Manoel Cordeiro, o chefe da banda



06 Janeiro 2019

por Fernando Rosa

O título é “plágio” de matéria da revista Seleta, publicada em abril de 2014, em Belém do Pará, assinada por Vladimir Cunha. É talvez o mais completo depoimento de Manoel Cordeiro, um dos nomes mais importantes da cena musical do Norte dos anos oitenta. Outros, como Alípio Martins, foram fundamentais, mas Cordeiro foi decisivo para “formatar” a sonoridade da Gravasom.

Nascido no Amapá, guitarrista, tecladista, arranjador e produtor, Manoel Cordeiro esteve no “comando” da produção Gravasom por quase uma década, gravando a maioria dos artistas da região. Pelas suas mãos passaram artistas do brega, da lambada, saxofonistas do beiradão amazonense e cavaquinistas. Com seu grupo, ele chegou a gravar seis discos por semana.

Ao final dos anos oitenta, depois de produzir artistas como Beto Barbosa, com seus parceiros de estúdio assumiu a personalidade de Warilou. Um dos grupos mais promissores daquele momento, estreou com um disco clássico, batizado “Soca Zouck E Cacicó”. Um dos membros do grupo era Evandro Cordeiro, Barata, seu irmão, um dos grandes guitarristas da lambada.

Vinte anos depois, Manoel Cordeiro ressurge na cena musical paraense e nacional ao lado do filho Felipe Cordeiro. Em 2015, grava seu primeiro disco solo, “Manoel Cordeiro & Sonora Amazônia”, contendo ritmos regionais e sonoridades latinas. De volta à produção, assina “No embalo do Pinduca”, em 2016, e o novo disco do guitarrista Solano, “Mestre Solano & Som da Amazônia, entre outros.



 






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