O super sax do amazonense Chico Cajú



05 Agosto 2018

por Fernando Rosa

O manauara Chico Cajú é um dos grandes nomes do saxofone amazônico, junto a Teixeira de Manaus, Pantoja do Pará, Agnaldo do Amazonas e Manezinho do Sax, entre outros. Com seu sax alto, Cajú gravou três discos para Gravasom, de propriedade de Carlos Santos, gravadora de Belém (PA) responsável pela maioria da produção da região Norte nos anos oitenta.



O primeiro disco foi Super Sax, em 1985, gravado com acompanhamento do Conjunto do Pinduca, seguido de Chico Cajú e Seu Super Sax (1986) e Fungando no Cangote Dela (1990). Cajú foi descoberto tocando em festas populares e convidado para gravar em Belém por Zé Milton, na época radialista de Manaus e, como outros, também produtor e caça-talentos.

Já no primeiro disco, por conta da relação com o radialista, Chico Cajú tem sua música "Sax do Cajú" incluída no álbum "6 Sax de Ouro", produzido por Zé Milton, que reunia os principais saxofonistas do Norte e do Nordeste na época. No disco, volume 1, estão, além de Cajú, os saxofonistas Ivanildo do Sax (pernambucano de nascimento, mas cearense e potiguar "opor opção"), Antonio Cearense (Piaui), Manezinho do Sax, Paulinho do Sax e Pantoja do Pará (os três do Pará).

Batizado Francisco Ferreira do Nascimento, o saxofonista Chico Cajú nasceu em 3 de outubro de 1943, na zona rural próxima ao Lago do Ajará, no município de Manaquiri, a 80 km de Manaus. Cajú começou tocando sax soprano com o grupo do pai e irmãos nos beiradões do interior, migrando depois para Manaus, onde virou músico da banda da Polícia Militar.

Discografia

Chico Cajú - Super Sax (Gravasom, 1985)
Chico Cajú - E Seu Super Sax (1986)
Chico Cajú - Fungando no Cangote Dela (1990)






* Com informações de capas, fichas técnicas dos discos, e dissertação "Espaços, trânsito e sociabilidades em performance na "música do Beiradão": uma etnografia entre músicos amazonenses", de Rafael Branquinho (UFRGS, 2016).
 






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