Thee Midniters, pioneiros de la raza



02 Novembro 2018

por Fernando Rosa

A difusão mundial da música latina deve muito a gêneros com a salsa, a rumba, o bolero, a cumbia e o tango. Mais modernamente, no entanto, também teve importância a música mexicana, em sua fusão fronteiriça. A banda de Santana, como exemplo maior, desde Woodstock espalhou a latinidade pelo mundo. Atrás de Santana vieram Blood Sweet & Tears, depois Los Lobos, mas antes um grupo abriu esse caminho.

Assim com a ''invasão britânica" produziu a cena de garage-rock nos Estados Unidos, também resultou em um novo rock latino. O maior desses grupos foi Thee Midniters, surgido em Los Angeles, mais exatamente ao Leste da cidade. O sucesso foi mixar guitarras, percussão agressiva, vocais rasgados e baladas sangrentas. No repertório, clássicos do soul, do R&B norte-americano e temas do rock e do pop clássicos e do momento, como Glória (Them/Doors).

Assim com pequenas-grandes bandas dos anos sessenta que se tornaram referências futuras, Thee Midniters deixou apenas um hit nacional - Land of a Thousand Dances, em 1965. No All Music Guide, a banda é apresentada como "talentosos em incendiar plateias com números agitados e melodias românticas fumegantes". O grupo era liderado pelo vocalista Willie Garcia, e contava com o violão de George Dominguez, a percussão de George Salazar e Danny LaMont, além de metais.

O grupo gravou quatro álbuns, hoje reunidos em uma caixa especial, separando-se no início dos anos setenta. São eles: Love Special Delivery, Wittier Blvd, Unlimited e Giants. A caixa Thee Complete Midniters - Songs of Love, Rhythm & Psychedelia! (MicroWerks, 2009) é a melhor sugestão discográfica. A coletânea In Thee Midnite Hour (Norton Records) é outra pedida, que pode ser ouvida no Spotify.






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