Victor Jara vive na memória do povo



11 Setembro 2020

da Redação

As manifestações no Chile, no período pré-pandemia, levaram novamente Victor Jara para as ruas de Santiago e das principais cidade do Chile. Neste ano, James Dean Bradfield, ex-líder da banda Manic Street Preachers, dedicou seu novo álbum, Even in Exile , à vida de Victor Jara. Em entrevista à BBC Culture, Bradfield disse que “se você se concentrar apenas na morte dele, você ignora a jornada, ignora as canções e meio que ignora o Chile”.

De acordo com o portal Chile Today, Bradfield descobriu Victor Jara através da música do grupo The Clash e do filme The Missing. O inglês ficou impressionado com a forma como o músico chileno transmitia a  mensagem política. “A verdade não está enfiada em sua garganta; flutua para você como um sonho ”, diz ele.

Em tempos de "poder rentista-miliciano-militar", portanto, lembrar de sua história é fundamental. No dia 11 de setembro, o Chile sofreu um brutal golpe de Estado, comandado pelo general Augusto Pinochet, festejado por Jair Bolsonaro. Alguns dias depois, com o terror instalado, o cantor e compositor Victor Jara também foi assassinado pelos "heróis" de Bolsonaro e sua gangue.

O crime aconteceu em 16 de setembro, no Estádio Chile, que serviu de prisão para milhares de militantes. O Estádio do Chile havia sido transformado em campo de concentração da ditadura que, depois de assassinar o presidente Salvador Allende, assaltou o poder. Atualmente, o estádio abriga um museu dedicado ao músico.

Victor Jara nasceu em Santiago, onde cresceu, estudou e tornou-se professor, diretor de teatro, poeta, cantor, compositor, músico e ativista político. Sua carreira musical vinculou-se ao movimento Nueva Canción Chilena, que revolucionou a música popular do país durante o governo de Salvador Allende. Ele gravou oito discos e lançou mais três ao vivo, com hinos como "Te Recuerdo Amanda", especialmente, e "A Desalambrar", original do uruguaio Daniel Viglieti.
 

 



 






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