Bill Fay, forever young



25 Janeiro 2020

por Fernando Rosa

Em geral, as pessoas sucumbem à velhice. Não é o caso do cantor e compositor inglês Bill Fay. Ele está com 76 anos, mas sua arte se mantém jovem. No caso, a música, que nunca abandonou. Fay lançou dois discos nos anos setenta  - "Bill Fay" (1970) e "Time of the Last Persecution" (1971). Dois clássicos, mas que não tiveram sucesso comercial na época. Um terceiro, perdido - Tomorrow, Tomorrow and Tomorrow - foi reeditado em 2004. Seu folk esotérico e psicodélico não se encaixou no clima da época.

Ao longo dos anos seguintes, ganhou a vida como defensor público, além de outras profissões simples. Mas nunca deixou de compor e registrar suas músicas em tapes caseiros. Até que, nos anos dois mil ele foi definitivamente resgatado das sombras. Os discos "Bill Fay" e "Time of the Last Persecution" foram remasterizados e reeditados novamente em 2007 pelo selo Esoteric. Em 2010, David Tibete lançou uma compilação de demos iniciais chamada "Still Some Light".



Desde então, Fay conquistou fãs pelo mundo, em especial Jeff Tweedy, do Wilco, que passo a cantar um de seus clássicos em shows - "Be Not So Fearfull". A mesma canção Be Not So Fearful" em cover de A.C. Newman é incluida na trilha de um episódio da série The Walking Dead, em2014. Por sua vez, Fay incluiu "Jesus, Etc", do Wilco, em seu repertório, no disco "Life is People", lançado em 2012.

Agora, no início de 2020, lançou o disco "Countless Branches", o terceiro álbum pelo selo Dead Oceans. Nele, Fay acentua a presença de seu piano minimalista e expõe sua poesia franca, emocional e direta. Fay poderia ser comparado a Neil Young, pela eterna juventude, mas também a um Jeff Tweedy do passado. Aliás, não foi atoa que se encontraram. Ouçam o senhor Fay. Ele é essencial nos tempos atuais. 







 






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