Phosphorescent, o folk renovado



05 Março 2019

por Fernando Rosa

O folk americano mantém seu ciclo de evolução/renovação a cada nova década, desde seu auge nos anos sessenta, em especial, e setenta. Nos anos noventa, o "alt country" revelou bandas como Uncle Tupelo, que se desdobrou em Wilco e Son Volt, entre outras como The Jayhawks, Whiskeytown e Scud Mountain Boys. Artistas em carreira solo como Ryan Adams, ex-Whiskeytown, construíram carreiras sólidas, com ricas discografias.

Nos anos dois mil, alguns artistas se destacaram neste cenário, como o projeto Phosphorescent, liderado por Mathew Houck. Natural de Athens, Phosphorescente gravou oito discos entre os anos de 2013 e 2018. Um deles, "To Willie", um tributo ao clássico cantor e compositor da country musica norte-americana, lançado em 2009. 

A partir de "To Willie", antecedido do também ótimo "Pride" (2007), Phosphorescent lança dois discos de grande qualidade, entre os mais importantes do gênero na década. Em 2010, "Here's to taking it easy", o melhor deles, que projeta a carreira internacional. Na sequência, em 2013, é a vez de "Muchacho" confirmar a beleza das canções em tom épico, coloridadas com belas harmonias vocais de Houck e seus músicos. O novo disco saiu em 2018, chamado "C'est la vie".

Os dois discos destacados são obras fundamentais para a discografia do folk rock dos anos dois mil. Ouvir Phosphorescent pode ser uma porta de entrada para chegar aos clássicos do passado, como The Flying Burrito Brothers, The Byrds ou mesmo Simon & Garfunkel. Na mesma linha, vale a pena conferir a obra do grupo Richmond Fontaine, também com uma extensa discografia.





 






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