Festival El Mapa de Todos, integrando a América Latina



06 Dezembro 2014

da Redação

“En su quinta edición, El Mapa de Todos volvió a dejar claro en la ciudad brasileña de Porto Alegre que su apuesta por la integración no se detiene y es atrevida, reafirmándolo como un festival que celebra la diversidad sonora desde lo estético y reivindica el peso histórico de la canción”, registrou o portal espanhol Zona de Obras, o mais importante veículo de difusão da música iberoamericano no mundo hispânico.

Para o portal Scream & Yell, o festival “conseguiu integrar diferentes nacionalidades no palco e na plateia, levar música independente a diferentes espaços da cidade, e conciliar as mais diversas propostas criativas, tudo isso para um público maior que nos anos anteriores – e ainda por cima, com uma data, de seis shows, totalmente gratuita”. “O festival já está inserido no calendário”, conclui o jornalista Leonardo Vinhas.

“Viglietti destaca a intenção do festival El Mapa de Todos de criar novas interlocuções entre os músicos e o público. Isso vale, principalmente, na aproximação daquilo que não é difundido nos meios massivos de comunicação", definiu Daniel Viglietti, autor da música que inspirou o nome do festival, em entrevista ao Jornal do Comércio.“Os festivais devem apagar do ouvido do público essa música de plástico que soa em todos os supermercados do mundo, e que parece sempre a mesma, em Porto Alegre, em Montevidéu, em Paris ou em Toronto”, completou ele.

Nesta edição, o festival rompeu com a zona de conforto anterior, buscando encontrar novos públicos, de idades e origens distintas, conquistando com sucesso o espaço mais nobre da cidade – o Theatro São Pedro. Por conta dessa mudança de conceito, a curadoria do festival também ampliou o leque de gêneros musicais, abrindo-se para o folclore gaúcho, aos clássicos latinos, como o legendário Daniel Viglietti, e para ritmos mais dançantes, como a cumbia colombiana.

Outra inovação de grande sucesso junto ao público, que aderiu de forma entusiasmada, foi a realização de um dia com entrada franca, com participação de artistas em ascenção no Brasil e no continente, como os brasileiros Jéf e Boogarins e Bestia Bebé, da Argentina, subvertendo a lógica de “fechar” o festival com o principal headliner, e apostando no conceito de encerrar o evento “apontando para o futuro da música”.

Do ponto de vista musical, o festival avançou para superar o conceito de “festival de rock” tradicional, na herança dos anos dois mil, estabelecendo-se em novo patamar estético. A quinta edição do festival consolidou um público fiel, que acompanha o evento anualmente, e também destacou um novo tipo de público, mais atento e disposto a ouvir música, o que impõe a organização do festival em novos espaços.

Por fim, em sua quinta edição, o festival consolidou-se no calenário anual de Porto Alegre, ampliou a atenção para o conjunto do estado e também para outras regiões do país e inseriu-se definitivamente na rede latina de festivais, como um dos mais importantes evento da região, e centro articulador da integração musical da região.

"O 'trauma urbano' do frustrado Festival Tordesilhas, que fracassou na Porto Alegre dos anos noventa, está superado", destacou o curador do festival, Fernando Rosa, referindo-se ao papel cada vez mais agregador do festival que, anualmente, tem reunido gaúchos, brasileiros de outros estados e latinos residentes no estado.









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https://www.youtube.com/channel/UCEh0y84GO7yc7AhJ-FLwdJg/videos






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