Em tempos de milícia, viva Victor Jara



11 Setembro 2019

da Redação

Em tempos de "poder rentista-miliciano-militar" que rende homenagem ao assassino Pinochet, o dia 11 de setembro, e seus dias posteriores, não podem passar em branco. Nesse dia, o Chile sofreu um brutal golpe de Estado, comandado pelo general Augusto Pinochet, com o assassinato do presidente Salvador Allende. Alguns dias depois, com o terror instalado, o cantor e compositor Victor Jara também foi assassinado pelos "heróis" de Bolsonaro e sua gangue.

O crime aconteceu em 16 de setembro, no Estádio Chile, que serviu de prisão para milhares de militantes, segundo lembrou Paulo Kautscher. No texto, Kautsher destaca trechos de "No Olho do Furacão", do jornalista brasileiro Paulo Cannabrava, a partir de relatos de quem esteve lá, segundo ele. O Estádio do Chile havia sido transformado em campo de concentração da ditadura que, depois de assassinar o presidente Salvador Allende, assaltou o poder.

Victor Jara nasceu em Santiago, onde cresceu, estudou e tornou-se professor, diretor de teatro, poeta, cantor, compositor, músico e ativista político. Sua carreira musical vinculou-se ao movimento Nueva Canción Chilena, que revolucionou a música popular do país durante o governo de Salvador Allende. Ele gravou oito discos e lançou mais três ao vivo, com hinos como "Te Recuerdo Amanda", especialmente, e "A Desalambrar", original do uruguaio Daniel Viglieti. 



 






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