The J. Geils Band / Bloodshot



05 Agosto 2018

por Fernando Rosa

O quarto álbum dos norte-americanos, Bloodshot, foi a salvação para os jovens roqueiros setentistas que viram os Stones guinarem para o "pop" depois do Exile on Main Street". Lançado em 1973, no mesmo ano de "Goats Head Soup", o disco trazia uma capa minimalista em preto e vermelho e um som fincada em diversos gêneros da origem do rock.

O disco chegava depois de dois clássicos de estúdio - J Geils Band (1970), The Morning After (1971) e Full House (1072), um dos melhores discos ao vivo da história do rock. Com esses três discos, a banda conquistou seu espaço naquele superlotado cenário do universo musical da época. Bloodshot, por sua vez, com uma incrível mistura de ritmos, abriu a porte da música mais dançante.

Bloodshot é daquela leva de discos do rock que você pode deixar rolar no repeat o dia inteiro, sem cansar os ouvidos, apenas as cadeiras. O disco abre com uma guitarra afiada, um "yeah", um órgão "(hoje) vintage", a gaitinha de Magic Dick, o piano, apontando para a festa que segue. A partir dai, em suas 9 faixas, Bloodshot é um um mix de gêneros, que vão do funk a la Neville Brothers, boogies, baladas a la Stones e uma levada reggae pra fechar.

O disco avançou a percepção sobre a banda, de um grupo apenas de "rock and roll" para um novo espaço, que incluía a dança. A opção da banda fez com que a música, Give i to me chegasse ao # 30 no US Billboard Hot 100 e # 15 no Cash Box Top 100. Aos colecionadores, uma informação final: as cópias originais foram prensadas em vinil vermelho, em vez do preto tradicional.

  






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