A música latina, incluindo a brasileira, tem uma tradição de cantautores. Entre os grandes heróis da música da região estão cantores e compositores clássicos, como Atahulpa Yapanqui e Violeta Parra. Ou mais mais recentes, Victor Jara, Silvio Rodrigues e Leon Giecco. Ou, ainda mais novos como Andres Calamaro, Gepe e Juan Cirerol.

O Chile tem uma tradição de destaque no gênero, mantida nos tempos atuais com obras fundamentais. No país, estão artistas como Gepe, Camila Moreno, Fernando Milagros e Chinoy, entre outros, que tornam a cena musical nacional uma das mais ricas do continente. E, claro, Manuel Garcia, autor de um dos discos mais importantes da nova geração - Pánico.

Lançado em dezembro de 2005, o disco marcou o início da carreira solo de Manuel Garcia, que deixara sua banda Mecánica Popular. Garcia trazia da experiência anterior a herança da síntese bem feita do folk chileno com rock e poesia inspirada na Nueva Canción. No disco de estréia, praticamente à base de voz, violão e piano, o "formato" ganhou contornos definitivos que fizeram de Pánico um clássico ("un inseto de oro en el corazón").

Em abril de 2008, a versão chilena da revista Rolling Stone publicou lista com os 50 melhores discos do país. Com Violeta Parra encabeçado a lista, Manuel Garcia com Pánico ocupou a 34ª posição. Um feito para uma lista que ainda incluía clássicos como Los Jaivas, Los Prisioneros, Congresso, Los Tres e, claro, Victor Jara.






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